Um dia desses eu tenho que dar uma estudada/pesquisada/filosofada pra tentar entender como que o System of a Down conseguiu por um momento ser uma das maiores bandas de Rock (e até ter alguma relevância no big picture numa época onde o gênero já estava pouco popular).
They were such outliers. Like, how could they, at that time, have several hits filled with heavy drums and drop D guitars? E todos teatrais; é tipo Broadway Disney Heavy Metal. E, com umas letras doidas... acho uma banda tão curiosa. Na época não achava tão doido o sucesso; talvez esta seja a chave pra entender a coisa toda. Mas hoje em dia eu olho pra trás e
wtf? como que isso passou?
domingo, dezembro 17, 2017
sexta-feira, dezembro 15, 2017
Embora mais do que ano passado, comparado com a média do Artur esse ano eu postei pouco.
Mas no pouco que postei foi extenso pacas, né? O costume aqui é post relativamente curto e esse ano tiveram uns longões.
É, bem condizente com o que o ano foi, de certa forma. Poucos, mas extensos e meaningful, fatos.
I guess.
Mas no pouco que postei foi extenso pacas, né? O costume aqui é post relativamente curto e esse ano tiveram uns longões.
É, bem condizente com o que o ano foi, de certa forma. Poucos, mas extensos e meaningful, fatos.
I guess.
segunda-feira, dezembro 11, 2017
Me dei conta outro dia que 2017 foi o primeiro ano que não fui a um
estádio ver um jogo do Fluminense desde 2003. Bizarro. 12 anos indo no
mínimo a um jogo.
Vou me propor um desafio de lembrar de um jogo de cada um desses anos, descrevendo-o:
2004 - Flu x Madureira no Champ Carioca
Por que lembro que fui nesse específico? Porque eu guardava o ingresso desde que o Maraca foi renovado e esse era sempre o primeiro do montinho (por ser o mais velho); então sempre via. Lembro de ver o Edmundo fazer gol pelo Flu e achar muito doido aquilo.
2005 - Final do Carioca contra o Volta Redonda
Parece bobo, mas foi muito histórico esse dia para mim. Pra começar, foi a última vez que falei com meu avô. Ele já tava total debilitado, morreu poucos meses depois. Antes de eu partir pro estádio, passei na casa dele, onde rolava um almoço de família. Vestia um "chapéu do Papa" com o escudo e um "a benção João de Deus", porque pouco antes naquele ano João Paulo II tinha morrido. Tio Tovinho pegou o chapeu e perguntou "Sabe o que é isso?", apontando pro escudo tricolor. "Fluminense", ele disse num raro momento de lucidez e entusiasmo. Aproveitei a "presença" dele e puxei papo;"Pois é, Vô... to indo ao Maracanã pra final do Campeonato Carioca contra o Volta Redonda!". Ele então franziu as sobrancelhas e disse com espanto "Volta Redonda?!"
Todos riram. Eu dei de ombros e falei "Pois é, Vô... todo mundo ficou surpreso também". Foi também o primeiro título que vi in locco no estádio.
Fui eu, Humberto e Cesar e a Naty(!), o que foi muito legal, ver um título com uma namorada. Lembro de o pós ser muito bom, ficar vendo mil mesas redondas e ainda transar... pro Dudu de 20 anos isso era tudo que ele podia querer.
2006 - Fluminense x Paraná, Brasileirão
O que me faz lembrar desse jogo foi porque paramos o carro naquela antiga ruazinha entre o canal e a Avenida Maracanã e ASSIM que desci do carro... encontrei uma nota de 50 reais! Porra, valia muito dinheiro aquilo! Fiquei mó feliz e gastei tudo no estádio, todo mundo bebendo coca-cola, comendo pipoca, picolé e o escambau. O Lenny(!) ainda fez o gol da vitória e nos colocou na liderança do campeonato! Mas o ano foi tão bosta, que essa foi a única rodada que ficamos lá. Depois foi caindo, caindo e quase caiu literalmente, salvo por um gol do Claudio Pitbull (pqp, o bom de lembrar essas porras é ver que nem tá tão mal hoje em dia). Esse ano também tinha meus amigos de 460 para o Maraca, o Nathanael e o filho (sobre os quais já falei aqui no blog). Como será que eles estão? Espero que bem. Esse ano teve um outor jogo que lembro também que foi contra o Botafogo na Sulamericana e nos penaltis o Marcelo (ou foi o Marcão?) fez o gol da classificação e na comemoração eu contraí tanto o músculo que deu cãimbra e fiquei comemorando no chão enquanto o Gui e o Cabeção e mais alguém corriam pela arquibancada meio-vazia.
