Como alguém que divide a vida com uma pessoa de família Cubana fiquei extremamente tocado com a notícia da retomada de relações diplomáticas entre EUA e Cuba. Cada um com suas convicções à distância, mas eu percebo de perto o quanto a Ditadura Castro e o consequente embargo influíram negativamente pra história da família dela. Não que isso os tenha impedido de nada. Guerreiros, pegaram todos os limões azedos que a vida deu e tomaram limonada e caipirinha pra caramba. Se bobear, de tão especiais que são, fizeram também umas tortas de limão (com um toque de banana, pois eles colocam banana em tudo que é comida).
Na empolgação da notícia, acordei Luisa pra dar os parabéns. Ela apenas reclamou que eu tinha a acordado. Disse que soubera mais cedo. Eu, que fiquei o dia todo na rua, só vi agora de noite ao abrir o Twitter. Perguntei se ela tinha noção do que aquilo representava. Ela ficou um longo tempo em silêncio até que percebi que ela já estava dormindo de novo. Sorri, dei-lhe um beijinho e fiquei pensando “mas afinal, O QUE isso representa?”.
Sempre me fascinou o quanto minha namorada conhece a si própria. Ela sabe quem é; seus limites, forças e fraquezas. E percebo isso em cada um dos Acostas que conheci e – pra você entender como é triste isso tudo - eu conheço TODOS os Acosta. Mas há uma parte de si que alguns deles não conhecem e, de certa forma, não tinham o “direito” de (re)conhecer sem culpa, sem mágoa, sem medo: a sua origem. Agora eles podem. Se vão ter vontade ou se vão preferir dormir é escolha deles, ninguém tem nada com isso. Mas graças a revisão dessa briga cinqüentenária, o lugar de onde eles vieram não está mais isolado e não os isola mais. Cuba livre. Acosta livre.
Muita gente vai perder um time de futebol com esse acontecimento – não sem antes assegurar que quem saiu vitorioso foi o time dele e não o adversário! – mas minha família ganhou exatamente a paz do fim de uma briga. A paz de saber que não há mal que dure pra sempre. Que boa fé e pouco orgulho fazem uma boa dupla tal qual banana e basicamente qualquer outro ingrediente que você tiver na cozinha.
quinta-feira, dezembro 18, 2014
sábado, dezembro 13, 2014
Artur, não fique com ciúmes, mas estou começando outro blog. Você sempre foi tranqui com ciúmes, nunca foi meu único blog e esse novo só vai ao ar no começo do próximo ano, mas achei melhor te avisar, uma vez que (já estou dando e) darei mais atenção a ele do que a você.
Sei lá, resolvi avisar, você tá ficando velho e bobo, de repente fica achando que eu devia dar mais atenção pra você. É verdade que este novo blog terá sim postagens que te farão inveja, uma vez que serão quase diárias, possivelmente superando até mesmo o seu segundo ano de vida (2003).
Acontece que o blog novo é uma necessidade profissional, pois meu meio é muito complicado, então bolei esta idéia de criar um blog para que construamos(!) um ponto de congregação de roteiristas, de nivelação de práticas - não pautadas por mim, mas pela discussão propiciada por este encontro -; um blog sobre a indústria audiovisual brasileira sob a ótica do roteirista. Baseada nas minhas experiências etc. Janeiro de 2015! Estou botando muita fé e me empenhando muito para fornecer um conteúdo maneiro sobre roteiro e audiovisual e lances e vai ser muito legal! Se bobear legal até para a nossa relação, pois, entrando todo dia no blogger, posso acabar olhando pra você ali na mesma árvore genealógica e falar "Sabe de uma coisa? Só meu primogênito vai me entender nessa questão pessoal. Vou falar com ele, que não me cobra pesquisa, não me cobra escrita perfeita, sequenciamento de idéias lógico... he's my guy!".
Olha que doideira! É tipo a descida da montanha de Abraão e seu filho, não mais pai e filho e sim amigos! Que nem no nosso momento/post mais legal, back in 2004! Mas não é full circle! Nunca será. Quando eu me for, você continuará aqui e me eternizará!
FMZ? BLZ!
Sei lá, resolvi avisar, você tá ficando velho e bobo, de repente fica achando que eu devia dar mais atenção pra você. É verdade que este novo blog terá sim postagens que te farão inveja, uma vez que serão quase diárias, possivelmente superando até mesmo o seu segundo ano de vida (2003).
Acontece que o blog novo é uma necessidade profissional, pois meu meio é muito complicado, então bolei esta idéia de criar um blog para que construamos(!) um ponto de congregação de roteiristas, de nivelação de práticas - não pautadas por mim, mas pela discussão propiciada por este encontro -; um blog sobre a indústria audiovisual brasileira sob a ótica do roteirista. Baseada nas minhas experiências etc. Janeiro de 2015! Estou botando muita fé e me empenhando muito para fornecer um conteúdo maneiro sobre roteiro e audiovisual e lances e vai ser muito legal! Se bobear legal até para a nossa relação, pois, entrando todo dia no blogger, posso acabar olhando pra você ali na mesma árvore genealógica e falar "Sabe de uma coisa? Só meu primogênito vai me entender nessa questão pessoal. Vou falar com ele, que não me cobra pesquisa, não me cobra escrita perfeita, sequenciamento de idéias lógico... he's my guy!".
Olha que doideira! É tipo a descida da montanha de Abraão e seu filho, não mais pai e filho e sim amigos! Que nem no nosso momento/post mais legal, back in 2004! Mas não é full circle! Nunca será. Quando eu me for, você continuará aqui e me eternizará!
FMZ? BLZ!
quinta-feira, dezembro 11, 2014
Eu sigo no instagram um Chinês que conheci em frente ao Tian He Stadium quando estava fazendo o especial da volta de Dario Conca em Guangzhou e me intriga muito o fato de que ele tem apenas 21 seguidores. VINTE UM! E eu sou um deles!
Ele é tipo o Flamengo do Instagram. He's in fucking China, man! Como pode só ter 21 seguidores?! Eu tenho certeza que ele conhece mais gente que isso! Cada vez que ele posta uma foto e vem só 3 likes (meu incluso) me dá um nervoso. Este blog que eu nunca divulguei tem centenas de hit a mais que isso. Por que, Deus? Por que?! Eu não consigo entender e fico tentando encontrar motivos que expliquem o misterioso instagram minguado de Zhang Better.
O feed não é horrível; tem uma porção de gente (feia) que só posta selfie e chapolim sincero e mesmo assim tem mais seguidores que ele. Pra dizer a verdade, é até interessante; tem fotos dele com jogadores/treinadores famosos (já que ele é repórter de um grande site de esportes da China). Rola umas fotos de comidas interessantes (talvez pra mim que seja ocidental, mas enfim... de toda forma aqui no Brasil também seguimos e curtimos pessoas que tiram fotos de sua comida ocidental; então qual é a desculpa pros amigos chineses não seguirem/curtirem?) Também não é o fato dele ser uma pessoa desinteressante, com dificuldade social - embora até ache, pelo breve tempo que conversamos aquele dia, que ele seja -afinal de contas, eu, por exemplo, tenho alguns seguidores que não conheço e não me conhecem, possíveis bots, até. Porra, não tem nenhum bot na China? Nenhum "troco likes", "sdv"?!
Será que a China é um caso daqueles de "sozinho na multidão"?
Não consigo nem filosofar tamanha a minha angústia; I wanna make a better Zhang Better instagram profile! Esse vai ser meu criança esperança do fim do ano! Ajudem-me!
Vamos popularizar este pobre chinês! Sigam ele em @zbetter17
Ele é tipo o Flamengo do Instagram. He's in fucking China, man! Como pode só ter 21 seguidores?! Eu tenho certeza que ele conhece mais gente que isso! Cada vez que ele posta uma foto e vem só 3 likes (meu incluso) me dá um nervoso. Este blog que eu nunca divulguei tem centenas de hit a mais que isso. Por que, Deus? Por que?! Eu não consigo entender e fico tentando encontrar motivos que expliquem o misterioso instagram minguado de Zhang Better.
O feed não é horrível; tem uma porção de gente (feia) que só posta selfie e chapolim sincero e mesmo assim tem mais seguidores que ele. Pra dizer a verdade, é até interessante; tem fotos dele com jogadores/treinadores famosos (já que ele é repórter de um grande site de esportes da China). Rola umas fotos de comidas interessantes (talvez pra mim que seja ocidental, mas enfim... de toda forma aqui no Brasil também seguimos e curtimos pessoas que tiram fotos de sua comida ocidental; então qual é a desculpa pros amigos chineses não seguirem/curtirem?) Também não é o fato dele ser uma pessoa desinteressante, com dificuldade social - embora até ache, pelo breve tempo que conversamos aquele dia, que ele seja -afinal de contas, eu, por exemplo, tenho alguns seguidores que não conheço e não me conhecem, possíveis bots, até. Porra, não tem nenhum bot na China? Nenhum "troco likes", "sdv"?!
Será que a China é um caso daqueles de "sozinho na multidão"?
Não consigo nem filosofar tamanha a minha angústia; I wanna make a better Zhang Better instagram profile! Esse vai ser meu criança esperança do fim do ano! Ajudem-me!
Vamos popularizar este pobre chinês! Sigam ele em @zbetter17
quarta-feira, novembro 26, 2014
Pode ser a neura natural do prazo alinhado ao calor e o fato que não saio de casa (por causa do prazo) e o contador é o contador, e tem um ventilador no meu saco porque tá muito úmido e não consigo não ficar suado nessa área (gross but true) e o maldito banco não manda um email e toda hora brigo com a Luisa e os dois lados tem razão e eu tenho até sexta pro contador mandar os cálculos pra eu poder agitar isso com o Calvito e isso atrapalha a escritura do roteiro e o prazo é dia 12 e dia 5 tem o casamento do meu irmão e é em São Luiz e 25 mil não vai dar pra nada porque eu tenho aluguel atrasado e esse prédio/apartamento não vale o custo do aluguel, mas começou a chuver aquela chuva de verão que refresca quase nada e eu não consigo pensar outra coisa que não:
A vida é um milagre
A vida é um milagre
sábado, setembro 27, 2014
Trintão, Trintão: todo bichado, corno, brocha e babão.
Claro que é ingênuo falar com tão pouco tempo decorrido, mas to achando muito tranquilo, quase legal, ser um trintão.
A dificuldade, para mim, foi um período que se iniciou forte nos 26 e foi suavizando até chegar a esse ponto (30), no qual estou achando tudo sôci-tranqui. Um alívio, até...
Ok, talvez essa época tenha sido acentuada por conta de coisas que aconteceram na minha vida e não seja uma coisa de fato da idade em si, mas pensando bem tem uma lógica: até os 25 quase todas as idades "adultas" tem carisma:
18 - dur.
19 - você já não é um novato em ser maior de idade.
20 - wow, tipo, você é de fato um adulto! Acabou o Teen. Duas decádas. Número cheio.
21 - em qualquer lugar do mundo você já pode ser preso.
22 - dois patinhos na lagoa, a idade do louco etc.
23 - a única idade que é repetida, que nego quer ter duas vezes (ver próximo)
24 - ahhhh viadooo! (também conhecido como 23# ou 23+1)
25 - irado. número cheio.
E aí chega o 26... putz, agora é uma contagem para os 30. Você está mais próximo dos 30 do que dos 20. É aqui que a quarterlife crisis reside forte. Você saca que há uma responsabilidade real e o mundo não te leva a sério o suficiente ainda. Você corta um dobrado pra que te incluam/considerem em algumas coisas. Estou sozinho ou alguém se identifica?
E, pior, no meu caso: eu tenho muita cara de criança. 26-29, mesmo sendo "velho" ou "experiente" para uma porção de coisas, não era forte o suficiente para vencer alguns preconceitos. "Você é muito novo pra entender isso", "onde você estudou isso?". Mesmo que eu já estivesse no mercado de trabalho há 20 anos (mais do que vários interlocutores), mesmo que eu morasse sozinho e soubesse o que é prover pra mim e pra outros há anos...
Agora, com 30, parece diferente. Sinto uma imponência sim. Eu tenho 30 anos. Eu sei o que to falando. A cara de garoto é finalmente um trunfo. O interlocutor fica "Caceta! 30 anos e conservado..."; uma mistura de fascínio/desejo com respeito. É um pouco aquela história de que o pior lugar para você estar é a um passo do fim do poço, porque quando você está no fundo do poço, não há nada pra fazer além de subir. Então, the cat is out of the bag. You are officially old (haha que exagero, mas é pra get the point). Sinto-me mais tranquilo, na real. Agora é só aproveitar, não tem o que fazer.
Enfim, é legal porque estou aqui, mas em verdade acho uma puta babaquice a importância que se dá a "cabelos brancos". Tem gente que vive há muito e não viveu nada. Que ficou velho antes de ficar sábio. O filho tem que matar o pai, ainda acho disso.
Claro que é ingênuo falar com tão pouco tempo decorrido, mas to achando muito tranquilo, quase legal, ser um trintão.
A dificuldade, para mim, foi um período que se iniciou forte nos 26 e foi suavizando até chegar a esse ponto (30), no qual estou achando tudo sôci-tranqui. Um alívio, até...
Ok, talvez essa época tenha sido acentuada por conta de coisas que aconteceram na minha vida e não seja uma coisa de fato da idade em si, mas pensando bem tem uma lógica: até os 25 quase todas as idades "adultas" tem carisma:
18 - dur.
19 - você já não é um novato em ser maior de idade.
20 - wow, tipo, você é de fato um adulto! Acabou o Teen. Duas decádas. Número cheio.
21 - em qualquer lugar do mundo você já pode ser preso.
22 - dois patinhos na lagoa, a idade do louco etc.
23 - a única idade que é repetida, que nego quer ter duas vezes (ver próximo)
24 - ahhhh viadooo! (também conhecido como 23# ou 23+1)
25 - irado. número cheio.
E aí chega o 26... putz, agora é uma contagem para os 30. Você está mais próximo dos 30 do que dos 20. É aqui que a quarterlife crisis reside forte. Você saca que há uma responsabilidade real e o mundo não te leva a sério o suficiente ainda. Você corta um dobrado pra que te incluam/considerem em algumas coisas. Estou sozinho ou alguém se identifica?
E, pior, no meu caso: eu tenho muita cara de criança. 26-29, mesmo sendo "velho" ou "experiente" para uma porção de coisas, não era forte o suficiente para vencer alguns preconceitos. "Você é muito novo pra entender isso", "onde você estudou isso?". Mesmo que eu já estivesse no mercado de trabalho há 20 anos (mais do que vários interlocutores), mesmo que eu morasse sozinho e soubesse o que é prover pra mim e pra outros há anos...
Agora, com 30, parece diferente. Sinto uma imponência sim. Eu tenho 30 anos. Eu sei o que to falando. A cara de garoto é finalmente um trunfo. O interlocutor fica "Caceta! 30 anos e conservado..."; uma mistura de fascínio/desejo com respeito. É um pouco aquela história de que o pior lugar para você estar é a um passo do fim do poço, porque quando você está no fundo do poço, não há nada pra fazer além de subir. Então, the cat is out of the bag. You are officially old (haha que exagero, mas é pra get the point). Sinto-me mais tranquilo, na real. Agora é só aproveitar, não tem o que fazer.
Enfim, é legal porque estou aqui, mas em verdade acho uma puta babaquice a importância que se dá a "cabelos brancos". Tem gente que vive há muito e não viveu nada. Que ficou velho antes de ficar sábio. O filho tem que matar o pai, ainda acho disso.
sexta-feira, setembro 12, 2014
Oh Fortuna,
como a lua, és mutável.
Sempre crescendo e minguando.
Oh Vida odiosa,
primeiro oprime
depois cura.
Pra brincar com a mente,
a miséria e o poder,
como gelo, ela os funde.
como a lua, és mutável.
Sempre crescendo e minguando.
Oh Vida odiosa,
primeiro oprime
depois cura.
Pra brincar com a mente,
a miséria e o poder,
como gelo, ela os funde.
Oh Destino,
monstruoso e vazio.
Você, roda volúvel, é maldoso.
A felicidade é vã
e sempre dissolve-se a nada,
nebulosa e velada,
a mim você empesteou também.
Agora, por prazer,
me entrego a ti, despido, para vossa perversidade.
monstruoso e vazio.
Você, roda volúvel, é maldoso.
A felicidade é vã
e sempre dissolve-se a nada,
nebulosa e velada,
a mim você empesteou também.
Agora, por prazer,
me entrego a ti, despido, para vossa perversidade.
Oh Sorte,
na saúde e na virtude,
estás contra mim.
Dá e tira, me escraviza.
Então, à essa hora, sem demora
tange a corda vibrante;
já que a sorte abate o forte,
todos lacrimejarão comigo.
sexta-feira, agosto 08, 2014
Passando pela praça um grupo de meninos e meninas joga um jogo tipo salada mista. Um fala: "porra! mas eu só beijei homem até agora!".
Sei que deve ser foda não poder viver isso "em vida", mas é o que sempre digo: a aceitação/liberdade de preferência sexual é inevitável. Já não é uma questão para a geração mais nova. Cedo ou tarde vai estar em todos os lugares, em todas as camadas geracionais.
Há que se entender as gerações mais velhas. Eles quase can't help themselves. Forçá-los a "aceitar" não é certo. Tem que se colocar acima disso. Afinal, carinho e compreensão impostos também não são carinho e compreensão. And hey; they'll die. Pretty soon.
Eu sei, eu sei... é errado! Por que você deveria se beijar escondido quando casais héteros beijam sem embaraço numa rua movimentada? Eu acho que vocês deviam, mas pra mim é fácil porque não seria eu que sofreria diretamente com as infelizes consequências disso. Quanta coisa que obviamente é errada já foi certo? Aliás, beijar em rua movimentada já foi considerado errado (sem ser pelo gênero e sim pelo ato). É muito difícil rever algo que foi passado como certo. Imagina se falam que na verdade azul é amarelo. Niggaz would FREAK OUT!
O que quero dizer é: há que se entender o estado do mundo e viver de acordo com ele. Não to falando que não se deve lutar por isso. Aliás, não estou falando para ninguém o que fazer, apenas refletinho. Minhas convicções são minhas, não gosto de força-las à ninguém: liberdade é liberdade pra sim e pra não, pra qualquer opção (e não to querendo dar indireta com isso. Curiosamente a la Reverendo ela podia servir para o pró-gay e pro contra). Sei lá, na verdade o que quero dizer. Pros meus amigos, que sei que sofrem em pequena escala o que mais gente sofre e para os quais torço muito (pois sou o maior torcedor de qualquer tipo de liberdade) que sirva nem que seja como um "Há esperança. Há luz. Se não há hoje para todos, haverá amanhã".
Sei que deve ser foda não poder viver isso "em vida", mas é o que sempre digo: a aceitação/liberdade de preferência sexual é inevitável. Já não é uma questão para a geração mais nova. Cedo ou tarde vai estar em todos os lugares, em todas as camadas geracionais.
Há que se entender as gerações mais velhas. Eles quase can't help themselves. Forçá-los a "aceitar" não é certo. Tem que se colocar acima disso. Afinal, carinho e compreensão impostos também não são carinho e compreensão. And hey; they'll die. Pretty soon.
Eu sei, eu sei... é errado! Por que você deveria se beijar escondido quando casais héteros beijam sem embaraço numa rua movimentada? Eu acho que vocês deviam, mas pra mim é fácil porque não seria eu que sofreria diretamente com as infelizes consequências disso. Quanta coisa que obviamente é errada já foi certo? Aliás, beijar em rua movimentada já foi considerado errado (sem ser pelo gênero e sim pelo ato). É muito difícil rever algo que foi passado como certo. Imagina se falam que na verdade azul é amarelo. Niggaz would FREAK OUT!
O que quero dizer é: há que se entender o estado do mundo e viver de acordo com ele. Não to falando que não se deve lutar por isso. Aliás, não estou falando para ninguém o que fazer, apenas refletinho. Minhas convicções são minhas, não gosto de força-las à ninguém: liberdade é liberdade pra sim e pra não, pra qualquer opção (e não to querendo dar indireta com isso. Curiosamente a la Reverendo ela podia servir para o pró-gay e pro contra). Sei lá, na verdade o que quero dizer. Pros meus amigos, que sei que sofrem em pequena escala o que mais gente sofre e para os quais torço muito (pois sou o maior torcedor de qualquer tipo de liberdade) que sirva nem que seja como um "Há esperança. Há luz. Se não há hoje para todos, haverá amanhã".
segunda-feira, julho 28, 2014
Por que apologia à coisas ilícitas é um crime no Brasil?
Apologia = discurso encomiástico (= laudatório = que louva ou que encerra louvor)
Logo, apologia é apenas uma defesa de um ponto de vista e a aderência do mesmo pode variar de grupo pra grupo. Mas fazer apologia é diferente de agir. Apologia é defender um ponto de vista que se encerra em si. Crime é uma ação que se encerra no outro. SEMPRE. Não tergiverse e diga que a apologia de um ponto absurdo (pra você) se encerra em você, pois você se sente atingido. Sim, VOCÊ se sente atingido. Racionalmente é isso. O "passar de recibo" é opcional. Já com um crime, não. Um crime, qualquer que seja, só existe se, necessariamente, saiu do domínio de uma pessoa e atingiu a(s) outra(s). É uma ação que necessariamente saiu de um patamar individual.
Mas tergiverso eu. Voltando:
Desta forma - sabendo que apologia = defender um ponto de vista - quando você torna "apologia à X" um crime, automaticamente você está dizendo que: defender um ponto de vista é um crime. Ter uma opinião é um crime.
Sim, porque, se "depende de qual opinião"... então não é opinião at all, amigo.
A liberdade de expressão e pensamento pressupõe liberdade; e a redundância na frase é proposital de tal forma que nem é redundante. Não é como Sol/Chuva, Verde/Vermelho... conceitos imutáveis que sempre serão esses. Certo/errado, bem/mal (e até lícito/ilícito) são conceitos que variam de pessoa a pessoa e no espaço-tempo; são todos eles feitos/percebidos por seres humanos, esses bichos que mudam constantemente.
Acho sintomático isso, o quanto não entendemos esse conceito. Somos um país com tremenda dificuldade de entender o sentido real sentido da liberdade. A liberdade que só existe quando o outro tem o direito de falar bem ou curtir algo extremamente desagradável a você e vice-versa. Mas acho isso muito natural, haja visto que somos um país bebê ainda. Os Estados Unidos, o país que mais entende o sentido de liberdade no mundo, não só tem isso lindamente sublinhado em sua constituição, bem como em sua Constituição - o que é o sistema Federalista se não uma lição de união através das diferenças? - como age desde cedo para reiterar e propagar esta noção. Sempre em seus colégios existe uma equipe de "debate", você deve ter visto em filmes. Claro, tem o "simples" exercício cognitivo e oratório que ajuda a preparar o aluno pro mercado e bla bla bla, mas, mais importante, estas equipes de debates ajudam a deixar desde cedo na cabeça do jovem americano o verdadeiro conceito de liberdade. De debater idéias. Força-os a enxergar o lado oposto para compreender melhor o seu, às vezes até defendendo idéias das quais você não nutre paixão.
A opinião de alguém (mesmo que seja de muita gente, pra não dizer geral) é só uma opinião. E eles tem direito a tê-las. Mesmo que seja muito estúpida e ofensiva. Enquanto fica no campo das idéias, pode não fazer bem (depende do que o "ofendido" vai fazer com aquilo), mal com certeza não faz. Se "tem muita gente que teve pouca educação que não pensa por si próprio e vai ser influenciada!", não vai ser cerceando pontos de vistas, apologias etc. que essas pessoas vão ter ferramentas pra conseguirem "pensar por si próprias".
Então acho mais prático trabalhar em não se ofender tanto. É aquela história: quem vê de longe uma pessoa discutindo com uma pessoa estúpida não sabe dizer qual das duas que é a estúpida...
Falar e fazer são coisas bem diferentes. Mas BEM diferentes. E tem que ser tratado assim. Cada uma com sua importância e força.
E o mais curioso é que aqui fala-se muito e faz-se pouco, quase nada.
Levando todas estas especificidades de liberdade em consideração... tem como irmos para algum lugar que não a inércia?
Fica aqui, então, minha apologia à apologia.
Apologia = discurso encomiástico (= laudatório = que louva ou que encerra louvor)
Logo, apologia é apenas uma defesa de um ponto de vista e a aderência do mesmo pode variar de grupo pra grupo. Mas fazer apologia é diferente de agir. Apologia é defender um ponto de vista que se encerra em si. Crime é uma ação que se encerra no outro. SEMPRE. Não tergiverse e diga que a apologia de um ponto absurdo (pra você) se encerra em você, pois você se sente atingido. Sim, VOCÊ se sente atingido. Racionalmente é isso. O "passar de recibo" é opcional. Já com um crime, não. Um crime, qualquer que seja, só existe se, necessariamente, saiu do domínio de uma pessoa e atingiu a(s) outra(s). É uma ação que necessariamente saiu de um patamar individual.
Mas tergiverso eu. Voltando:
Desta forma - sabendo que apologia = defender um ponto de vista - quando você torna "apologia à X" um crime, automaticamente você está dizendo que: defender um ponto de vista é um crime. Ter uma opinião é um crime.
Sim, porque, se "depende de qual opinião"... então não é opinião at all, amigo.
A liberdade de expressão e pensamento pressupõe liberdade; e a redundância na frase é proposital de tal forma que nem é redundante. Não é como Sol/Chuva, Verde/Vermelho... conceitos imutáveis que sempre serão esses. Certo/errado, bem/mal (e até lícito/ilícito) são conceitos que variam de pessoa a pessoa e no espaço-tempo; são todos eles feitos/percebidos por seres humanos, esses bichos que mudam constantemente.
Acho sintomático isso, o quanto não entendemos esse conceito. Somos um país com tremenda dificuldade de entender o sentido real sentido da liberdade. A liberdade que só existe quando o outro tem o direito de falar bem ou curtir algo extremamente desagradável a você e vice-versa. Mas acho isso muito natural, haja visto que somos um país bebê ainda. Os Estados Unidos, o país que mais entende o sentido de liberdade no mundo, não só tem isso lindamente sublinhado em sua constituição, bem como em sua Constituição - o que é o sistema Federalista se não uma lição de união através das diferenças? - como age desde cedo para reiterar e propagar esta noção. Sempre em seus colégios existe uma equipe de "debate", você deve ter visto em filmes. Claro, tem o "simples" exercício cognitivo e oratório que ajuda a preparar o aluno pro mercado e bla bla bla, mas, mais importante, estas equipes de debates ajudam a deixar desde cedo na cabeça do jovem americano o verdadeiro conceito de liberdade. De debater idéias. Força-os a enxergar o lado oposto para compreender melhor o seu, às vezes até defendendo idéias das quais você não nutre paixão.
A opinião de alguém (mesmo que seja de muita gente, pra não dizer geral) é só uma opinião. E eles tem direito a tê-las. Mesmo que seja muito estúpida e ofensiva. Enquanto fica no campo das idéias, pode não fazer bem (depende do que o "ofendido" vai fazer com aquilo), mal com certeza não faz. Se "tem muita gente que teve pouca educação que não pensa por si próprio e vai ser influenciada!", não vai ser cerceando pontos de vistas, apologias etc. que essas pessoas vão ter ferramentas pra conseguirem "pensar por si próprias".
Então acho mais prático trabalhar em não se ofender tanto. É aquela história: quem vê de longe uma pessoa discutindo com uma pessoa estúpida não sabe dizer qual das duas que é a estúpida...
Falar e fazer são coisas bem diferentes. Mas BEM diferentes. E tem que ser tratado assim. Cada uma com sua importância e força.
E o mais curioso é que aqui fala-se muito e faz-se pouco, quase nada.
Levando todas estas especificidades de liberdade em consideração... tem como irmos para algum lugar que não a inércia?
Fica aqui, então, minha apologia à apologia.
domingo, julho 27, 2014
Não é o inverno mais frio, mas é o mais... "durável".
Tipo, sempre tive como característica climática do Rio a imprevisibilidade (ou seria amplitude?). Não é exagero nenhum estar chovendo e frio num dia e no outro super ensolarado e quente. Já vi zilhões de vezes. Mas este inverno está bem consistente. É frio todo dia, sem descanso. O que varia é se chove ou não. Sendo que tem chovido bastante.
Não é o assunto mais importante que mudou a sua vida, mas pelo menos estou escrevendo alguma coisa. As vezes é tipo exercício mesmo, me forçar a escrever aqui qualquer coisa e, com isso, desatrofiar o músculo de texto para o blog. Então, no fim das contas, a escolha do tema é até metafórica.
Should we talk about the weather? Hi! Hi!
Tipo, sempre tive como característica climática do Rio a imprevisibilidade (ou seria amplitude?). Não é exagero nenhum estar chovendo e frio num dia e no outro super ensolarado e quente. Já vi zilhões de vezes. Mas este inverno está bem consistente. É frio todo dia, sem descanso. O que varia é se chove ou não. Sendo que tem chovido bastante.
Não é o assunto mais importante que mudou a sua vida, mas pelo menos estou escrevendo alguma coisa. As vezes é tipo exercício mesmo, me forçar a escrever aqui qualquer coisa e, com isso, desatrofiar o músculo de texto para o blog. Então, no fim das contas, a escolha do tema é até metafórica.
Should we talk about the weather? Hi! Hi!
quinta-feira, julho 24, 2014
Não demorei isso tudo pra fazer a resenha dos McFavoritos da Copa por precisar de mais tempo para digerí-los. É bem o contrário. Demorei porque... o que há pra falar sobre eles?
A boa verdade é que os Favoritos já não fazem mais sentido hoje em dia além-marketing. Explico: quando lançado, láááá em 2002, o McDonalds tinha apenas as suas promoções fixas (numero 1, 2 etc.). Eram aqueles sanduíches e pronto. Fim. Não era como hoje em dia que, de 6 em 6 meses (no mínimo) tem uma novidade. Pra ser bem accurate, de "diferente" só tinham surgido - e por tempo limitadíssimo - aquele McBelo e McBueno, que eram bem qualquer nota. Então, imaginem o groundbreaking...nismo! Eis o McFavoritos, trazendo não um, mas SETE sanduíches novos pro cardápio. SETE! E não eram sanduíches normais, variações sob o mesmo tema. Tivemos pela primeira vez carne de porco (McBrasil com hamburger de calabresa)! Queijo diferente de cheddar ou americano (McFrança e outros)! Condimentos como peperoni e, claro, o mais importante, vocês sabem: P-Ã-O B-O-L-A!
Era a glória! Crianças faziam fila para provar a novidade. Adolescentes sem grana xingavam o colégio por não fazer aula a tarde na quarta-feira, dia em que eram obrigados a comer fora, de maneira que nunca conseguiam comer o McFrança, dependendo do dia/sanduíche, não se encontrava, tamanha a demanda. Não tinha para album de figurinhas, a diversão da Copa era o McDonalds.
Corta para 2014.
Mesmo sabedor de tudo isso, imagino eu, o Departamento de Marketing (ou sei lá quem que controla essa ação) foi lá e fez sanduíches tão... iguais. Sem a menor graça. Tipo, não é que o gosto deles sejam ruins. São bons, mas... e daí?
Toda vez que acabava um sanduba esse ano eu perguntava "Ok, mas... e daí?"
Não apostaram em nenhum país doido como já houve McArábia, Inglaterra com Fish e molho de limão, Japão com teryaki gênio e Uruguai (estão presos ao pé da letra do conceito "favoritos"? Não deviam...), ou em nenhum ingrediente doido pertencente àquele país. Pelo contrário! Alguns sanduíches pareciam repetição de outros anos. Qual a grande diferença deste McFrança pro primeiro? O McBrasil desse ano não é a mesma coisa que o McArgentina de 2006? E o McAlemanha, que é sempre uma variação da mesma coisa? O McUSA nem se fala, mas acho tranqui também ser assim, pois é quase um comentário, uma redundância dentro de uma redundância, já que o McDonalds é todo, USA.
Na Copa mais "lúdica" possível para nós, os caras resolveram jogar seguro. A maioria dos sanduíches traz o tal do "Angus beef", o burger da moda. Mas o que tem a ver com o Brasil essa porra?! Até o ano passado tínhamos calabresa 02, calabresa 06, pernil 10 e agora essa merda. Todos anos tinham a ver culturalmente falando. Menos esse. Lembro de um McEspanha que era de Alcaparras e filé de merluza. Não vou amaciar meu approach: era uma bosta. Mas eu dou mó valor pelo que ele representava. Tenho certeza que ele vendeu bem e até que um monte de gente achou gostosão.
A única boa notícia era que o Pão Bola voltou a ser maioria no cardápio. O McItália, que não mudou muito, também tava interessante.
Ah, McDonalds... eu sempre acabo voltando pra dar mais uma chance depois de muito tempo... e você sempre acaba me frustrando. Agora até na parada mais legal que você faz.
O doido de tudo é reparar que é a quarta vez que resenho essa parada. 3 aqui e a primeira (2002) na época do saudoso cincominutos do Sedro Pouza.
Tá velho, Artur.
A boa verdade é que os Favoritos já não fazem mais sentido hoje em dia além-marketing. Explico: quando lançado, láááá em 2002, o McDonalds tinha apenas as suas promoções fixas (numero 1, 2 etc.). Eram aqueles sanduíches e pronto. Fim. Não era como hoje em dia que, de 6 em 6 meses (no mínimo) tem uma novidade. Pra ser bem accurate, de "diferente" só tinham surgido - e por tempo limitadíssimo - aquele McBelo e McBueno, que eram bem qualquer nota. Então, imaginem o groundbreaking...nismo! Eis o McFavoritos, trazendo não um, mas SETE sanduíches novos pro cardápio. SETE! E não eram sanduíches normais, variações sob o mesmo tema. Tivemos pela primeira vez carne de porco (McBrasil com hamburger de calabresa)! Queijo diferente de cheddar ou americano (McFrança e outros)! Condimentos como peperoni e, claro, o mais importante, vocês sabem: P-Ã-O B-O-L-A!
Era a glória! Crianças faziam fila para provar a novidade. Adolescentes sem grana xingavam o colégio por não fazer aula a tarde na quarta-feira, dia em que eram obrigados a comer fora, de maneira que nunca conseguiam comer o McFrança, dependendo do dia/sanduíche, não se encontrava, tamanha a demanda. Não tinha para album de figurinhas, a diversão da Copa era o McDonalds.
Corta para 2014.
Mesmo sabedor de tudo isso, imagino eu, o Departamento de Marketing (ou sei lá quem que controla essa ação) foi lá e fez sanduíches tão... iguais. Sem a menor graça. Tipo, não é que o gosto deles sejam ruins. São bons, mas... e daí?
Toda vez que acabava um sanduba esse ano eu perguntava "Ok, mas... e daí?"
Não apostaram em nenhum país doido como já houve McArábia, Inglaterra com Fish e molho de limão, Japão com teryaki gênio e Uruguai (estão presos ao pé da letra do conceito "favoritos"? Não deviam...), ou em nenhum ingrediente doido pertencente àquele país. Pelo contrário! Alguns sanduíches pareciam repetição de outros anos. Qual a grande diferença deste McFrança pro primeiro? O McBrasil desse ano não é a mesma coisa que o McArgentina de 2006? E o McAlemanha, que é sempre uma variação da mesma coisa? O McUSA nem se fala, mas acho tranqui também ser assim, pois é quase um comentário, uma redundância dentro de uma redundância, já que o McDonalds é todo, USA.
Na Copa mais "lúdica" possível para nós, os caras resolveram jogar seguro. A maioria dos sanduíches traz o tal do "Angus beef", o burger da moda. Mas o que tem a ver com o Brasil essa porra?! Até o ano passado tínhamos calabresa 02, calabresa 06, pernil 10 e agora essa merda. Todos anos tinham a ver culturalmente falando. Menos esse. Lembro de um McEspanha que era de Alcaparras e filé de merluza. Não vou amaciar meu approach: era uma bosta. Mas eu dou mó valor pelo que ele representava. Tenho certeza que ele vendeu bem e até que um monte de gente achou gostosão.
A única boa notícia era que o Pão Bola voltou a ser maioria no cardápio. O McItália, que não mudou muito, também tava interessante.
Ah, McDonalds... eu sempre acabo voltando pra dar mais uma chance depois de muito tempo... e você sempre acaba me frustrando. Agora até na parada mais legal que você faz.