2007 - Fluminense x Friburguense, Carioca
Ficou surpreso que eu não lembrei da Copa do Brasil, né? Eu fui a todos os jogos no Rio dela (exceto a derrota para o América-RN. Pé quente!) Mas lembro muito desse, a estréia do carioca em rodada dupla com o Botafogo, porque foi a primeira vez que transei com a Maju. Depois de termos acordado que ia rolar mais ou menos nessa época, - além de estarmos fazendo 1 mes de namoro, ou algo assim, eu tinha quebrado o pé na nossa terceira saída e só agora tinha tirado o gesso, então sabia que a qualquer momento podia rolar - o clima surgiu e aí de repente a coisa foi acontecendo e aí... eu brochei! E eu queria TANTO que fosse super especial pra ela, era tão apaixonado por ela... Como toda mulher, ela foi acolhedora, sem se aperriar com o acontecido. Fomos para o jogo, rodada dupla. Primeiro jogo ela assistiu comigo, na Verde. 1x0 pro Flu. Segundo jogo fui pra Amarela com ela. Comecinho da Loucos Pelo Botafogo, nem tinha Legião Tricolor direito ainda - só reparei eles no jogo contra o Bahia na Copa do Brasill; eu nas azuis, achando aquilo lindão. Aí cara, o Madureira tava botando mó jogo duro e no final, empatado, eu torcendo muito pro Botafogo ganhar, porque porra... além da minha brochada, o Botafogo ia fazer isso com ela?! Acabou 2x2 mesmo. Voltamos pra casa dela e lá finalmente deu tudo certo. Pudemos apagar pelo menos parte do que não dera ccrto no dia.
2008 - Sei lá, todos...fui a todos em casa + uns fora
Porra, difícil selecionar um jogo desse ano. Teve meu primeiro jogo de Libertadores da vida, um 6x0 contra o Arsenal de Sarandi com talvez o gol mais bonito que vi ao vivo... Fui com Belga, Keko e Lulu. Energia irada, maraca lindão. Tem o Fla-Flu do Créu, que foi divertido. Tem o Flu x São Paulo que quando o juiz apitou o fim do jogo eu não entendi nada, porque não tava ligado que o gol tinha sido aos 45 do segundo tempo, achava que ainda tinha jogo pra caramba. O Boca e a certeza de que meu time era gigante, a cresnça até o último penalti contra a LDU de que aquilo era só mais um script improvável do Fluminense (e era; só que contra) e eu ficando inerte só me dando conta que era hora de ir embora quando, logo após eles levantarem a taça, um cara com seu filho, alguns metros distante, falou: "epa... tu tem aula amanhã!"
E ainda tem o primeiro jogo que vi fora do Brasil! Flu x Arsenal, ainda na fase de grupo. Foi um ano marcante.
2009 - Fluminense x LDU, Final da Copa Sul-Americana
Aqui não tenho dúvidas. A semi contra o Cerro Porteño foi bem maneira também, a torcida tava cantando muito pesado e a porrada no final com o Muay Thai afiado do Fernando Henrique foi legal também. Mas esse foi o jogo mais foda da torcida do Flu que eu já fui. Visualmente, com aquelas luzes que subiam, conceitualmente, com a faixa que dava a volta e falava "A melhor torcida do mundo" e também no canto. Foi uma pressão muito foda e o time fez o que dava. Diguinho na performance de sua vida e se o Fred não tivesse perdido a cabeça acho que dava pra meter mais um golinho. Time de Guerreiros era foda! Que improvável aquilo tudo que aconteceu no segundo semestre do time.
2010 - Fluminense x Guarani, Campeonato Brasileiro
Meu primeiro título de Campeonato Brasileiro no estádio. Quase não fui! Não pude comprar ingresso porque fiquei a semana toda dedicado à campanha. E aí teve aquele rolo da Luciana inscrevendo os sócios na surdina e eu tava lá e filmei e ficamos vigilantes e minha vida pessoal tava uma loucura, tava no pior momento da briga da Barry Nice no pior ano da minha vida; me conteitei que não ia assistir o título, mas pelo menos tinha ganhado a eleição e seria campeão do mesmo jeito. Mas a vida resolveu me dar uma colher de chá e eu tava em casa quando alguém no Fluonline falou que tinha dado na rádio que um lote maluco de ingressos novos que tinha chegado no Flamengo. Tava de cueca, botei uma roupa e saí correndo. Cheguei da Almirante Guilhem até a Raul Machado em 2 minutos! Comprei! Quando saí de lá, já tinha uma fila giga atrás de mim. Quando cheguei em casa já tinham acabados os ingressos. Era pra ser! Fui com o Nelson. Fiquei de encontrar o Gui no Baixo Gavea ou no Clipper, mas acho que, com tudo que falei, foi uma escarga de adrenalina tão grande, que tive um blackout e não lembro o que aconteceu. "Despertei" as 3h da manhã comendo Haggen Dazs de Doce de Leite e assistindo "Pineapple Express", sem a menor idéia do que neste interim desde as 20h.