O doido de tudo é reparar que é a quarta vez que resenho essa parada. 3 aqui e a primeira (2002) na época do saudoso cincominutos do Sedro Pouza.
Tá velho, Artur.
sexta-feira, julho 11, 2014
Acordamos tarde, misto quente, transadinha, dormimos, tomamos banho, dormimos, stogonoff, Candy crush/House, brigadeiro, dormimos, produzi de leve, pizza, Candy crush/House, Luisa dormiu, revisei a monografia dela um pouco, escrevo este post/House e daqui a pouco devo produzir mais e dormir.
Passamos o dia todo como vermes, sem sair... evitando fazer qualquer coisa não-passiva de tal forma, que agora fui comer um brigadeirinho e simplesmente não tinha colher. O que fiz? Comi com a mão.
A que ponto o ser humano chega...
Amanhã, se tudo der certo, pretendo repetir a mesma programação.
Eu adoro, eu me amarro.
Passamos o dia todo como vermes, sem sair... evitando fazer qualquer coisa não-passiva de tal forma, que agora fui comer um brigadeirinho e simplesmente não tinha colher. O que fiz? Comi com a mão.
A que ponto o ser humano chega...
Amanhã, se tudo der certo, pretendo repetir a mesma programação.
Eu adoro, eu me amarro.
terça-feira, junho 17, 2014
Não vou nem falar sobre como essa Copa do Mundo está sendo incrível para mim em outros campos, pois gosto de pensar mais, deixar maturar no tempo e não ser leviano, mas no aspecto FUTEBOL, essa Copa do Mundo maravilhosa está me fazendo rever uma parada. Há alguns anos, provavelmente por conta daquele distanciamento da seleção provocado por coisas naturais e também por balela política e anti-brasileirismo e blablabla, eu me convencionei a falar que, na verdade "eu não gosto de futebol, eu gosto é do Fluminense".
Ok. Talvez seja uma meia-verdade.
(i) De fato, o jogo futebol pra assistir na tv... a chance é de ser muito chato. Um 5x2 cheio de nuances é legal, mas a maioria das vezes é um 0x0 modorrento. Acompanhado de amigos, comida e bebida, aquele ritual masculino todo... já fica mais legal. Mas então o futebol em si não importa, certo? É substituível. Troca pela cerimônia do Oscar, um episódio de Game of Thrones, dá no mesmo. E entrando no parte de entretenimento audiovisual; é de fato um esporte longe de ser dinâmico como um basquete ou volley: sem comercial, sem tempos e pontos toda hora.
(ii) Considerando todo o exposto acima, mesmo o mais enfadonho 0x0, se envolvendo o Fluminense, me fascina, me entretem, me é urgente e definitivo.
Logo, por que é uma meia-verdade e não uma verdade inteira?
Eu não sei. E como falei que gosto de deixar maturar no tempo, não vou responder essa pergunta de forma leviana. O que já posso dizer é que: to curtindo o futebol. To curtindo o "jogo bonito" e todas as baboseiras que em competições de clubes - onde só há o Fluminense e nada mais - me fazem rolar os olhos. Essa copa tá irada e to curtindo como não fazia há anos. To amando. Acabou de acabar a primeira rodada e já não quero que a Copa acabe.
Vai, Futebol!
Obs: nada que disse criticamente sobre o futebol se aplica ao ATO de se jogar futebol na vida real. Neste caso, futebol é perfeito. Um esporte 100% divertido e amado por mim. Por mais que eu jogue tão pouco. Mas é irado, me amarro.
Ok. Talvez seja uma meia-verdade.
(i) De fato, o jogo futebol pra assistir na tv... a chance é de ser muito chato. Um 5x2 cheio de nuances é legal, mas a maioria das vezes é um 0x0 modorrento. Acompanhado de amigos, comida e bebida, aquele ritual masculino todo... já fica mais legal. Mas então o futebol em si não importa, certo? É substituível. Troca pela cerimônia do Oscar, um episódio de Game of Thrones, dá no mesmo. E entrando no parte de entretenimento audiovisual; é de fato um esporte longe de ser dinâmico como um basquete ou volley: sem comercial, sem tempos e pontos toda hora.
(ii) Considerando todo o exposto acima, mesmo o mais enfadonho 0x0, se envolvendo o Fluminense, me fascina, me entretem, me é urgente e definitivo.
Logo, por que é uma meia-verdade e não uma verdade inteira?
Eu não sei. E como falei que gosto de deixar maturar no tempo, não vou responder essa pergunta de forma leviana. O que já posso dizer é que: to curtindo o futebol. To curtindo o "jogo bonito" e todas as baboseiras que em competições de clubes - onde só há o Fluminense e nada mais - me fazem rolar os olhos. Essa copa tá irada e to curtindo como não fazia há anos. To amando. Acabou de acabar a primeira rodada e já não quero que a Copa acabe.
Vai, Futebol!
Obs: nada que disse criticamente sobre o futebol se aplica ao ATO de se jogar futebol na vida real. Neste caso, futebol é perfeito. Um esporte 100% divertido e amado por mim. Por mais que eu jogue tão pouco. Mas é irado, me amarro.
terça-feira, maio 20, 2014
Por um lado, considero minha opinião cara de mais pra ficar franqueando por aí e estou tão seguro dela que não preciso tentar te convencer da mesma. Ela me basta. Por outro lado... minha opinião é apenas uma opinião. Não tenho pretensão de julgá-la mais importante que a de outrém. Mas se pedem... tenho que dá-la, não é? E se a valorizam como eu; como fica?
Entra a velha briga entre Omitir e Mentir...e é muito complicado porque a omissão sempre é o melhor caminho, certo? Sim, porque, diferente desses filmes no qual o cara é obrigado a dizer a verdade, ser honesto não significa falar tudo o que vem a cabeça. Então existe a auto-preservação e preservação de terceiros também. Só que a omissão só existe na falha do interlocutor, de não perguntar algo que ele não sabe. Aí é fair game. Quase sonso. "Você não perguntou..."
Mas e quando é uma questão de sim ou não? Gostou ou não?
Você mente em nome da "governabilidade"? E o peso na consciência eterno de ter traído a si próprio (e à pessoa também, em segunda instância) privando ambos da sua real opinião quando na verdade escolhe esse caminho exatamente para que a pessoa se sinta bem?
A vida adulta não é fácil, jovem cristão. Cheia de cores muito doidas. Tem situações que você simplesmente não pode vencer.
Entra a velha briga entre Omitir e Mentir...e é muito complicado porque a omissão sempre é o melhor caminho, certo? Sim, porque, diferente desses filmes no qual o cara é obrigado a dizer a verdade, ser honesto não significa falar tudo o que vem a cabeça. Então existe a auto-preservação e preservação de terceiros também. Só que a omissão só existe na falha do interlocutor, de não perguntar algo que ele não sabe. Aí é fair game. Quase sonso. "Você não perguntou..."
Mas e quando é uma questão de sim ou não? Gostou ou não?
Você mente em nome da "governabilidade"? E o peso na consciência eterno de ter traído a si próprio (e à pessoa também, em segunda instância) privando ambos da sua real opinião quando na verdade escolhe esse caminho exatamente para que a pessoa se sinta bem?
A vida adulta não é fácil, jovem cristão. Cheia de cores muito doidas. Tem situações que você simplesmente não pode vencer.
domingo, maio 04, 2014
Ha! Sobrevivi.
Mas barely. Tava me sentindo antes de ir meio como se não conseguisse focar a visão. Às vezes parecia que eu tava ligeiramente "high", ou o que imagino que estar "high" seja. Era como se eu tivesse apenas 90% em controle do meu corpo, meio voando. E aí, durante a viagem, os cisos - que eu já tava ligado que tinham que ir embora - acabaram dando ruim quando um pedaço de comida ficou entre ele e o dente vizinho e tomei deocyl e inflamou a porra toda e acionei o seguro e fiquei na bad, MAS... o mundo não acabou. Tirei semana passada um deles aqui no Brasa.
Bom, pro dente, diagnostico que a hora chegou e a boca realmente é uma parte importante do funcionamento desta máquina chamada corpo humano. Se tiver algo erraod nela pode dar xabú geral. Não é só o peixe que morre por ela não. E sobre a primeira coisa que falei, a "leseira" dos 90%, haja visto que não tenho mais sentido...
Era falta de férias; estafa mesmo. Afinal há 4 anos não tirava um tempo pra descansar.
Se segurem, pois isso só indica um novo ciclo de pau duro e pé na tábua meu. E São Francisco é o bicho.
Mas barely. Tava me sentindo antes de ir meio como se não conseguisse focar a visão. Às vezes parecia que eu tava ligeiramente "high", ou o que imagino que estar "high" seja. Era como se eu tivesse apenas 90% em controle do meu corpo, meio voando. E aí, durante a viagem, os cisos - que eu já tava ligado que tinham que ir embora - acabaram dando ruim quando um pedaço de comida ficou entre ele e o dente vizinho e tomei deocyl e inflamou a porra toda e acionei o seguro e fiquei na bad, MAS... o mundo não acabou. Tirei semana passada um deles aqui no Brasa.
Bom, pro dente, diagnostico que a hora chegou e a boca realmente é uma parte importante do funcionamento desta máquina chamada corpo humano. Se tiver algo erraod nela pode dar xabú geral. Não é só o peixe que morre por ela não. E sobre a primeira coisa que falei, a "leseira" dos 90%, haja visto que não tenho mais sentido...
Era falta de férias; estafa mesmo. Afinal há 4 anos não tirava um tempo pra descansar.
Se segurem, pois isso só indica um novo ciclo de pau duro e pé na tábua meu. E São Francisco é o bicho.
domingo, março 30, 2014
Artur não fala há muito tempo. Por que? Porque tem 12 anos. Foi pra sua primeira colônia de férias.
Mas agora está de volta:
Eu não tenho muitos lugares no mundo que quero conhecer. Alguns dos mais amados (Paris, Machu Pichu, Londres...) eu nunca me senti fascinado. Poucos me interessavam. Coréia do Norte, Alemanha, Havaí, alguns outros... e San Francisco. Sempre achei parecer interessante. Parece ter uma energia diferente, uma vibe. E você repara que coisas doidas aconteceram lá, pessoas diferentes. Lugar bonito. Mas apesar disso nunca quis conhecer. Por que?
Porque em todo filme o fim do mundo começa por lá. Já percebeu? É o lance de San Andreas. Talvez isso que seja a energia diferente. E aí, sei lá, sempre achei que no dia que eu fosse, iria acontecer.
Guess where I'm going next month?
Então, sei lá... não acho que vá acontecer, mas se acontecer pelo menos tive o post premonitório e estará provado que o universo está sob minha condução.
Chupa, Nostradamus!
PS: também to indo pro Havaí, que sempre sonhei ir, so...yeah. Awesome.
Mas agora está de volta:
Eu não tenho muitos lugares no mundo que quero conhecer. Alguns dos mais amados (Paris, Machu Pichu, Londres...) eu nunca me senti fascinado. Poucos me interessavam. Coréia do Norte, Alemanha, Havaí, alguns outros... e San Francisco. Sempre achei parecer interessante. Parece ter uma energia diferente, uma vibe. E você repara que coisas doidas aconteceram lá, pessoas diferentes. Lugar bonito. Mas apesar disso nunca quis conhecer. Por que?
Porque em todo filme o fim do mundo começa por lá. Já percebeu? É o lance de San Andreas. Talvez isso que seja a energia diferente. E aí, sei lá, sempre achei que no dia que eu fosse, iria acontecer.
Guess where I'm going next month?
Então, sei lá... não acho que vá acontecer, mas se acontecer pelo menos tive o post premonitório e estará provado que o universo está sob minha condução.
Chupa, Nostradamus!
PS: também to indo pro Havaí, que sempre sonhei ir, so...yeah. Awesome.
quinta-feira, novembro 28, 2013
Era pra eu estar muito feliz com tudo, um tremendo ano. Mas com vitórias vem tanta angústia... Fora as derrotas e os medos que independem da vitória (pois sou bem pós-moderno, já disse mil vezes). Aí tudo isso se junta e uma hora vou vomitá-las e vai dar merda. Ou, no caso, arte. E quem ganha é você, que curte. E vomitar (ou cagar?) me aliviará, mas com isso criará uma nova angústia: pra onde vou? E aí começo a pregar um discurso contra pessoas e situações as quais e nas quais na verdade busco desesperadamente a aprovação. E aí vira um bonito ciclo feio de auto-destruição para construir. Nos meus contrastes e contradições.
So... yeah.
So... yeah.
domingo, outubro 13, 2013
Queria ver meus amigos. Queria ir pra Angra. Queria ter uma namorada. Queria que o Flu ganhasse. Queria que EU ganhasse (dinheiro). Queria não perder tanto quanto tenho perdido. Queria não estar com tanta dor nas costas e nos ombros. Queria fazer exercícios físicos. Queria andar de skate. Queria voltar a meditar. Queria fazer meus raps. Queria escrever mais aqui. Queria ver "This is the End" e "Gravidade". Queria não ter nenhum arrependimento uma vez que o meu filme tiver indo para as salas. Queria dormir pra descansar. Queria ter mais 30 horas por dia pra fazer tudo que tento fazer. Queria saber se um dia vou ser recompensado por todo o meu esforço.
Queria não querer tanto.
Queria não querer tanto.
terça-feira, agosto 13, 2013
Esse papo todo de honestidade, consciência limpa... tenho pensado o quanto é um conceito pré-revolução industrial. Não to julgando não. Certo ou errado; é o que é. It is what it is.
E aí fiquei pensando sobre as pessoas que vivem assim e como é tranquilo. "Ah, mas será que eles dormem bem?". Claro que dormem. Um homem que pode entender o que é ter e depois não ter, sabe o que é humilhação. Querer, mas não poder. Quem nasce na miséria, eu acho que não. Aquele lance que falei que felicidade é um conceito de pobre. Mas um cara que teve o gosto e depois por algum motivo perdeu... esse vai fazer o que for pra voltar a ter poder financeiro, porque. O que for. Porque esse registro de ética, valores... não existe. O que dignifica ou não um homem é a quantia no banco. Sua sexualidade, cútis, de onde você vem, o que e como você fez/faz... tudo é perdoado se você tiver dinheiro. Respeito se compra sim.
Dinheiro é o meu Deus. Eu venero dinheiro.
E aí fiquei pensando sobre as pessoas que vivem assim e como é tranquilo. "Ah, mas será que eles dormem bem?". Claro que dormem. Um homem que pode entender o que é ter e depois não ter, sabe o que é humilhação. Querer, mas não poder. Quem nasce na miséria, eu acho que não. Aquele lance que falei que felicidade é um conceito de pobre. Mas um cara que teve o gosto e depois por algum motivo perdeu... esse vai fazer o que for pra voltar a ter poder financeiro, porque. O que for. Porque esse registro de ética, valores... não existe. O que dignifica ou não um homem é a quantia no banco. Sua sexualidade, cútis, de onde você vem, o que e como você fez/faz... tudo é perdoado se você tiver dinheiro. Respeito se compra sim.
Dinheiro é o meu Deus. Eu venero dinheiro.
quinta-feira, junho 06, 2013
Po, ficou tão bom em termos de texto que tive que acabar ali... mas nesse último post ainda tem um resto de reflexão a ser feito. Só pra nego não me atacar depois, chatos pacas:
Não somos mais um país pobre.
Temos que aprender a ser feliz.
E valorizar isso. Lembrando: os políticos são um reflexo do seu povo. Se você cultivar farelo, vai acabar alimentando porcos. Se sua voz tem um poder, jogue o holofote pra coisas que merecem serem vistas. Dê ibope e lute por coisas positivas.
Não quero de jeito nenhum cercear a reflexão, como fazem sempre por aí. Se acha que vale lutar, lute. (Mas só se achar DE VERDADE. Não faça isso pra ter uma identidade. Tem que tá dentro e não fora de você). Mas a verdade é que não somos mais um país pobre. E o Paraguai me fez ver a triste face da pobreza (de espírito e material). Andar num shopping de 7 andares meio fantasma, com vendedores de semblante triste esperando clientes. Eu pensava "só tem a gente de comprador. Como esses caras se sustentam? O aluguel deve ser muito barato...". Aquela noção pobre (em todos os sentidos) de ver o turista como estrangeiro de fato, de achar que ele vem tirar e não contribuir. Sim, tem um pouco de admiração. Mas em geral é "volta pra casa". Ainda não entendem o conceito básico da troca mercantil/cultural. Pra eles não se troca; se perde.
Foi assim também no estádio Defensores del Chaco, onde os policiais locais (após a escolta mais tosca que já presenciei das várias das quais já fiz parte; pior até do que a do Equador, que nos fez andar uma quadra no meio da torcida adversária) cercaram o nosso setor e assistiram a torcida local - totalmente livre, sem qualquer coercimento (ou presença!) policial - tacar garrafas cheias e o que mais tivesse em nosso setor. De ambos os lados! Presos no estádio - quando o sensato (ha!) seria esvaziar mil visitantes em seus onibus que os aguardavam ali na porta do que mandar todos os locais (e vencedores do confronto - mais aptos a ficar mais tempo curtindo no estádio) embora pra só depois liberar. Imóveis, colados em uma grade, protegidos por ela e por seus capacetes e armaduras de kévlar, não deixavam nem entrar no túnel de acesso pra se proteger. Quando mulheres eram acertadas, crianças de colo (também acho loucura, mas...) choravam assustadas, eles nada faziam. Pelo contrário, brigavam pedindo calma COM OS OPRIMIDOS! Isso porque ganharam e se classificaram pra uma semi de Libertadores! Imagina se perdessem, o que não aconteceria...