2011 - Fluminense x Bangu, primeiro jogo do Champ Carioca
Por que? Pelo simples fato de estar lá, eu, Milho, Nelson, Anna e Mila, primeiro jogo logo após o último que citei e aí, primeiros lances, o Carlinhos erra o cruzamento e um maluco atrás de mim grita a plenos pulmões: "Esse merda não acerta UM cruzamento!!!".
And I'm like: really?! Eu virei pra ele e falei "O último cruzamento que esse cara fez, deu um título que você nunca tinha visto na vida!"(porque o cara tinha menos de 24 anos, com certeza). E completei "Então cala a porra da sua boca que só tá saindo merda daí". Esse jogo fica na minha memória pois sempre lembro dele pra mostrar como nego é mal agradecido, imediatista e utilitarista quanto a sua suposta "paixão" por futebol.
2012 - Fluminense x Palmeiras em Presidente Prudente, jogo do título Brasileirão
Meu segundo título brasileiro in locco. E dessa vez trabalhando pelo Flu. Depois, sendo o Flu. E depois quase morrendo! Já escrevi sobre esse dia aqui também. Esse ano tiveram vários jogos memoráveis que vi no estádio. Fla-Flu do centenário, Flu x Palmeiras do primeiro turno por algum motivo doido, Flu x Gremio...
2013 - Fluminense x Goiás, no Serra Dourada
Esse também foi difícil de escolher. A libertadores em si já foi massa. Vi meu primeiro jogo em São Januário, que acho um puta estádio. Levei a Luisa ao estádio pela primeira vez e foi logo depois do Rio Content Market, o que foi uma pira, porque levei também o Mark Warshaw e uma galera de transmidia! E o Mark elogiou a açã do "Você na liderança" do Decida o Tetr4 e foi surreal o grande nome da transmidia elogiando meu projetinho de transmedia. Vi o Flu no Chile, no Equador, no Paraguai... vivi o tal "Clima Libertadores" em especial nesses últimos dois. Aliás, Quase botei Flu x Olimpia como o jogo a ser lembrado; foi uma experiência antropológica incrível (sobre a qual, adivinha!, também escrevi aqui em dois posts) e fiz altas imagens (que nunca foram vistas, porque perdemos...). Também pensei em colocar Flu e Goiás no Serra Dourada, porque foi uma viagem irada e o Serra Dourada é foda (e, pra variar um pouco nas memórias desse ano, ganhamos essa!), mas não tem como não botar o que foi o meu último jogo pelo Fluminense. Foram dias doidos... eu tinha acabado de ficar 13 dias na China(!) filmando o Conca pra FLU TV e voltei dividindo meu tempo entre o Flu e as filmagens do meu primeiro longa "A esperança é a última que morre" e eu já tava vendo que o Jackson Vasconcellos não ia sair do Flu, então significava que o clube ia para um caminho que eu não queria, que o Peter, que tinha nas mãos a chance de fazer o que era realmente importante, preferiu o ego e a "política" e a Flusócio era frouxa, cabaça e inútil no fim das contas e o Pedro Antônio já "hovering" em cima desse circo todo... o que me fazia saber que aqueles eram os meus últimos dias ali. Nunca esquecerei os segundos onde um filho da puta que merece tudo de mal no mundo falou "O São Paulo fez gol!", logo após o Samuel fazer o nosso gol. Aquilo significava que era o gol da permanência. Abraçados, nos olhamos, os olhos da Mari cheios de lágrimas... Mas o São Paulo nunca fez gol; por que esse babaca - que era tricolor! - inventa isso?! A troco do quê?!
À noite, fomos pra piscina. Eu, Lucas, Mari. Millozs tava também. Amizade boa. Saudades da rotina com uns dos melhores profissionais com os quais trabalhei. Eu falava "porra, tricolor em toda terra no maranhão contra o Sampaio Correia; agora é hora de ganhar o Brasil nas áreas onde não iamos!". Graças a Deus por André Santos e a burrice rubro-negra não caímos!
2014 - Fluminense x Coritiba, Brasileirão
Meu primeiro jogo como civil de novo? Foi o dia que conheci o André! Ele era todo mudo ainda, não era o muleque zoadeiro "carioca" que ele é hoje em dia. Tava competindo numa regata aqui no Brasa e aí eu, Luisa e Olga levamos ele e outros gringos pra conhecer o Maraca.
2015 - Fluminense x Gremio, Brasileirão
A estréia do Ronaldinho Gaucho. Tinha que ver, né? Quase o "quem não viu não vê mais".