É muito confortável pra mim falar sobre isso agora. Não só já tinha começado a falar sobre isso um dia antes do jogo (ver data do último post), como agora já está distante o suficiente (mais de uma semana) pra ver que não estou escrevendo de cabeça quente: é selvageria. É pobreza. É autoritarismo e falta de democracia. Ok, o Brasil não é o melhor lugar do mundo. Nada é perfeito. Mas de verdade, estamos reclamando de barriga cheia. Os referenciais europeus... lá é o berço da civilização. As sociedades tem séculos de acertos e erros e desenvolvimento pra chegar lá. Os EUA são jovens? Mas além de serem um povo que veio coeso desta situação que acabei de citar, tiveram seu desenvolvimento turbinado/acelerado pela necessidade de sua economia etc e tal. Faça um esforço histórico de pensar o Brasil e ver o quanto andamos em pouco tempo. Pare de isolar acontecimentos e julgar o todo. Olhe o big picture e diga se o Brasil não está evoluindo. Provavelmente morreremos sem estarmos "iguais" a estes referenciais positivos (ainda que muito mais perto do que hoje), mas é isso aí, não podemos ser egoístas de forçar a aceleração das coisas pra que aconteçam enquanto podemos curtí-las. Elas tem seu tempo de amadurecimento. O que temos que fazer é a nossa parte. E não é mostrando o que se deve fazer. É dando o exemplo. Políticos corruptos para um povo corrupto. Sem me eximir - pois já dei minhas voltas - essa é a história do nosso país. Então, viva da melhor maneira possível. Não deixe que TE sujem e opte sempre pelo limpo. Seja positivo. Ficar batendo no que você acha errado não é torná-lo certo. EXEMPLO. Dê o exemplo. A afronta em muitos casos é apenas combustível pra turbinar a paixão contrária.
Seja a mudança que você quer no mundo. 100%. Isso já é muito. O resto segue naturalmente.
Não somos mais um país pobre.
Temos que aprender a ser feliz.
E valorizar isso. Lembrando: os políticos são um reflexo do seu povo. Se você cultivar farelo, vai acabar alimentando porcos. Se sua voz tem um poder, jogue o holofote pra coisas que merecem serem vistas. Dê ibope e lute por coisas positivas.
Não quero de jeito nenhum cercear a reflexão, como fazem sempre por aí. Se acha que vale lutar, lute. (Mas só se achar DE VERDADE. Não faça isso pra ter uma identidade. Tem que tá dentro e não fora de você). Mas a verdade é que não somos mais um país pobre. E o Paraguai me fez ver a triste face da pobreza (de espírito e material). Andar num shopping de 7 andares meio fantasma, com vendedores de semblante triste esperando clientes. Eu pensava "só tem a gente de comprador. Como esses caras se sustentam? O aluguel deve ser muito barato...". Aquela noção pobre (em todos os sentidos) de ver o turista como estrangeiro de fato, de achar que ele vem tirar e não contribuir. Sim, tem um pouco de admiração. Mas em geral é "volta pra casa". Ainda não entendem o conceito básico da troca mercantil/cultural. Pra eles não se troca; se perde.
Foi assim também no estádio Defensores del Chaco, onde os policiais locais (após a escolta mais tosca que já presenciei das várias das quais já fiz parte; pior até do que a do Equador, que nos fez andar uma quadra no meio da torcida adversária) cercaram o nosso setor e assistiram a torcida local - totalmente livre, sem qualquer coercimento (ou presença!) policial - tacar garrafas cheias e o que mais tivesse em nosso setor. De ambos os lados! Presos no estádio - quando o sensato (ha!) seria esvaziar mil visitantes em seus onibus que os aguardavam ali na porta do que mandar todos os locais (e vencedores do confronto - mais aptos a ficar mais tempo curtindo no estádio) embora pra só depois liberar. Imóveis, colados em uma grade, protegidos por ela e por seus capacetes e armaduras de kévlar, não deixavam nem entrar no túnel de acesso pra se proteger. Quando mulheres eram acertadas, crianças de colo (também acho loucura, mas...) choravam assustadas, eles nada faziam. Pelo contrário, brigavam pedindo calma COM OS OPRIMIDOS! Isso porque ganharam e se classificaram pra uma semi de Libertadores! Imagina se perdessem, o que não aconteceria...
É muito confortável pra mim falar sobre isso agora. Não só já tinha começado a falar sobre isso um dia antes do jogo (ver data do último post), como agora já está distante o suficiente (mais de uma semana) pra ver que não estou escrevendo de cabeça quente: é selvageria. É pobreza. É autoritarismo e falta de democracia. Ok, o Brasil não é o melhor lugar do mundo. Nada é perfeito. Mas de verdade, estamos reclamando de barriga cheia. Os referenciais europeus... lá é o berço da civilização. As sociedades tem séculos de acertos e erros e desenvolvimento pra chegar lá. Os EUA são jovens? Mas além de serem um povo que veio coeso desta situação que acabei de citar, tiveram seu desenvolvimento turbinado/acelerado pela necessidade de sua economia etc e tal. Faça um esforço histórico de pensar o Brasil e ver o quanto andamos em pouco tempo. Pare de isolar acontecimentos e julgar o todo. Olhe o big picture e diga se o Brasil não está evoluindo. Provavelmente morreremos sem estarmos "iguais" a estes referenciais positivos (ainda que muito mais perto do que hoje), mas é isso aí, não podemos ser egoístas de forçar a aceleração das coisas pra que aconteçam enquanto podemos curtí-las. Elas tem seu tempo de amadurecimento. O que temos que fazer é a nossa parte. E não é mostrando o que se deve fazer. É dando o exemplo. Políticos corruptos para um povo corrupto. Sem me eximir - pois já dei minhas voltas - essa é a história do nosso país. Então, viva da melhor maneira possível. Não deixe que TE sujem e opte sempre pelo limpo. Seja positivo. Ficar batendo no que você acha errado não é torná-lo certo. EXEMPLO. Dê o exemplo. A afronta em muitos casos é apenas combustível pra turbinar a paixão contrária.
Seja a mudança que você quer no mundo. 100%. Isso já é muito. O resto segue naturalmente.
quarta-feira, maio 29, 2013
Nessas viagens que tenho feito pela América do Sul tenho observado muito e refletido acerca do Brasil. Fico pensando se não seria interessante meus amigos de Facebook conhecerem a realidade da América Latina. Talvez o referencial deles seja mais europeu e norte-americano. Se isso é bom ou ruim? Pra eles? Não sei.
É até difícil; não obstante a culpa cristã (que carrego mesmo nunca tendo sido batizado), há também um constrangimento social (tampouco sou fã da esquerda) ao falar do assunto, mas a verdade é que o buraco aqui (nos hermanos) é muito mais embaixo. Aquele assunto clássico burguês do reclame das más condições de transporte público com preços abusivos: experimentem pegar um ônibus em Guayaquil; cidade mais populosa do Equador. O trabalho porco do Estado com o lixo nas ruas etc: experimentem andar nas ruas de Assunção, capital e cidade mais importante do Paraguai.
Em todos estes lugares que visitei, notei preços caros comparativamente. Notei um povo sem educação (cultural e comportamental; com direito a locais cuspindo no chão de um shopping, por exemplo). Notei a cultura local se esvaindo por uma clara influência negativa de políticos (reflexo do povo) que permitiram o capitalismo sufocar símbolos básicos de uma cultura moderna; a começar pela moeda. Para os fãs de Marx: a infraestrutura dita a superestrutura. Ain't nothing but the truth.
Trazendo isso que vi de volta pra discussão de referenciais... Sou eu o acomodado com pouco ou são os amigos do Facebook os injustos/terroristas com a nossa situação? As supracitadas culpa cristã e constrangimento socialista são faces da mesma moeda? De um coercimento político? De reflexão não são. Esta pressupõe liberdade sem embaraços.
Felicidade é um conceito de país pobre. O povo mais pobre ignora a dureza de sua vida por dificuldade de comparação, por desconhecimento do vazio da vida. Tá ocupado ganhando o pão de cada dia.
Não somos mais um país pobre.
Temos que aprender a ser feliz.
É até difícil; não obstante a culpa cristã (que carrego mesmo nunca tendo sido batizado), há também um constrangimento social (tampouco sou fã da esquerda) ao falar do assunto, mas a verdade é que o buraco aqui (nos hermanos) é muito mais embaixo. Aquele assunto clássico burguês do reclame das más condições de transporte público com preços abusivos: experimentem pegar um ônibus em Guayaquil; cidade mais populosa do Equador. O trabalho porco do Estado com o lixo nas ruas etc: experimentem andar nas ruas de Assunção, capital e cidade mais importante do Paraguai.
Em todos estes lugares que visitei, notei preços caros comparativamente. Notei um povo sem educação (cultural e comportamental; com direito a locais cuspindo no chão de um shopping, por exemplo). Notei a cultura local se esvaindo por uma clara influência negativa de políticos (reflexo do povo) que permitiram o capitalismo sufocar símbolos básicos de uma cultura moderna; a começar pela moeda. Para os fãs de Marx: a infraestrutura dita a superestrutura. Ain't nothing but the truth.
Trazendo isso que vi de volta pra discussão de referenciais... Sou eu o acomodado com pouco ou são os amigos do Facebook os injustos/terroristas com a nossa situação? As supracitadas culpa cristã e constrangimento socialista são faces da mesma moeda? De um coercimento político? De reflexão não são. Esta pressupõe liberdade sem embaraços.
Felicidade é um conceito de país pobre. O povo mais pobre ignora a dureza de sua vida por dificuldade de comparação, por desconhecimento do vazio da vida. Tá ocupado ganhando o pão de cada dia.
Não somos mais um país pobre.
Temos que aprender a ser feliz.
terça-feira, abril 16, 2013
É engraçado que, tirando a galera PPXI mesmo, que acompanhou inclusive a feitura do disco (namely rafs, kim, pilha), são as pessoas menos próximas que vem comentar de verdade o disco, as músicas e as letras comigo. Os que souberam do disco pela matéria do Extra, colegas de trabalho, amigos de amigos etc. Das duas, uma: ou geral baixou e ainda não ouviu, ou tão achando awkward ouvirem o que ouviram e não sabem bem como falar comigo. Difícil ser a opção "ouviu, achou uma merda e não tem coragem de vir falar isso" porque o povo que conheço não tem muito problema com isso. Eu não tenho o menor problema com isso. Curto/respeito. Eu não gosto é de indiferença.
Tenho certeza que é the awkwardness... Nego é citado e não veio falar nada! Nego gravou e não veio falar nada. Então relaxa, my guy, I'm a nice dude, pode vir falar. Talvez eles até estejam esperando estar ao vivo pra falar melhor, entender e tatear melhor. Precaução por uma ponta de medo de que eu tenha virado minha criação de fato.
O que é doido e também de certa maneira bem maneiro, I guess.
Tenho certeza que é the awkwardness... Nego é citado e não veio falar nada! Nego gravou e não veio falar nada. Então relaxa, my guy, I'm a nice dude, pode vir falar. Talvez eles até estejam esperando estar ao vivo pra falar melhor, entender e tatear melhor. Precaução por uma ponta de medo de que eu tenha virado minha criação de fato.
O que é doido e também de certa maneira bem maneiro, I guess.
sábado, abril 06, 2013
Ônibus em viagem longa é foda pra algumas pessoas. Você fica horas consigo mesmo. Alguns preferem dormir, pois a intimidade de espelho é pica. Ninguém quer mergulhar em si mesmo. Tampouco expor o que sai deste mergulho. Eu adoro e conto com isso. Um dos bons motivos pra fazer a viagem era o fato de ter 6 horas nas quais não haveria desculpa, trabalharia no filme, faria análise e sentiria uma sensação incrível ouvindo o meu disco.
Eu já tinha ouvido o disco pronto, mas em outra esfera. Procurando erros, anotando melhoramentos ou apenas escutando. Ainda não tinha o consumido. E wow. Que sensação de potência. De consumir o que me consumiu por anos. É foda ser independente, pois a verdade é que isso te torna muito dependente. O microfone e placa de som emprestada vinham esporadicamente quando o Rafa podia emprestar. E isso se coincidisse com outras agendas da minha vida (que é bem pós moderna nesse sentido). Depois ainda mixar e masterizar; coisa que realmente não entendo. E la fui eu ver tutorial de youtube e ir na base do acerto e erro.
Ver e ouvir aquela época da minha vida materializada... que sentimento. Como eu digo em "Queixo"... high on life! Senti todos os pelos do meu corpo arrepiando (fag). Até a canela! E em momentos sérios mas em momentos mongos do disco. Lá estava eu, sorriso largo no rosto, lágrima caindo, curtindo o melhor disco que já ouvi (porque ele foi feito 100% PARA mim mesmo. por mim, para mim). E foda-se se alguém me reparava, concordava ou discordava. Afinal de contas, estão todos dormindo. O espelho é pica.
E eu?
Grateful.
Só isso.
Eu já tinha ouvido o disco pronto, mas em outra esfera. Procurando erros, anotando melhoramentos ou apenas escutando. Ainda não tinha o consumido. E wow. Que sensação de potência. De consumir o que me consumiu por anos. É foda ser independente, pois a verdade é que isso te torna muito dependente. O microfone e placa de som emprestada vinham esporadicamente quando o Rafa podia emprestar. E isso se coincidisse com outras agendas da minha vida (que é bem pós moderna nesse sentido). Depois ainda mixar e masterizar; coisa que realmente não entendo. E la fui eu ver tutorial de youtube e ir na base do acerto e erro.
Ver e ouvir aquela época da minha vida materializada... que sentimento. Como eu digo em "Queixo"... high on life! Senti todos os pelos do meu corpo arrepiando (fag). Até a canela! E em momentos sérios mas em momentos mongos do disco. Lá estava eu, sorriso largo no rosto, lágrima caindo, curtindo o melhor disco que já ouvi (porque ele foi feito 100% PARA mim mesmo. por mim, para mim). E foda-se se alguém me reparava, concordava ou discordava. Afinal de contas, estão todos dormindo. O espelho é pica.
E eu?
Grateful.
Só isso.
terça-feira, janeiro 08, 2013
Depois de "ah, o verão", chegou o momento de inundar as mídias sociais com tópicos relacionados ao BBB.
Sinceramente, entre os que escrevem nas mídias sociais a favor e os que escrevem contra BBB, eu fico com os que escrevem a favor. E acho o programa um saco. Mas porra, se tu odeia tanto, não percebe que tá só dando publicidade pra parada? É óbvio que quem gosta vai falar sobre! Que bom pra eles, que falam sobre coisas das quais eles gostam, não? Você faz o mesmo, certo? Ou não?
Fora que é um tal de "minha timeline" isso e aquilo. Bitch, do it as you like. Não é na verdade yours to have, mas faça o que quiser; justo do it. Só abre o olho pro caso de você não ser um mala sem alça comentando os seus próprios assuntos, afinal cada um tem o seu gosto pra cada coisa, né? Enfim... (pro bem e pro mal) o careca mesmo já disse:
It's a free world, baby.
Sinceramente, entre os que escrevem nas mídias sociais a favor e os que escrevem contra BBB, eu fico com os que escrevem a favor. E acho o programa um saco. Mas porra, se tu odeia tanto, não percebe que tá só dando publicidade pra parada? É óbvio que quem gosta vai falar sobre! Que bom pra eles, que falam sobre coisas das quais eles gostam, não? Você faz o mesmo, certo? Ou não?
Fora que é um tal de "minha timeline" isso e aquilo. Bitch, do it as you like. Não é na verdade yours to have, mas faça o que quiser; justo do it. Só abre o olho pro caso de você não ser um mala sem alça comentando os seus próprios assuntos, afinal cada um tem o seu gosto pra cada coisa, né? Enfim... (pro bem e pro mal) o careca mesmo já disse:
It's a free world, baby.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Ter 16 posts é legal porque faz uma escadinha e teria um ano com 15, outro com 16, 17 e 18. Mas eu quero que tenha mais posts porque 2012 merece. Então, até celebrando minha falta de assunto, vou fazer aquele post mais manjado do top 10 músicas que curti em 2012:
1) Lil Ugly Mane - Bitch, Im Lugubrious
"Bitch, I'm morose and lugubrious, I'm a let this Uzi spit and turn his face into goey shit". Essa música deve ser a melhor explicação do que é o Lil Ugly Mane. Eu acho que ele é a minha maior aspiração como rapper. Sei lá. A proposta é muito a ver. No geral mesmo... música e letra. O pacote todo.
Menção honrosa: "Monalisa Overdrive". For the ladies, né? E aquela frase "She like Bitch say my name - bitch, that's MY line". Hahaha isso é Reverendo purinho. Sei lá, Mista Thug Isolation deve ser meu disco preferido de 2012.
2) Ariel Pink's Haunted Graffiti - Only in my dreams
Ouvir essa música é fingir que o R.E.M. não acabou. Ou pelo menos que o legado da minha banda preferida está aí. E o clipe é show.
Menção honrosa: Pra dizer a verdade não curti nada mais que ouvi deles. Sorry.
3) The Internet - Partners in crime
Tudo muito bem colocado. Bizarro. Que baixo. Sade moderno.
Menção honrosa: "Cocaine". Qualquer coisa com Left Brain rapeando costuma ser maneira.
4) Captain Murphy - Mighty Morphin Foreskin
Eu ainda não me convenço que é só o Flying Lotus isso aqui. Se for ele é muito muito gênio. Porra, essa música tem 6 flows diferentes. E todos muito foda.
Menção honrosa: "Shake Weight". Porque não queria botar Buggn' do TNGHT na lista, então entra junto hehehe Mas "Beetween Friends" é o bicho também.
5) OFWGKTA - Hcapd
Pedrada.
Menção honrosa: "Rella". Beat lindo. Adoro o clipe. A letra não é nada demais, mas compensa pelo flow do Domo e do Tyler. Aliás, ambos as músicas tem o mesmo time: Left Brain na produção, Hodgy e os supracitados no mic.
6) Nas - Bye Baby
O maior de todos os tempos. Sendo artista como quase ninguém faz. Arrepiante. Se um dia eu for metade do que ESSA música sozinha é... serei feliz.
Menção honrosa: A parte que entra o rhodes em "The Don". Tesão.
7) Mellowhype - Real bitch
Não bastasse ter Left Brain cuspindo, o Taco ainda mita nessa aqui. Wtf?! Taco?! Really?!
Menção honrosa: "Grill". Left Brain rapeando. Ainda não entendeu?
8) Sants - Cookies and Coke
Melhor produtor de hip hop no Brasil.
Menção honrosa: Concreto. Clams Casino would be proud. Eu só não curto quando entra os elementos dubsteps.
9) Frank Ocean - Pilot Jones
Como um todo eu acho que gosto mais do Nostalgia, Ultra que do Channel Orange. Mas essa música sozinha já é melhor que qualquer coisa que ele tenha lançado antes. Ou não. Mas é amor total essa.
Menção honrosa: Pyramid. A segunda parte da música é gozante. E irado ele trollar geral com um single de 10 minutos e ainda assim ser o disco número 3 e liderar as indicações do Grammy.
E pra completar 10 empate entre: "Nicki Minaj - Beez in da trap" pela Nicki e aquele som de guiro ou sei lá o que é aquilo percussivo e "2Chainz - Birthday Song" por... francamente por tudo. Que clipe lindo.
1) Lil Ugly Mane - Bitch, Im Lugubrious
"Bitch, I'm morose and lugubrious, I'm a let this Uzi spit and turn his face into goey shit". Essa música deve ser a melhor explicação do que é o Lil Ugly Mane. Eu acho que ele é a minha maior aspiração como rapper. Sei lá. A proposta é muito a ver. No geral mesmo... música e letra. O pacote todo.
Menção honrosa: "Monalisa Overdrive". For the ladies, né? E aquela frase "She like Bitch say my name - bitch, that's MY line". Hahaha isso é Reverendo purinho. Sei lá, Mista Thug Isolation deve ser meu disco preferido de 2012.
2) Ariel Pink's Haunted Graffiti - Only in my dreams
Ouvir essa música é fingir que o R.E.M. não acabou. Ou pelo menos que o legado da minha banda preferida está aí. E o clipe é show.
Menção honrosa: Pra dizer a verdade não curti nada mais que ouvi deles. Sorry.
3) The Internet - Partners in crime
Tudo muito bem colocado. Bizarro. Que baixo. Sade moderno.
Menção honrosa: "Cocaine". Qualquer coisa com Left Brain rapeando costuma ser maneira.
4) Captain Murphy - Mighty Morphin Foreskin
Eu ainda não me convenço que é só o Flying Lotus isso aqui. Se for ele é muito muito gênio. Porra, essa música tem 6 flows diferentes. E todos muito foda.
Menção honrosa: "Shake Weight". Porque não queria botar Buggn' do TNGHT na lista, então entra junto hehehe Mas "Beetween Friends" é o bicho também.
5) OFWGKTA - Hcapd
Pedrada.
Menção honrosa: "Rella". Beat lindo. Adoro o clipe. A letra não é nada demais, mas compensa pelo flow do Domo e do Tyler. Aliás, ambos as músicas tem o mesmo time: Left Brain na produção, Hodgy e os supracitados no mic.
6) Nas - Bye Baby
O maior de todos os tempos. Sendo artista como quase ninguém faz. Arrepiante. Se um dia eu for metade do que ESSA música sozinha é... serei feliz.
Menção honrosa: A parte que entra o rhodes em "The Don". Tesão.
7) Mellowhype - Real bitch
Não bastasse ter Left Brain cuspindo, o Taco ainda mita nessa aqui. Wtf?! Taco?! Really?!
Menção honrosa: "Grill". Left Brain rapeando. Ainda não entendeu?
8) Sants - Cookies and Coke
Melhor produtor de hip hop no Brasil.
Menção honrosa: Concreto. Clams Casino would be proud. Eu só não curto quando entra os elementos dubsteps.
9) Frank Ocean - Pilot Jones
Como um todo eu acho que gosto mais do Nostalgia, Ultra que do Channel Orange. Mas essa música sozinha já é melhor que qualquer coisa que ele tenha lançado antes. Ou não. Mas é amor total essa.
Menção honrosa: Pyramid. A segunda parte da música é gozante. E irado ele trollar geral com um single de 10 minutos e ainda assim ser o disco número 3 e liderar as indicações do Grammy.
E pra completar 10 empate entre: "Nicki Minaj - Beez in da trap" pela Nicki e aquele som de guiro ou sei lá o que é aquilo percussivo e "2Chainz - Birthday Song" por... francamente por tudo. Que clipe lindo.
terça-feira, novembro 13, 2012
Era pra ser uma viagem com o time para filmar, se possível, os bastidores do, se viesse, tetracampeonato. E isso em si já é algo mega pica, muita responsabilidade. Imagina você ser o encarregado de captar imagens que traduzam visualmente um acontecimento desses... E sendo o grupo fechado/blindado do jeito que é - vai contestar? Maior campanha dos pontos corridos - uma missão cheia de desafios por si só.
Aí acordo na minha espaçosa cama de hotel no dia do jogo com uma mensagem dizendo que ambos os voos fretados haviam sido cancelados. Os outros dois colegas não mais viriam para Presidente Prudente. Um deles, o gerente do departamento, disse por whatsapp: "Dudu, você é o marketing do Fluminense".
Yeah.
Um título. Quer maior evento de marketing para um time do que esse? Agora além de me preocupar com ângulos e diafragmas, tinha que pensar na imagem e organização e mil outras coisas da possível festa. Sure. A galera tá no Rio, se rolar é lá que a parada vai ser tchan; they got my back. Mas de qualquer jeito... e aqui? A primeira missão foi desmobilizar o evento que esperava os torcedores do Rio no voo fretado, afinal ele não aconteceu. Tranqui. Depois pegar 160 camisas comemorativas da Adidas e guardar.
:: Em algum lugar desses 10 anos de blog eu me perguntei o que se fazia com a faixa de campeão feita para o time que acaba virando o vice-campeão, lembra? Agora eu sei. Um maluco tem o cu comida caso vase antes (seja campeão ou não) e também caso vase depois depois (caso não seja campeão). E pulando o erro de tempo, para podermos homenagear o Rei, no caso, nesse dia: "esse cara sou eu"::
Mas com tudo isso, como é sempre sofrido, o problema que encontrei foi de responsabilidade só minha. Um problema audiovisual elementar. O cartão de memória tava "full". Eu achava que dois cartões de 16gb iam ser suficiente e não levei nada pra descarregar. Dei mole. Com todas essas dificuldades, cheguei até a fraquejar e pensar "talvez é melhor não ser campeão hoje. Semana que vem teremos tudo mais programado. É no Rio, terá a equipe toda (e mil outras "vantagens")". Mal sabia eu da tolice do meu pensamento. Mas tudo bem, porque descartei rapidamente a idéia. Os "contras" seriam também muito ruins: me deram a oportunidade de filmar ali de perto, não poderia ser "pé frio" e fechar essa porta para o marketing do Flu (não o departamento e sim a "matéria" marketing). Acho importante. Fideliza.
Como é o time DE (e também DOS) guerreiros, descolei um laptop e na arquibancada, sol a pino, transferi os arquivos (detalhe que nunca tinha feito isso; aprendi na hora via google no celular) e apaguei o cartão pra filmar mais. E aí o jogo foi indo. Eu estava bem tranquilo mesmo no empate. Saiu o gol e fomos geral lá pro vestiário. A federação não deixava entrar, tudo certo, acabou o jogo, campeão, Belga liga e eu falo "Tetra! To aqui trabalhandodepoisagentesefalabeijo", entro no gramado pra filmar e entre o lanche pós jogo no ônibus e comunicações com o Rio sobre a festa e o trio elétrico me cai uma ficha. QUE FODA! Olha isso! Eu ali, primeiro barrado de entrar no gramado, com o Nem e o Bruno (absurdo.) e a comissão técnica, depois ali dentro filmando (e comemorando, sou filho de Deus)... EU ERA O FLUMINENSE! Sim, por que o que é o Fluminense? É imaterial. É representado por um escudo e tem uma bagagem. Mas ele não existe. Ele só existe em 90 minutos representado por jogadores que vestem aquela camisa de três cores. Eu tava lá. Vestindo a camisa e o crachá, trabalhando e fazendo parte de alguma maneira ativa e oficial daquela conquista, daquele trabalho. Pra quem olhava da arquibancada, eu era parte daquilo. Fuck it, eu ERA parte daquilo! EU ERA O FLUMINENSE!
cara. eu sou roteirista, mas desculpa, não consigo botar em palavras o que é isso. But its big. Quem me conhece minimamente sabe. Eu me envolvi fundo, política e o escambau, porque o Flu é importante para mim. Enfim... it was something.
Mas talvez fosse embriaguez de título. Aí, no voo de volta (sim, foi na verdade mais tensa do que foi vendido pela imprensa), a vida resolveu deixar claro os seus propósitos e me validar essa sensação. Os jogadores começam a cantar de cada um do elenco, tal qual a torcida faz antes dos jogos. Escalação, manja? E foram até a comissão técnica. Merecido, os caras são parte disso pra caralho. São os guerreiros que a torcida não ve. E a eles sou grato. Foi indo, indo. Até me diverti com o pensamento "imagina se falam meu nome". Óbvio que não. Minha primeira viagem. Contato prévio breve no comercial e outras ações. Personalidade fechada (por timidez, mas com eles por profissionalismo, pois "boleirar" não me leva a lugar nenhum). E aí ouço de canto de ouvido perguntarem pro assessor
"Qual o nome dele mesmo?"
"Dudu? Quer que ele filme alguma coisa aí?"
E de repente, surreal pra caralho!, os caras - humanos normais pra mim, mas que em 90 minutos se transformam em Fluminense - para os quais EU normalmente grito os nomes em reverência, cantavam: "DUDU! DUDU! DUDU".
Ficou provado. E eu estava realizado.
Eu era o Fluminense. Eu sou o Fluminense. Eu sou TetraCampeão.
Aí acordo na minha espaçosa cama de hotel no dia do jogo com uma mensagem dizendo que ambos os voos fretados haviam sido cancelados. Os outros dois colegas não mais viriam para Presidente Prudente. Um deles, o gerente do departamento, disse por whatsapp: "Dudu, você é o marketing do Fluminense".
Yeah.
Um título. Quer maior evento de marketing para um time do que esse? Agora além de me preocupar com ângulos e diafragmas, tinha que pensar na imagem e organização e mil outras coisas da possível festa. Sure. A galera tá no Rio, se rolar é lá que a parada vai ser tchan; they got my back. Mas de qualquer jeito... e aqui? A primeira missão foi desmobilizar o evento que esperava os torcedores do Rio no voo fretado, afinal ele não aconteceu. Tranqui. Depois pegar 160 camisas comemorativas da Adidas e guardar.
:: Em algum lugar desses 10 anos de blog eu me perguntei o que se fazia com a faixa de campeão feita para o time que acaba virando o vice-campeão, lembra? Agora eu sei. Um maluco tem o cu comida caso vase antes (seja campeão ou não) e também caso vase depois depois (caso não seja campeão). E pulando o erro de tempo, para podermos homenagear o Rei, no caso, nesse dia: "esse cara sou eu"::
Mas com tudo isso, como é sempre sofrido, o problema que encontrei foi de responsabilidade só minha. Um problema audiovisual elementar. O cartão de memória tava "full". Eu achava que dois cartões de 16gb iam ser suficiente e não levei nada pra descarregar. Dei mole. Com todas essas dificuldades, cheguei até a fraquejar e pensar "talvez é melhor não ser campeão hoje. Semana que vem teremos tudo mais programado. É no Rio, terá a equipe toda (e mil outras "vantagens")". Mal sabia eu da tolice do meu pensamento. Mas tudo bem, porque descartei rapidamente a idéia. Os "contras" seriam também muito ruins: me deram a oportunidade de filmar ali de perto, não poderia ser "pé frio" e fechar essa porta para o marketing do Flu (não o departamento e sim a "matéria" marketing). Acho importante. Fideliza.
Como é o time DE (e também DOS) guerreiros, descolei um laptop e na arquibancada, sol a pino, transferi os arquivos (detalhe que nunca tinha feito isso; aprendi na hora via google no celular) e apaguei o cartão pra filmar mais. E aí o jogo foi indo. Eu estava bem tranquilo mesmo no empate. Saiu o gol e fomos geral lá pro vestiário. A federação não deixava entrar, tudo certo, acabou o jogo, campeão, Belga liga e eu falo "Tetra! To aqui trabalhandodepoisagentesefalabeijo", entro no gramado pra filmar e entre o lanche pós jogo no ônibus e comunicações com o Rio sobre a festa e o trio elétrico me cai uma ficha. QUE FODA! Olha isso! Eu ali, primeiro barrado de entrar no gramado, com o Nem e o Bruno (absurdo.) e a comissão técnica, depois ali dentro filmando (e comemorando, sou filho de Deus)... EU ERA O FLUMINENSE! Sim, por que o que é o Fluminense? É imaterial. É representado por um escudo e tem uma bagagem. Mas ele não existe. Ele só existe em 90 minutos representado por jogadores que vestem aquela camisa de três cores. Eu tava lá. Vestindo a camisa e o crachá, trabalhando e fazendo parte de alguma maneira ativa e oficial daquela conquista, daquele trabalho. Pra quem olhava da arquibancada, eu era parte daquilo. Fuck it, eu ERA parte daquilo! EU ERA O FLUMINENSE!
cara. eu sou roteirista, mas desculpa, não consigo botar em palavras o que é isso. But its big. Quem me conhece minimamente sabe. Eu me envolvi fundo, política e o escambau, porque o Flu é importante para mim. Enfim... it was something.
Mas talvez fosse embriaguez de título. Aí, no voo de volta (sim, foi na verdade mais tensa do que foi vendido pela imprensa), a vida resolveu deixar claro os seus propósitos e me validar essa sensação. Os jogadores começam a cantar de cada um do elenco, tal qual a torcida faz antes dos jogos. Escalação, manja? E foram até a comissão técnica. Merecido, os caras são parte disso pra caralho. São os guerreiros que a torcida não ve. E a eles sou grato. Foi indo, indo. Até me diverti com o pensamento "imagina se falam meu nome". Óbvio que não. Minha primeira viagem. Contato prévio breve no comercial e outras ações. Personalidade fechada (por timidez, mas com eles por profissionalismo, pois "boleirar" não me leva a lugar nenhum). E aí ouço de canto de ouvido perguntarem pro assessor
"Qual o nome dele mesmo?"
"Dudu? Quer que ele filme alguma coisa aí?"
E de repente, surreal pra caralho!, os caras - humanos normais pra mim, mas que em 90 minutos se transformam em Fluminense - para os quais EU normalmente grito os nomes em reverência, cantavam: "DUDU! DUDU! DUDU".
Ficou provado. E eu estava realizado.
Eu era o Fluminense. Eu sou o Fluminense. Eu sou TetraCampeão.
terça-feira, novembro 06, 2012
To ligado que precificação não é uma parada simples; é ciência até. Mas por isso mesmo, tenho pensado há tempos no quão pouco empírica ela tem andado. Não, não vou falar sobre os aumentos de passagens, fetranspor, Eduardo Paes! Eu entendo que se não houve uma clara melhoria no serviço - de fato, por que todos os ônibus até hoje não possuem ar-condicionado? Oras... - pelo menos há de se ter correções monetárias naturais. É o preço da "valorização da moeda". Veja bem, todo mundo tá ganhando melhor - mais do que isso; todo mundo tá empregado! Não tenham memória curta...- então é natural que, para haver um equilíbrio, aumente-se o preço.
Mas eu reclamo dos produtos mesmo! Porque isso é uma tendência pré crescimento econômico. É provado com números que um componente imaterial tem agido com muita força e desnivelado as coisas: ganância. O dono de negócio está botando uma margem acima de 100% de lucro nas coisas. Questionado, ele diz que se trata de taxas, mas já foi provado que não. Ele usa o esquema de "se colar, colou". E cola por outro componente imaterial, desta vez por parte do consumidor: desejo. O brasileiro, especialmente a classe C, sempre teve sonhos de consumo para se inserir melhor na sociedade. Este tipo de gente nunca viu tanto dinheiro. Então, se ele "pode" pagar, ele paga. Mas isso é problemático, porque niguém é cauteloso de pensar na relação "posso vs. devo". Ele pode pagar 2.000 bonecos num celular? Sim. Mas ele deve? Não. Não quando 3,20 é "caro" para um metrô.
É chatíssimo, no entanto, regular com o que cada um gasta o seu dinheiro. Mas pra mim é claro que nessa toada de viver atrelado a pagamentos de 6 meses, pode haver algum bug e entrarmos numa crise de crédito igual a qual passou/passa os EUA.
Feita essa divagação, eu fico muito bolado com o valor de uso e o valor de troca das coisas. Eu não consigo conceber porque um tênis custa 200 reais. Ok, eu consigo conceber perfeitamente porque custa isso, mas não concordo. Só acho mesmo que o mundo deveria mudar e se guiar mais pelo valor de uso. Não to sendo "uhu Marx!". Mas acho que o valor de troca de marca e marketing tinha que pegar carona mais no banco de trás. Um tênis tem que custar R$35,00, cara. Esse é o preço justo. Um tênis mais sinistrão com x e y pode até chegar a 80/100. Mas 200/400?!
E pra mudar isso... basta a gente mudar. Não é depositando toda a fé num político e sua oratória. Você só derruba "sistema" se entrar no jogo e meter a cara na lama e cortar na sua própria carne. É assim que funciona o capitalismo. É bem tranqui, até. Se você consome você endorsa. O produto, o meio de produção, os interesses por trás. Tudo. Então, antes de reclamar (pra caralho), faça a sua parte, porque acho que nada é indispensável assim. Você sozinho pode ter um alternativa sim. Somos muito dependentes do primeiro poder. Mimadinhos, mesmo. O problema não é o Paes, Cabral, Freixo, Lula, Dilma, Serra, FHC, Malafaia, Guarani Kaiowa, Belo Monte, Pinheirinhos, Globo... O problema É VOCÊ! Mas, hey... você também é a solução, então, right on! Toda força ao terceiro poder! Em essência e não em contraposição.
Não consuma o que é abusivo. Não de jeitinho. Não falte trabalho dizendo que tá doente e indo fazer outra coisa. Não se atrase, cumpra seus horários. Não deixe de cumprir com seus impostos, também. Não peça pra não votar. Coma cereal no café da manhã.
Mas eu reclamo dos produtos mesmo! Porque isso é uma tendência pré crescimento econômico. É provado com números que um componente imaterial tem agido com muita força e desnivelado as coisas: ganância. O dono de negócio está botando uma margem acima de 100% de lucro nas coisas. Questionado, ele diz que se trata de taxas, mas já foi provado que não. Ele usa o esquema de "se colar, colou". E cola por outro componente imaterial, desta vez por parte do consumidor: desejo. O brasileiro, especialmente a classe C, sempre teve sonhos de consumo para se inserir melhor na sociedade. Este tipo de gente nunca viu tanto dinheiro. Então, se ele "pode" pagar, ele paga. Mas isso é problemático, porque niguém é cauteloso de pensar na relação "posso vs. devo". Ele pode pagar 2.000 bonecos num celular? Sim. Mas ele deve? Não. Não quando 3,20 é "caro" para um metrô.
É chatíssimo, no entanto, regular com o que cada um gasta o seu dinheiro. Mas pra mim é claro que nessa toada de viver atrelado a pagamentos de 6 meses, pode haver algum bug e entrarmos numa crise de crédito igual a qual passou/passa os EUA.
Feita essa divagação, eu fico muito bolado com o valor de uso e o valor de troca das coisas. Eu não consigo conceber porque um tênis custa 200 reais. Ok, eu consigo conceber perfeitamente porque custa isso, mas não concordo. Só acho mesmo que o mundo deveria mudar e se guiar mais pelo valor de uso. Não to sendo "uhu Marx!". Mas acho que o valor de troca de marca e marketing tinha que pegar carona mais no banco de trás. Um tênis tem que custar R$35,00, cara. Esse é o preço justo. Um tênis mais sinistrão com x e y pode até chegar a 80/100. Mas 200/400?!
E pra mudar isso... basta a gente mudar. Não é depositando toda a fé num político e sua oratória. Você só derruba "sistema" se entrar no jogo e meter a cara na lama e cortar na sua própria carne. É assim que funciona o capitalismo. É bem tranqui, até. Se você consome você endorsa. O produto, o meio de produção, os interesses por trás. Tudo. Então, antes de reclamar (pra caralho), faça a sua parte, porque acho que nada é indispensável assim. Você sozinho pode ter um alternativa sim. Somos muito dependentes do primeiro poder. Mimadinhos, mesmo. O problema não é o Paes, Cabral, Freixo, Lula, Dilma, Serra, FHC, Malafaia, Guarani Kaiowa, Belo Monte, Pinheirinhos, Globo... O problema É VOCÊ! Mas, hey... você também é a solução, então, right on! Toda força ao terceiro poder! Em essência e não em contraposição.
Não consuma o que é abusivo. Não de jeitinho. Não falte trabalho dizendo que tá doente e indo fazer outra coisa. Não se atrase, cumpra seus horários. Não deixe de cumprir com seus impostos, também. Não peça pra não votar. Coma cereal no café da manhã.
quarta-feira, setembro 19, 2012
Qual o sentido dessa parada de humilhar a pessoa no dia do aniversário? Tá, ok, eu consigo entender aquele parabéns em restaurantes - no que fui ontem ainda enfiavam um chapéu ridículo em formato de bolo, com velas e tudo... - é meio que "broder, tu vai comer esse brownie de graça, então pelo menos paga um mico aí; já é?"
Mas e o lance da ovada? Porra, tu sofre todos os dias do ano. Aí no SEU dia, nego vem e TE TACA OVO! Tipo, você é a pária! Negro nos anos 40, Mulher na pré-história, Gay nos anos 80, Índio nos anos 90, Fã de roque no anos 00. Em alguns lugares ainda colocam farinha. Não basta o cheiro, o embaraço (de cabelo e de coração); adicionam textura. Acho isso doido. Quem inventou isso é mó recalcado. Deixa a pessoa curtir de boa, po.
A não ser que a pessoa tenha tudo aos seus pés sempre.
Ou se for Ruiva.
Mas e o lance da ovada? Porra, tu sofre todos os dias do ano. Aí no SEU dia, nego vem e TE TACA OVO! Tipo, você é a pária! Negro nos anos 40, Mulher na pré-história, Gay nos anos 80, Índio nos anos 90, Fã de roque no anos 00. Em alguns lugares ainda colocam farinha. Não basta o cheiro, o embaraço (de cabelo e de coração); adicionam textura. Acho isso doido. Quem inventou isso é mó recalcado. Deixa a pessoa curtir de boa, po.
A não ser que a pessoa tenha tudo aos seus pés sempre.
Ou se for Ruiva.
terça-feira, setembro 11, 2012
Ontem travei um intenso duelo com MILHARES de bichinhos da luz. Quando falo "travei", leia-se chorei e sai correndo de casa até que eles morressem ou fossem embora.
Fiquei pensando por quê os insetos como um todo não dominam o mundo. Tipo, só os bichos da luz sozinhos não sei; são muitos, mas tem muito mundo também, né? Mas assim... se eles se juntarem às baratas, às formigas (e por aí vai) eles dominavam fácil, terra e céu (mar é um pouco exagero...). Por que eles não fazem isso? Será que eles são uma classe desunida? Acho as formigas meio fechadas em si demais; aposto que elas tem preconceito com as baratas.
Ou então esse mundo é uma bosta mesmo e não interessa a eles o domínio.
Fiquei pensando por quê os insetos como um todo não dominam o mundo. Tipo, só os bichos da luz sozinhos não sei; são muitos, mas tem muito mundo também, né? Mas assim... se eles se juntarem às baratas, às formigas (e por aí vai) eles dominavam fácil, terra e céu (mar é um pouco exagero...). Por que eles não fazem isso? Será que eles são uma classe desunida? Acho as formigas meio fechadas em si demais; aposto que elas tem preconceito com as baratas.
Ou então esse mundo é uma bosta mesmo e não interessa a eles o domínio.
domingo, setembro 09, 2012
quinta-feira, agosto 30, 2012
Continuando o tema do último post, agora que deu um ano já posso fazer uma espécie de levantamento estatístico da vida solteira morando sozinho. Sei lá, tipo um guia de longevidade dos supplies pro uso aqui de casa. Vamos à tabela:
Pasta de dente: dura 5 meses.
Shampoo e Condicionador: 6 meses quando sozinho. Com namorada tomando banho direto (especialmente se tiver cabelo grande) dura uns 4 meses.
Sabonete: 3 meses.
Rolo de papel toalha: 0.75 meses.
Rolo de papel higiênico: tá, esse eu não contei sério. Mas eu diria que é um a cada mês. (se tiver bidê ou chuveirinho talvez caia esse número)
Açúcar: dura 6 meses. Na geladeira.
Sal: Provavelmente 5 anos, porque ainda to no começo do pacote. Comprei nas primeiras compras pra casa.
Água sanitária: 3 meses.
Omo: Provavelmente 1 ano e 6 meses. Ainda to na primeira caixa. Mas eu só lavo cueca e meia. E duas camisas até hoje...
Esponja: Uma a cada 8 meses.
Detergente: Ih... exatamaente 1 ano... tenho que ir no supermercado. Abraço!
Pasta de dente: dura 5 meses.
Shampoo e Condicionador: 6 meses quando sozinho. Com namorada tomando banho direto (especialmente se tiver cabelo grande) dura uns 4 meses.
Sabonete: 3 meses.
Rolo de papel toalha: 0.75 meses.
Rolo de papel higiênico: tá, esse eu não contei sério. Mas eu diria que é um a cada mês. (se tiver bidê ou chuveirinho talvez caia esse número)
Açúcar: dura 6 meses. Na geladeira.
Sal: Provavelmente 5 anos, porque ainda to no começo do pacote. Comprei nas primeiras compras pra casa.
Água sanitária: 3 meses.
Omo: Provavelmente 1 ano e 6 meses. Ainda to na primeira caixa. Mas eu só lavo cueca e meia. E duas camisas até hoje...
Esponja: Uma a cada 8 meses.
Detergente: Ih... exatamaente 1 ano... tenho que ir no supermercado. Abraço!
quarta-feira, agosto 29, 2012
Esse mês marca um ano da melhor decisão que eu tomei na vida: ir morar sozinho na PPXI. Melhor coisa que eu fiz não sei; eu fiz bastante coisa maneira na vida. Mas melhor decisão, coisa que coube a mim apenas? For sure.
Ser feliz com o que a vida te dá não é pouca coisa não. Mas "criar" felicidade é outra coisa. Eu criei todo um mundo meu ali dentro daquela redoma que começa em algum lugar entre a lagoa-barra e o rebouças e se acaba muito além da porta de madeira do 403. Curioso que um ano não é tanta coisa assim, né? Mas parece já ser uma vida toda. E uma vida toda só minha, um mundo todo só, que, egoistamente, não abri para ninguém. Só pra Luisa.
Em breve, com o lançamento do meu disco "Pio XI", talvez as pessoas até se sintam voyeurs desse mundo. Não sei. Não sei nem se vai parecer um mundo ou um bando de devaneios. E não me importo muito, pra dizer a verdade. Como falei, tenho sido egoísta, sem tempo pra convenções, sem tempo para explicar pros outros, então talvez a percepção deste mundo saia bem deturpado. Mas hoje, gravando, com todo o repertório já fechado, sinto-me presenteando a mim mesmo (sou um mimado, não?) em comemoração a esta data. O disco é um fim em si mesmo.
My mom will freak out. My dad probably will too. Mas eles fizeram isso quando eu disse que ia sair de casa, então, menino-conceito-que-gosta-de-interligar-tematicamente-as-coisas que sou, parece justo; uma continuação deste processo de identidade e tudo mais.
But hey, I'm a nice nigga. Don't sweat. I mean no harm. I just want what is mine. I wish you all success. De coração.
Ser feliz com o que a vida te dá não é pouca coisa não. Mas "criar" felicidade é outra coisa. Eu criei todo um mundo meu ali dentro daquela redoma que começa em algum lugar entre a lagoa-barra e o rebouças e se acaba muito além da porta de madeira do 403. Curioso que um ano não é tanta coisa assim, né? Mas parece já ser uma vida toda. E uma vida toda só minha, um mundo todo só, que, egoistamente, não abri para ninguém. Só pra Luisa.
Em breve, com o lançamento do meu disco "Pio XI", talvez as pessoas até se sintam voyeurs desse mundo. Não sei. Não sei nem se vai parecer um mundo ou um bando de devaneios. E não me importo muito, pra dizer a verdade. Como falei, tenho sido egoísta, sem tempo pra convenções, sem tempo para explicar pros outros, então talvez a percepção deste mundo saia bem deturpado. Mas hoje, gravando, com todo o repertório já fechado, sinto-me presenteando a mim mesmo (sou um mimado, não?) em comemoração a esta data. O disco é um fim em si mesmo.
My mom will freak out. My dad probably will too. Mas eles fizeram isso quando eu disse que ia sair de casa, então, menino-conceito-que-gosta-de-interligar-tematicamente-as-coisas que sou, parece justo; uma continuação deste processo de identidade e tudo mais.
But hey, I'm a nice nigga. Don't sweat. I mean no harm. I just want what is mine. I wish you all success. De coração.
domingo, agosto 05, 2012
Acordei cedo, fiz minhas mídias sociais, arrumei e limpei um pouco a casa, preparei minha comida, mexi com o computador novo, vi o jogo do Flu... tudo sozinho. Me, myself and I. A companhia era só uma música que eu botei tocando throughout the day (onde se aplica). Isso tudo que fiz hoje - e não fazia há muito; era constante quando me mudei pra Pio XI - é o que eu chamo de um dia perfeito.
É preocupante essa auto-suficência ou extremamente salutar/evoluída? Idk, mas eu quero mais disso. Se possível só com um pouco mais de criação. Mas se for pra ficar sem; que seja tendo um dia desses. Sei lá. I love my life as it is. I love what/who I am. Whatever.
É preocupante essa auto-suficência ou extremamente salutar/evoluída? Idk, mas eu quero mais disso. Se possível só com um pouco mais de criação. Mas se for pra ficar sem; que seja tendo um dia desses. Sei lá. I love my life as it is. I love what/who I am. Whatever.
terça-feira, julho 24, 2012
What a scene here @ ppxi...
Um menino saltou do carro e socou, chutou e xingou "Você é um merda/safado/filhodaputa" etc etc e falou do irmão e do pai ou algo assim. Meio desconexo pra quem tá de voyeur na janela; não deu pra entender o específico, apenas o essencial. Ele foi levado por uma mulher aos berros depois.
Apesar de toda a raiva e angústia que ele passava, pra mim foi uma coisa bonita. Da vida, eu acho. É chato, mas o sentimento dele e a situação pela qual ele acabou de passar /se colocar (e os desdobramento destas) serão coisas construtivas pra vida dele, em minha opinião. É derrotista pensar assim? Que seja. Mas você tem que transformar destruição em construção, né? Ficar estagnado que não dá. Então que o estupro gere um filho como fruto. Não to fazendo graça da tristeza alheia ou sendo wiseass. Leia sempre meus triplos sentidos, que eu trabalho nesse registro. Do soco no estômago para que no pouco fôlego você fuja das funções ancilares e mergulhe fundo o seu corpo no mais importante, na reflexão. É o choque que desarma os seus sensos comuns e te faz buscar os sentidos e com isso te põe a formular seus próprios pensamentos.
Mas feliz com algo que a Fiad me falou, eu até dou aqui uma colher de chá e faço o contrário, resumo tati-bi-tati pra ser entendido 100%: Eu apenas me identifiquei, fiquei com o coração pequeno e simpático à uma humanidade que há um tempo não via.
Humanidade geralmente é esse feio bonito mesmo.
Um menino saltou do carro e socou, chutou e xingou "Você é um merda/safado/filhodaputa" etc etc e falou do irmão e do pai ou algo assim. Meio desconexo pra quem tá de voyeur na janela; não deu pra entender o específico, apenas o essencial. Ele foi levado por uma mulher aos berros depois.
Apesar de toda a raiva e angústia que ele passava, pra mim foi uma coisa bonita. Da vida, eu acho. É chato, mas o sentimento dele e a situação pela qual ele acabou de passar /se colocar (e os desdobramento destas) serão coisas construtivas pra vida dele, em minha opinião. É derrotista pensar assim? Que seja. Mas você tem que transformar destruição em construção, né? Ficar estagnado que não dá. Então que o estupro gere um filho como fruto. Não to fazendo graça da tristeza alheia ou sendo wiseass. Leia sempre meus triplos sentidos, que eu trabalho nesse registro. Do soco no estômago para que no pouco fôlego você fuja das funções ancilares e mergulhe fundo o seu corpo no mais importante, na reflexão. É o choque que desarma os seus sensos comuns e te faz buscar os sentidos e com isso te põe a formular seus próprios pensamentos.
Mas feliz com algo que a Fiad me falou, eu até dou aqui uma colher de chá e faço o contrário, resumo tati-bi-tati pra ser entendido 100%: Eu apenas me identifiquei, fiquei com o coração pequeno e simpático à uma humanidade que há um tempo não via.
Humanidade geralmente é esse feio bonito mesmo.
terça-feira, julho 03, 2012
A grande comemoração do mundo hoje é a abertura da nova sala de troféus do Fluminense. Mas pra mim é a segunda coisa mais importante do dia. A primeira é um orgulho muito grande pra mim: 10 anos de Artur! DEZ anos, nego!
Sinistro. Nem sei o que falar. Vou escrever mais depois...
(Dez dias depois)
Não. Não quis ser cabalístico. É o desleixo/vida corrida mesmo. Se eu for manter aquela brincadeira de falar que você é uma pessoa e a quantidade de posts é determinada pelo "andamento" da sua maturidade etc. e tal eu podia falar que com 10 anos uma criança não quer mais conversar com seu pai. Tem vergonha. Os assuntos não são compatíveis porque você já é muito velho etc. e tal. E como eu realmente não tenho tido muito o que falar (ou sei la, tenho diversificado o uso dos meus pensamentos) eu vou fazer apenas o pai orgulhoso e dizer que eu tenho muito orgulho desse blog. É o blog mais antigo que eu conheço. Amigos foram e vieram - só o Tinoco sozinho fez isso 2345678 vezes - e eu sempre continuei aqui fiel. 10 anos é MUITA coisa. Em Julho de 2002 eu era virgem, estava no colégio, tinha uma banda, votaria no PT (não tirei título de eleitor), morava com a minha mãe, tinha todos os meus avôs vivos... eu era outra pessoa. E acho lindo ter aqui um santuário, um espelho, que me mostra como eu estava em cada época. Ler as entrelinhas e entender (às vezes me surpreender) alguns significados póstumos. Eu entendo o que todo pai fala: eu sempre estarei aqui. Cada um tem sua vida; eu posso até passar um tempão distante - a distância paternal é importante e cria hombridade em ambos - mas sempre que for necessário aquele papo reto, aquele conselho ou somente a resenha da falta de cerimônia respeitosa, adquirida após anos de hierarquia familiar, eu estarei aqui.
Parabéns pelos 10 anos, Artur. Pra mim e pra você.
Sinistro. Nem sei o que falar. Vou escrever mais depois...
(Dez dias depois)
Não. Não quis ser cabalístico. É o desleixo/vida corrida mesmo. Se eu for manter aquela brincadeira de falar que você é uma pessoa e a quantidade de posts é determinada pelo "andamento" da sua maturidade etc. e tal eu podia falar que com 10 anos uma criança não quer mais conversar com seu pai. Tem vergonha. Os assuntos não são compatíveis porque você já é muito velho etc. e tal. E como eu realmente não tenho tido muito o que falar (ou sei la, tenho diversificado o uso dos meus pensamentos) eu vou fazer apenas o pai orgulhoso e dizer que eu tenho muito orgulho desse blog. É o blog mais antigo que eu conheço. Amigos foram e vieram - só o Tinoco sozinho fez isso 2345678 vezes - e eu sempre continuei aqui fiel. 10 anos é MUITA coisa. Em Julho de 2002 eu era virgem, estava no colégio, tinha uma banda, votaria no PT (não tirei título de eleitor), morava com a minha mãe, tinha todos os meus avôs vivos... eu era outra pessoa. E acho lindo ter aqui um santuário, um espelho, que me mostra como eu estava em cada época. Ler as entrelinhas e entender (às vezes me surpreender) alguns significados póstumos. Eu entendo o que todo pai fala: eu sempre estarei aqui. Cada um tem sua vida; eu posso até passar um tempão distante - a distância paternal é importante e cria hombridade em ambos - mas sempre que for necessário aquele papo reto, aquele conselho ou somente a resenha da falta de cerimônia respeitosa, adquirida após anos de hierarquia familiar, eu estarei aqui.
Parabéns pelos 10 anos, Artur. Pra mim e pra você.
segunda-feira, julho 02, 2012
Apesar de várias restrições à fotografia como arte, eu gosto muito de fotografia. E aí foda-se Frankfurt - com quem eu concordo - e todo esse papo de "arte"; pois a fotografia faz uma coisa linda que a "arte" pura, antiga, bla bla bla é incapaz: ela isola um momento.
Um nano segundo, onde tudo é certeza; até as dúvidas. Você nunca tá 100% embarcado em algo, mas ali naquele momento retratado está a verdade, o amor incondicional puro belo verdadeiro doce e perene. E sabe o que é maneiro? Dos dois: fotógrafo e fotografado! É um (o?) olhar que se perde nas nossas inseguranças do dia-a-dia, nas idiosincrasias de nossas personalidades, nos medos de uma autofagia... mas que tá ali; capturado. A olho nu, passa o tempo e criamos dúvida se aquilo realmente existiu. Mas na foto não. Tá ali. E ali ficará eternizado.
And that's pretty awesome. And beautiful.
Um nano segundo, onde tudo é certeza; até as dúvidas. Você nunca tá 100% embarcado em algo, mas ali naquele momento retratado está a verdade, o amor incondicional puro belo verdadeiro doce e perene. E sabe o que é maneiro? Dos dois: fotógrafo e fotografado! É um (o?) olhar que se perde nas nossas inseguranças do dia-a-dia, nas idiosincrasias de nossas personalidades, nos medos de uma autofagia... mas que tá ali; capturado. A olho nu, passa o tempo e criamos dúvida se aquilo realmente existiu. Mas na foto não. Tá ali. E ali ficará eternizado.
And that's pretty awesome. And beautiful.
quinta-feira, maio 31, 2012
Geral reclamando do Tributo MTV ao Legião Urbana com o Wagner Moura cantando. Eu achei super condizente ao que foi a banda: um frenezi coletivo que abafava a má-execução e raza qualidade.
quinta-feira, maio 24, 2012
Posterguei os sonhos, desisti dos relacionamentos, cansei das superstições; até me esqueci de você, artur...
O pragmatismo me venceu.
O pragmatismo me venceu.
terça-feira, março 20, 2012
Eu soltei um beat aqui pra finalizar a letra. Really mellow stuff. Trippy até. A faixa mais chill que "Pio XI" terá. Enquanto eu fechava bonito umas partes, comecei a reparar um som que nunca tinha 'visto' antes. Dafuq? É algum objeto tremendo com a vibração? Será que nunca tinha percebido essa frequência? Nem tava tão alto assim... Foi quando eu parei a música e entendi a mágica da parada.
It was a FUCKING BIRD! O passáro tava total jamming to my shit! E não era coincidência não! Eu parei a música pra ver e sempre que eu voltava ela, ele cantava na hora certinha! On cue! SO LEGIT! Ele tava fazendo amor com a minha música! Wow. Sei lá. Eu curto ver sinais nas coisas. Talvez seja isso aí. Sei lá. Ou não. Mas wow, que maneiro. I feel blessed. Nature's telling me stuff. God is telling me I'm awesome.
Grateful as fuck
It was a FUCKING BIRD! O passáro tava total jamming to my shit! E não era coincidência não! Eu parei a música pra ver e sempre que eu voltava ela, ele cantava na hora certinha! On cue! SO LEGIT! Ele tava fazendo amor com a minha música! Wow. Sei lá. Eu curto ver sinais nas coisas. Talvez seja isso aí. Sei lá. Ou não. Mas wow, que maneiro. I feel blessed. Nature's telling me stuff. God is telling me I'm awesome.
Grateful as fuck
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Eu tava super por fora. Desde que eu passei a morar sozinho, pobre, não tenho tv e me ausento mais do que me ausentava de certas coisas pagas, como cinema. E aí fiquei muito impressionado como o Oscar estava... sei lá, qualquer nota. Peraí: Jonah Hill indicado a Oscar? Really? Kirsten Wig e a gordinha do mesmo filme indicada a Oscar? Bridesmaids indicado a melhor roteiro? WHAT?
Você sabe que eu tenho zero problemas com comédias e Oscar, artur. Pelo contrário, sou grande defensor! É o "meu ramo", inclusive. Sou fã supremo do Jim Carrey, um injustiçado dentre muitos outros que, por serem ligados à edificante arte do riso, são esnobados etc. e tal Agora, nesse caso...wtf? Não vi o Jonah Hill, mas, pelo que conheço, e até conheço bem, difícil imaginar uma atuação assim incrível e "merecedora". E Bridesmaids, filme que vi (e revi) por conta do meu trabalho... cara, especialmente no que tange ao roteiro; o filme nem é bom assim. Tem um elenco bom e situações divertidas, mas a fraqueza dele, pra mim, é exatamente o roteiro. Longo, cheio de barriga. Quando você sente uma comédia mais longa do que deveria ser é um PÉSSIMO sinal. Drama às vezes tudo bem. Comédia não. Tem que sempre parecer que podia ter mais tempo.
Deve ser pra compensar o apelo "intelectual" de ter como grande premiado um filme mudo (mesmo ele tendo uma concepção altamente popular de certa forma), mas me pareceu, sei lá, muito desmoralizante. Billy Cristal muito mal também. O All Star Game parecia mais interessante em todos os sentidos.
Talvez seja dor de cotovelo por, numa edição tão chumbrega, terem deixado a Emma Stone de fora, tendo ela feito um filme que concorria a tantas coisas.
Ela é minha namorada, a Emma Stone.
Você sabe que eu tenho zero problemas com comédias e Oscar, artur. Pelo contrário, sou grande defensor! É o "meu ramo", inclusive. Sou fã supremo do Jim Carrey, um injustiçado dentre muitos outros que, por serem ligados à edificante arte do riso, são esnobados etc. e tal Agora, nesse caso...wtf? Não vi o Jonah Hill, mas, pelo que conheço, e até conheço bem, difícil imaginar uma atuação assim incrível e "merecedora". E Bridesmaids, filme que vi (e revi) por conta do meu trabalho... cara, especialmente no que tange ao roteiro; o filme nem é bom assim. Tem um elenco bom e situações divertidas, mas a fraqueza dele, pra mim, é exatamente o roteiro. Longo, cheio de barriga. Quando você sente uma comédia mais longa do que deveria ser é um PÉSSIMO sinal. Drama às vezes tudo bem. Comédia não. Tem que sempre parecer que podia ter mais tempo.
Deve ser pra compensar o apelo "intelectual" de ter como grande premiado um filme mudo (mesmo ele tendo uma concepção altamente popular de certa forma), mas me pareceu, sei lá, muito desmoralizante. Billy Cristal muito mal também. O All Star Game parecia mais interessante em todos os sentidos.
Talvez seja dor de cotovelo por, numa edição tão chumbrega, terem deixado a Emma Stone de fora, tendo ela feito um filme que concorria a tantas coisas.
Ela é minha namorada, a Emma Stone.
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Fiquei sabendo que ontem a BAND, mirando concorrência ao BBB, começou a passar a melhor série de todos os tempos -- diabos; a melhor COISA de todos os tempos: THE WIRE!
É chocante o que está acontecendo com a Bandeirantes. Queria saber quem é o gênio que está tocando a emissora hoje em dia, porque a coisa claramente mudou por lá. The Wire é a ratificação de que não é um golpe de sorte e há hoje sim um pensamento diferenciado na emissora paulistana, mas atrações menos recentes (geralmente produtos cuatrocabezas) como CQC, A Liga e Polícia 24h, já indicavam esta vontade de fazer conteúdo próprio, buscando sua própria linguagem, sua própria verdade, oferecendo uma alternativa única aos outros canais, ou seja: vontade de fazer... televisão.
É isso! Pensem por si próprios! A preocupação com "o que a Globo está passando?" tem que ir até a página 2. Até porque a Globo mesmo tá pensando isso sobre vocês hoje em dia e aí tá ficando um samba do criolo doido (mas eu falo isso em outro post já já, fiquem ligados!) Kudos para Band e Rede TV! que não fazem da sua grade e programação uma "Globo 2".
E ainda tem "Mulheres Ricas", o que me trouxe muita alegria ao saber que estava sendo feito da forma como estava sendo feito e com o impacto que causou com apenas duas exibições. Conteúdo com o pé no chão, (bem) feito pro público, com grande reflexão social e o mais importante: tudo dosado da maneira certa; cada coisa ocupando o seu lugar devido.
É, o Brasil (e o Rio! mas isso também é outro post) está de fato mudando. Já não era sem hora!
É chocante o que está acontecendo com a Bandeirantes. Queria saber quem é o gênio que está tocando a emissora hoje em dia, porque a coisa claramente mudou por lá. The Wire é a ratificação de que não é um golpe de sorte e há hoje sim um pensamento diferenciado na emissora paulistana, mas atrações menos recentes (geralmente produtos cuatrocabezas) como CQC, A Liga e Polícia 24h, já indicavam esta vontade de fazer conteúdo próprio, buscando sua própria linguagem, sua própria verdade, oferecendo uma alternativa única aos outros canais, ou seja: vontade de fazer... televisão.
É isso! Pensem por si próprios! A preocupação com "o que a Globo está passando?" tem que ir até a página 2. Até porque a Globo mesmo tá pensando isso sobre vocês hoje em dia e aí tá ficando um samba do criolo doido (mas eu falo isso em outro post já já, fiquem ligados!) Kudos para Band e Rede TV! que não fazem da sua grade e programação uma "Globo 2".
E ainda tem "Mulheres Ricas", o que me trouxe muita alegria ao saber que estava sendo feito da forma como estava sendo feito e com o impacto que causou com apenas duas exibições. Conteúdo com o pé no chão, (bem) feito pro público, com grande reflexão social e o mais importante: tudo dosado da maneira certa; cada coisa ocupando o seu lugar devido.
É, o Brasil (e o Rio! mas isso também é outro post) está de fato mudando. Já não era sem hora!
segunda-feira, novembro 21, 2011
Essa bermuda que você me deu é uma perfeita analogia da nossa relação. Tão bonita, supostamente tão bem acabada (não se fazem trabalhadores infantis como antigamente), mas, com o tempo, tão frágil. Eu posso até remendar - como já fiz algumas vezes - mas não dá outra; eu uso e abre um pouquinho mais e se estraga um pouquinho mais. O que fazer? Não usar? Mas aí qual é o propósito de uma bermuda? Bom, eu uso, sem abuso, sabendo que dificilmente encontrarei uma bermuda maneira como essa. Se surgir, eu pego; estou semi de olho. Meu guarda-roupa necessita. Ou então até o dia que essas descosturas, rasgos e encardidos se tornem insustentáveis. E não vai demorar muito.
A bermuda está "hangin' by a thread".
A bermuda está "hangin' by a thread".
terça-feira, outubro 25, 2011
Tem uma mulher de SP ligando incensantemente para o meu celular, querendo falar com o Alex. Em uma das tentativas eu falei: "esquece, esse número não é o do Alex, você deve ter pego errado". E ela falou com muita certeza "impossível; eu já liguei um milhão de vezes pra esse número e ele atendeu; tá gravado na minha agenda". Ainda expliquei que era 21. Mas ela insiste; eu já atendo falando "não é o Alex". Mas sei lá, ela fala com tanta certeza que já desconfio. Esquizofrenia, sujeito pós-moderno...
Serei eu Alex?
Serei eu Alex?
sábado, outubro 22, 2011
Eu sei que o mundo tem muita coisa pra dar asco e fica até difícil catalogar, mas pqp como a imprensa esportiva carioca (Brasileira?) me dá nojo! Olha essa parada do Fluminense! O conselheiro estava certíssimo de vocalizar seu descontentamento com o jornal que documentou o treino, mesmo o clube pedindo para não ser filmado, inclusive movendo o treino para outro local. Está errado sim. É uma cara de pau danada da ACERJ (só tem merda também) e do Dapieve (que decepção) querer justificar que há o direito de querer fazer em silêncio, mas é a função da imprensa burlar e trazer ao público o máximo de informação possível! Beleza, quer usar esse argumento pobre? Use. Mas não fique machucadinho quando colocarem vocês na mesma prateleira de um paparazi da Contigo, ok? Bom, na verdade deveria ser uma honra pra vocês. Pelo menos os paparazis trabalham no Leblon... Na minha cabeça o corporativismo é algo positivo, mas apenas na defesa, nunca no ataque. No ataque é linxamento; especialmente quando vocês operam a máquina midiática. É direcionamento perigosíssimo de informação/opinião (com barrinha mesmo porque vocês não sabem diferenciar uma da outra)
Nego acha que jornalismo é tipo imunidade diplomática. “Sou jornalista, as regras não se aplicam a mim, vou documentar tudo e falar o que quiser.” Tivesse só sido o primeiro episódio, ok. Conheço de vista o conselheiro lá e é um FluPinel. Um FluPinel com razão no caso e na sua reclamação, mas um FluPinel. Mas a gota d'água foi hoje outro sócio falando que não liberava o direito de imagem dele, não queria ser filmado E NEGO FILMANDO MESMO ASSIM E PUBLICANDO NA PÁGINA!!! Isso é o cúmulo! Sério. Depois ele mostrou a carteira da OAB... espero que processe e tire uma grana. Por ele, porque sei que o dinheiro arrancado não vai mudar em nada a relação da imprensa - ainda mais quando o Presidente do clube, talvez com medo do “troco” dos corporativistas, dá razão à matéria. Os jornalistas esportivos continuarão se achando em uma posição superior, voando em um aquaplanador, feliz da vida que tão acima do nível do mar. “Falta pouco pra virar um helicopetero-- sei lá como se escreve isso...”! É... não tem nada pior que a ignorância apoiada pela auto-confiança.
Enfim, o que esperar de uma profissão que não precisa de diploma?
sexta-feira, outubro 21, 2011
Já reparou como o "Pai nosso" é petulante pra caramba?
"Venha a nós o vosso reino", quer uma batata frita pra acompanhar isso? Tu que vai até lá, amigo! Tá indo pro paraíso e ainda quer molezinha?
"Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu". Broder, tu tá desejando que a vontade de Deus seja realizada? Ele é DEUS, maluco! Não precisa torcer não que vai rolar. É um fato, vai ser feito.
E a parte que mais me bola...
"Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido". NIGGA! Is you JOKING?!?! Você tá de fato se dando como exemplo pra pautar Javé? Dude. He's fucking G-O-D! Ele vai se pautar, no máximo, pelo Wolverine; não você.
But then again, a oração foi inventada por Jesus, né? Considerando que ele era freak no lance de ser um filho de Deus, pecador etc. e tal... yeah, ok, I see your point, I see your point, man. Good one. Touché.
Gotta love JC. Got to.
"Venha a nós o vosso reino", quer uma batata frita pra acompanhar isso? Tu que vai até lá, amigo! Tá indo pro paraíso e ainda quer molezinha?
"Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu". Broder, tu tá desejando que a vontade de Deus seja realizada? Ele é DEUS, maluco! Não precisa torcer não que vai rolar. É um fato, vai ser feito.
E a parte que mais me bola...
"Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido". NIGGA! Is you JOKING?!?! Você tá de fato se dando como exemplo pra pautar Javé? Dude. He's fucking G-O-D! Ele vai se pautar, no máximo, pelo Wolverine; não você.
But then again, a oração foi inventada por Jesus, né? Considerando que ele era freak no lance de ser um filho de Deus, pecador etc. e tal... yeah, ok, I see your point, I see your point, man. Good one. Touché.
Gotta love JC. Got to.
sexta-feira, outubro 14, 2011
Quiosque Moral
João se formou na faculdade de direito. Nenhuma novidade, já que ele sempre foi um menino estudioso. Desde cedo perdia as travessuras comuns entre crianças devido ao estudo. E foi no momento de jogar o chapéu de formando, após ler o diploma, que ele sentiu algo esquisito. Uma espécie de raio ou choque, que o fez contorcer o corpo.
Ele continuou sentindo este esquisito "raio". Achou que era nervosísmo ou "tique". Os meses passavam e ele, já empregado em uma firma, continuava sentindo aquilo.
Foi-se crianco uma insônia devido ao fato e para resolver o que tanto o incomodava, João perguntava aos seus amigos "engravatados" e a médicos constantemente sobre os esquisitos raios.
Numa das inúmeras noites sem dormir, João foi atraído por uma enorme força. O seu travesseiro brilhava como um trabisseiro mágico e inexplicavelmente o trabesseiro começou a andar como se soubesse pra onde ir com João atrás seguindo-o.
Andou alguns quilômetros e avistou um quiosque adentrando-o. Ficava numa queda de terra e estava fechado, porém João ouviu um barulho; ele ficou espantado porque o quiosque estava lotado, era como uma danceteria, os frequentadores eram todos engravatados, seguravam travasseiros e calçavam sandálias. O quiosque estava tomado de felicidade, todos dançavam com os braços rodopiando, ele não sabia por quê, mas dançava com eles e se sentia bem.
Dois dias depois João acordou. Acordou sentado na mesa de reuniões, com todos da empresa comprimentando-o e congratulando-o. João não entendia nada; estava com a mesma roupa e completamente descansado, olhou seus colegas e os reconheceu.
Ele havia finalmene entendido o motivo dos "choques" e entendeu a mensagem: tudo era mais atraente dentro do quiosque moral.
Três meses depois, ainda frequentando o quiosque, João voltou a sentir os choques.
I'm pretty sure that text is about boners and raves/swing houses.
João se formou na faculdade de direito. Nenhuma novidade, já que ele sempre foi um menino estudioso. Desde cedo perdia as travessuras comuns entre crianças devido ao estudo. E foi no momento de jogar o chapéu de formando, após ler o diploma, que ele sentiu algo esquisito. Uma espécie de raio ou choque, que o fez contorcer o corpo.
Ele continuou sentindo este esquisito "raio". Achou que era nervosísmo ou "tique". Os meses passavam e ele, já empregado em uma firma, continuava sentindo aquilo.
Foi-se crianco uma insônia devido ao fato e para resolver o que tanto o incomodava, João perguntava aos seus amigos "engravatados" e a médicos constantemente sobre os esquisitos raios.
Numa das inúmeras noites sem dormir, João foi atraído por uma enorme força. O seu travesseiro brilhava como um trabisseiro mágico e inexplicavelmente o trabesseiro começou a andar como se soubesse pra onde ir com João atrás seguindo-o.
Andou alguns quilômetros e avistou um quiosque adentrando-o. Ficava numa queda de terra e estava fechado, porém João ouviu um barulho; ele ficou espantado porque o quiosque estava lotado, era como uma danceteria, os frequentadores eram todos engravatados, seguravam travasseiros e calçavam sandálias. O quiosque estava tomado de felicidade, todos dançavam com os braços rodopiando, ele não sabia por quê, mas dançava com eles e se sentia bem.
Dois dias depois João acordou. Acordou sentado na mesa de reuniões, com todos da empresa comprimentando-o e congratulando-o. João não entendia nada; estava com a mesma roupa e completamente descansado, olhou seus colegas e os reconheceu.
Ele havia finalmene entendido o motivo dos "choques" e entendeu a mensagem: tudo era mais atraente dentro do quiosque moral.
Três meses depois, ainda frequentando o quiosque, João voltou a sentir os choques.
I'm pretty sure that text is about boners and raves/swing houses.
quinta-feira, setembro 29, 2011
Tem sido interessante acompanhar o Rock in Rio pelas mídias sociais. Várias coisas. Uma é o quanto tava todo mundo esculhambando (com razão, eu acho) mas logo soava qualquer acorde semi carregado, qualquer mise en scene mais teatral, e nego já tava todo animado, comentando play by play. Sim, greatest hit é bacana, toca o coração e relembra outras épocas. Mas um festival todo disso? De bandas e atos que são irrelevantes? Isso diz bastante sobre o gênero rock em si. Até existem artistas mais interessantes, mas eles são relevantes apenas dentro da irrelevância do gênero. Não se enganem e "po, mas tem tanta gente nos shows, como é irrelevante?". É fácil de entender e aí me uso de duas coisas muito sábias que li por ai (i) "a marca Rock in Rio ficou maior que os artistas que a compõe" Tanto faz, é mais o evento. (ii) "é bem a cara do Brasil curtir um show do "Sublime" sem o cantor (óbvio) e até sem o baterista! O cachorro vem?". É micareta aliada a carência. Não quero falar síndrome de vira-lata, mas vai lá.
Um bom exemplo da desconexão público-artista é a quantidade de pessoas que herculeamente tenta fazer escambo com os ingressos no Facebook e afins. Acabaram muito rápido os ingressos não porque nego comprou rápido e sim porque a maioria foi vendida para patrocinadores. A quantidade de promoções é SINISTRA. Até o perfil da "BrahmaFlu"está sorteando! Tinha promoção de mil ingressos da Trident e minha mãe trabalhou num comercial da Coca que dava ingresso pra qualquer um que aparecesse (quer dizer, quase todo mundo, só podia pra quem tinha até 25 anos - lamentável e engraçado ao mesmo tempo).
Mas beleza, vamos fingir que nego comprou antes aquele passe e agora está com ingresso pra dias que não quer; o "cambista do bem". Realmente é meio chato que todo mundo parece vender os ingressos e você tem que ficar desviando estes posts. Mas já vi também nego reclamando, dizendo que compra os ingressos se pararem de ficar falando nisso. Mas que coisa também, gente. As midias sociais parecem mesmo ser lugar para ser engraçadinho ou para reclamar. É só para isso que a usam. Acho engraçado, como se a timeline fosse possessão mesmo da pessoa e aquilo tudo atravancasse a vida dela. Como se todo o resto falado ali, especialmente por quem reclama, fosse de suma importância. Niggaz need to chill.
É só mídia social, galera.
Um bom exemplo da desconexão público-artista é a quantidade de pessoas que herculeamente tenta fazer escambo com os ingressos no Facebook e afins. Acabaram muito rápido os ingressos não porque nego comprou rápido e sim porque a maioria foi vendida para patrocinadores. A quantidade de promoções é SINISTRA. Até o perfil da "BrahmaFlu"está sorteando! Tinha promoção de mil ingressos da Trident e minha mãe trabalhou num comercial da Coca que dava ingresso pra qualquer um que aparecesse (quer dizer, quase todo mundo, só podia pra quem tinha até 25 anos - lamentável e engraçado ao mesmo tempo).
Mas beleza, vamos fingir que nego comprou antes aquele passe e agora está com ingresso pra dias que não quer; o "cambista do bem". Realmente é meio chato que todo mundo parece vender os ingressos e você tem que ficar desviando estes posts. Mas já vi também nego reclamando, dizendo que compra os ingressos se pararem de ficar falando nisso. Mas que coisa também, gente. As midias sociais parecem mesmo ser lugar para ser engraçadinho ou para reclamar. É só para isso que a usam. Acho engraçado, como se a timeline fosse possessão mesmo da pessoa e aquilo tudo atravancasse a vida dela. Como se todo o resto falado ali, especialmente por quem reclama, fosse de suma importância. Niggaz need to chill.
É só mídia social, galera.
quarta-feira, setembro 21, 2011
Foram mentions, messages e até emails me perguntando como eu estava e o que eu achava do anúncio de que o R.E.M. tinha acabado. Fora os que devem ter pensado em mim nessa ocasião, mas não entraram em contato. Acho engraçado e até um pouco comovente e gratificante o quanto as pessoas me associam à banda. Talvez isso diga algo muito bom sobre mim.
O que acho/sinto sobre isso tudo? Acho que é o fim do mundo como conhecemos e me sinto ótimo sobre isso. Não estou devastado. A verdade é que quem conhece a banda como se fosse ela um amigo, meu caso (sem modéstia ou vaidade alguma, contestação óbvia, senão ninguém nem lembrava de mim), já tinha um pouco sacado que isso estava pra acontecer e meio se preparou. Não por falta de gás; isso é falta de informação/bom gosto de quem chega a essa conclusão. Aliás, o mais frustrante/triste de todo o caso foi ver os twitzinhos ignorantes vomentando (comentando com vômito) a notícia. Que mania idiota essa do brasileiro de achar que o propósito do Twitter é ser engraçadinho/irônico. Ignoreland. Muito por conta do Twitter ter sido popularizado pelos perfis dos comediantes do novo humor, acredito. Falta seriedade ao brasileiro, especialmente o carioca. Mas isso é outro post.
Juro que não foi uma surpresa. Leia o post que fiz sobre o excelente "Collapse Into Now", último disco deles (agora sem aspas). Eu falo sobre as pistas nas letras e na música em si - Blue com seu coda para Discoverer e a não publicação da letra no folheto é a prova cabal. No fim falo que pode ter sido uma última grande contribuição pro rock, este gênero tão irrelevante hoje em dia. E o R.E.M. sempre foi isso: a banda mais sincera do mundo. Por mais que envolta em imagerys esquisitíssimos, sempre retratava exatamente o feeling de seus membros à época da composição. Quando o careca estava assustado vendo seus amigos morrendo de AIDS e sua sexualidade era um mistério pra si próprio, lá estavam as letras falando sobre morte (que levaram aos boatos de que ele havia morrido - ele não aparecia nas coletivas). Quando a banda sofreu dois baques fortes - saída conturbadíssima do Jefferson Holt e saída tristíssima de Bill Berry - lá estava um disco sombrio, incerto e pessimista, irônicamente nomeado "Up". Quando foram pra Inglaterra ainda jovens gravar o Fables of the reconstruction o som folk americano, as letras sobre saudade de casa...tudo lá. Você literalmente ouve a banda ao colocar o disco na 'vitrola'. E o Collapse into now deixava isso claro; eles vieram, viveram e venceram. Pra caralho. Quem tem uma carreira mais bonita e admirada que o R.E.M.? Pra eles deu e agora: All the best!
Como o universo gira ao meu redor e em minha função, o timing é bem oportuno. Num momento de verdadeiro renascimento cria-se o Perfect Circle; até minhas referências me acompanham. House in order, I'm out of here.
O que muda pra mim? Nada, não vou ter saudades porque this is where they walked, swam, hunted, danced and sang. É muito sólido o imaginário e, por conseguinte, o legado do R.E.M. Eis uma flor que nunca precisou de sol pra viver; foram 10 anos antes de Losing my Religion e vai ser uma vida inteira antes de eu perder minha fé nesse amor. Gardening at night. 4ever.
O que acontece é que agora tem um projeto que antes ficava no fundo da minha cabeça (literalmente) passando a pedir atenção. E tenho uma viagem marcada. Sempre tive, mas parece que o mundo tá me dando um empurrão pra apressá-la também. Vou atrás disso!
Resumindo, de maneira análoga à minha vida: pra que se chatear com o que poderia ser? O que importa é celebrar e ser grato pelo que foi. Foi uma das contribuições mais importantes à arte no século XX - arte mesmo, porque a atuação da banda surpassa a música, atinge o cinema, o design etc.
Tendo dito isso tudo, claro, bate uma sensaçãozinha. Não conheço o mundo sem R.E.M. Será que vale a pena viver nele? Tá, a banda estará eternamente viva dentro de mim. Mas e dos outros? Bate um medo. Mas acho que é momentâneo. Natural colateral de uma despedida de algo tão marcante e importante pra alguém. Talvez eu que não tenha prestado atenção direito nos ensinamentos do meu careca. Ele já tinha dito...
It's easier to leave than to be left behind.
O que acho/sinto sobre isso tudo? Acho que é o fim do mundo como conhecemos e me sinto ótimo sobre isso. Não estou devastado. A verdade é que quem conhece a banda como se fosse ela um amigo, meu caso (sem modéstia ou vaidade alguma, contestação óbvia, senão ninguém nem lembrava de mim), já tinha um pouco sacado que isso estava pra acontecer e meio se preparou. Não por falta de gás; isso é falta de informação/bom gosto de quem chega a essa conclusão. Aliás, o mais frustrante/triste de todo o caso foi ver os twitzinhos ignorantes vomentando (comentando com vômito) a notícia. Que mania idiota essa do brasileiro de achar que o propósito do Twitter é ser engraçadinho/irônico. Ignoreland. Muito por conta do Twitter ter sido popularizado pelos perfis dos comediantes do novo humor, acredito. Falta seriedade ao brasileiro, especialmente o carioca. Mas isso é outro post.
Juro que não foi uma surpresa. Leia o post que fiz sobre o excelente "Collapse Into Now", último disco deles (agora sem aspas). Eu falo sobre as pistas nas letras e na música em si - Blue com seu coda para Discoverer e a não publicação da letra no folheto é a prova cabal. No fim falo que pode ter sido uma última grande contribuição pro rock, este gênero tão irrelevante hoje em dia. E o R.E.M. sempre foi isso: a banda mais sincera do mundo. Por mais que envolta em imagerys esquisitíssimos, sempre retratava exatamente o feeling de seus membros à época da composição. Quando o careca estava assustado vendo seus amigos morrendo de AIDS e sua sexualidade era um mistério pra si próprio, lá estavam as letras falando sobre morte (que levaram aos boatos de que ele havia morrido - ele não aparecia nas coletivas). Quando a banda sofreu dois baques fortes - saída conturbadíssima do Jefferson Holt e saída tristíssima de Bill Berry - lá estava um disco sombrio, incerto e pessimista, irônicamente nomeado "Up". Quando foram pra Inglaterra ainda jovens gravar o Fables of the reconstruction o som folk americano, as letras sobre saudade de casa...tudo lá. Você literalmente ouve a banda ao colocar o disco na 'vitrola'. E o Collapse into now deixava isso claro; eles vieram, viveram e venceram. Pra caralho. Quem tem uma carreira mais bonita e admirada que o R.E.M.? Pra eles deu e agora: All the best!
Como o universo gira ao meu redor e em minha função, o timing é bem oportuno. Num momento de verdadeiro renascimento cria-se o Perfect Circle; até minhas referências me acompanham. House in order, I'm out of here.
O que muda pra mim? Nada, não vou ter saudades porque this is where they walked, swam, hunted, danced and sang. É muito sólido o imaginário e, por conseguinte, o legado do R.E.M. Eis uma flor que nunca precisou de sol pra viver; foram 10 anos antes de Losing my Religion e vai ser uma vida inteira antes de eu perder minha fé nesse amor. Gardening at night. 4ever.
O que acontece é que agora tem um projeto que antes ficava no fundo da minha cabeça (literalmente) passando a pedir atenção. E tenho uma viagem marcada. Sempre tive, mas parece que o mundo tá me dando um empurrão pra apressá-la também. Vou atrás disso!
Resumindo, de maneira análoga à minha vida: pra que se chatear com o que poderia ser? O que importa é celebrar e ser grato pelo que foi. Foi uma das contribuições mais importantes à arte no século XX - arte mesmo, porque a atuação da banda surpassa a música, atinge o cinema, o design etc.
Tendo dito isso tudo, claro, bate uma sensaçãozinha. Não conheço o mundo sem R.E.M. Será que vale a pena viver nele? Tá, a banda estará eternamente viva dentro de mim. Mas e dos outros? Bate um medo. Mas acho que é momentâneo. Natural colateral de uma despedida de algo tão marcante e importante pra alguém. Talvez eu que não tenha prestado atenção direito nos ensinamentos do meu careca. Ele já tinha dito...
It's easier to leave than to be left behind.
sexta-feira, setembro 16, 2011
Tem o lado cristão da coisa - vale lembrar que estudei em colégio de freira e faculdade jesuíta. O lance de dignidade através do lavor. Claro que tem. Mas é mais análogo à experiência da faculdade mesmo. No colégio eu era péssimo aluno porque quase nada daquilo me interessava muito. Quando fui pra faculdade, fazendo o que queria, a coisa toda mudou; eu prestava atenção, participava, em casa estudava mais... quem me conhecia dessa época não acreditava quando falava que eu era mau aluno no colégio. E agora, morando sozinho, todas as coisas "mundanas" relacionadas a casa, antes enfadonhas, me dão prazer. Nunca lavava prato. Agora eu lavo imediatamente, porque é o MEU prato. É o MEU chão que eu fico varrendo e passando pano molhado (essa porra parece sempre que pode ficar mais limpa...). Eu dobro as roupas, elas nunca mais ficam no chão. São MINHAS roupas, não podem ficar amassadas. É a MINHA casa arrumadinha que eu mostro pras pessoas... Não é curioso como a liberdade traz todo esse sentimento de possessão? Isso é certo ou contraditório?
Tendo dito isso, minha casa está uma bagunça.
Tendo dito isso, minha casa está uma bagunça.
quarta-feira, agosto 31, 2011
Sempre que eu lia por aí que o Eike Batista tinha tantos sucessos quanto fracassos, que parte do jogo que ele jogava era esse - meio "o importante é estar em movimento, que quando dá certo, DÁ CERTO e compensa os erros" - eu achava que era recalque da galera. Faria muito sentido, afinal brasileiro odeia sucesso. Mas depois que eu soube que o grande novo empreendimento dele é um time de volley no Rio de Janeiro... to começando a entender esse ponto de vista.
Porque: really, Eike? Really?
Enfim; tu que é o milionário...
Porque: really, Eike? Really?
Enfim; tu que é o milionário...
terça-feira, agosto 09, 2011
Antes que ela acabe, preciso fazer uma pergunta para os que assistem: por que diabos a novela Insensato Coração tem a palheta de cor toda cinza? Sério, exageradamente cinza. Nunca vi uma novela trazer um conceito de palheta de cor at all.
No meio de uma aparente "evolução" do espectador (é o que dizem, mas quando paro e penso acho super questionável...) e de uma inegável democratização de opções televisivas de igual ou melhor qualidade, a Globo tem tido que sair de sua zona de conforto e 'arriscado' mais no seu antes intocável "padrão globo de qualidade", um termo muito bem cunhado que pode facilmente ser usado de maneira preguiçosa, o famoso em time que tá ganhando não se mexe. Na minha época, a coisa era tão fast food que os fotógrafos eram chamados de "Iluminadores". E vai por mim que não era um termo lisonjeador ligado ao iluminismo ou algo assim. Tudo que os caras deviam (e queriam) saber era se a cena era noite ou dia. A iluminação era toda flat. Hoje reparo conceitos básicos de sombreamento, de tentativa de dramatização da luz. Key lights etc. Os diretores também tem saído de sua fórmula de geral-close personagem A- close personagem B.
A palheta de cor de Insensato Coração parece ser também um exemplo disto tudo. O que até acho legal... mas quando traz uma palheta de cor monocromática - e ainda em cima de uma cor tão emblemática (o cinza e sua dinâmica de ser o cruzamento entre o preto e o branco carrega muito significado) - fica a pergunta do porquê da escolha, do que se quer dizer com aquilo. Porque não dá pra fazer esse tipo de escolha só porque é 'legal'. Tem que ter sustentação teórica. Mesmo que você crie depois de perceber esta necessidade e tenha sim feito só porque era 'legal' ou porque estava pressionado pelos superiores por 'novidades'. Não dá pra ser vazio e fazer por fazer, senão fica engana-trouxa. Tem que ter conceito. Usar recursos sempre para provocar resultados, usando-os como fim e não como meio.
Tem que ser mais PUC e menos Estácio.
No meio de uma aparente "evolução" do espectador (é o que dizem, mas quando paro e penso acho super questionável...) e de uma inegável democratização de opções televisivas de igual ou melhor qualidade, a Globo tem tido que sair de sua zona de conforto e 'arriscado' mais no seu antes intocável "padrão globo de qualidade", um termo muito bem cunhado que pode facilmente ser usado de maneira preguiçosa, o famoso em time que tá ganhando não se mexe. Na minha época, a coisa era tão fast food que os fotógrafos eram chamados de "Iluminadores". E vai por mim que não era um termo lisonjeador ligado ao iluminismo ou algo assim. Tudo que os caras deviam (e queriam) saber era se a cena era noite ou dia. A iluminação era toda flat. Hoje reparo conceitos básicos de sombreamento, de tentativa de dramatização da luz. Key lights etc. Os diretores também tem saído de sua fórmula de geral-close personagem A- close personagem B.
A palheta de cor de Insensato Coração parece ser também um exemplo disto tudo. O que até acho legal... mas quando traz uma palheta de cor monocromática - e ainda em cima de uma cor tão emblemática (o cinza e sua dinâmica de ser o cruzamento entre o preto e o branco carrega muito significado) - fica a pergunta do porquê da escolha, do que se quer dizer com aquilo. Porque não dá pra fazer esse tipo de escolha só porque é 'legal'. Tem que ter sustentação teórica. Mesmo que você crie depois de perceber esta necessidade e tenha sim feito só porque era 'legal' ou porque estava pressionado pelos superiores por 'novidades'. Não dá pra ser vazio e fazer por fazer, senão fica engana-trouxa. Tem que ter conceito. Usar recursos sempre para provocar resultados, usando-os como fim e não como meio.
Tem que ser mais PUC e menos Estácio.