2016 - Fluminense x Atletico-PR, final da Primeira Liga em Juiz de Fora
Um mês e pouco antes de eu vir pros Estados Unidos. Minha despedida. Fui de carro com Lucas e Thaissa. Eu tava mega economizando e o Lucas foi bondoso de me dar o ingresso e a carona e a Thaissa de deixar eu dormir no quarto dela no hotel. Chegamos em cima da hora! E o pior, os ingressos tavam lá dentro com a Mari ou com a Talita, não lembro. E aí o Lucas entrou e foi procurá-los, mó rolo. Mas aí conseguimos. Foi show. No final teve aquela palhaçada da polícia, como de costume. Levei muito gás de pimenta, uma bomba estourou do lado da gente e é foda não coçar o olho e tal... fiquei chorando e cheio de meleca, respirando devagarzinho (dica pra quem não sabe o que fazer nessa hora e desespera). O que importa é que foi meu quarto título nacional in locco e depois fomos pro centro, encontramos geral e foi mó divertido, muito bom como despedida. Voltou no carro também o Ufo e lembro bem de tudo isso. Tava pronto pra nova fase da minha vida, longe do Flu.
Vou me propor um desafio de lembrar de um jogo de cada um desses anos, descrevendo-o:
2004 - Flu x Madureira no Champ Carioca
Por que lembro que fui nesse específico? Porque eu guardava o ingresso desde que o Maraca foi renovado e esse era sempre o primeiro do montinho (por ser o mais velho); então sempre via. Lembro de ver o Edmundo fazer gol pelo Flu e achar muito doido aquilo.
2005 - Final do Carioca contra o Volta Redonda
Parece bobo, mas foi muito histórico esse dia para mim. Pra começar, foi a última vez que falei com meu avô. Ele já tava total debilitado, morreu poucos meses depois. Antes de eu partir pro estádio, passei na casa dele, onde rolava um almoço de família. Vestia um "chapéu do Papa" com o escudo e um "a benção João de Deus", porque pouco antes naquele ano João Paulo II tinha morrido. Tio Tovinho pegou o chapeu e perguntou "Sabe o que é isso?", apontando pro escudo tricolor. "Fluminense", ele disse num raro momento de lucidez e entusiasmo. Aproveitei a "presença" dele e puxei papo;"Pois é, Vô... to indo ao Maracanã pra final do Campeonato Carioca contra o Volta Redonda!". Ele então franziu as sobrancelhas e disse com espanto "Volta Redonda?!"
Todos riram. Eu dei de ombros e falei "Pois é, Vô... todo mundo ficou surpreso também". Foi também o primeiro título que vi in locco no estádio.
Fui eu, Humberto e Cesar e a Naty(!), o que foi muito legal, ver um título com uma namorada. Lembro de o pós ser muito bom, ficar vendo mil mesas redondas e ainda transar... pro Dudu de 20 anos isso era tudo que ele podia querer.
2006 - Fluminense x Paraná, Brasileirão
O que me faz lembrar desse jogo foi porque paramos o carro naquela antiga ruazinha entre o canal e a Avenida Maracanã e ASSIM que desci do carro... encontrei uma nota de 50 reais! Porra, valia muito dinheiro aquilo! Fiquei mó feliz e gastei tudo no estádio, todo mundo bebendo coca-cola, comendo pipoca, picolé e o escambau. O Lenny(!) ainda fez o gol da vitória e nos colocou na liderança do campeonato! Mas o ano foi tão bosta, que essa foi a única rodada que ficamos lá. Depois foi caindo, caindo e quase caiu literalmente, salvo por um gol do Claudio Pitbull (pqp, o bom de lembrar essas porras é ver que nem tá tão mal hoje em dia). Esse ano também tinha meus amigos de 460 para o Maraca, o Nathanael e o filho (sobre os quais já falei aqui no blog). Como será que eles estão? Espero que bem. Esse ano teve um outor jogo que lembro também que foi contra o Botafogo na Sulamericana e nos penaltis o Marcelo (ou foi o Marcão?) fez o gol da classificação e na comemoração eu contraí tanto o músculo que deu cãimbra e fiquei comemorando no chão enquanto o Gui e o Cabeção e mais alguém corriam pela arquibancada meio-vazia.
2007 - Fluminense x Friburguense, Carioca
Ficou surpreso que eu não lembrei da Copa do Brasil, né? Eu fui a todos os jogos no Rio dela (exceto a derrota para o América-RN. Pé quente!) Mas lembro muito desse, a estréia do carioca em rodada dupla com o Botafogo, porque foi a primeira vez que transei com a Maju. Depois de termos acordado que ia rolar mais ou menos nessa época, - além de estarmos fazendo 1 mes de namoro, ou algo assim, eu tinha quebrado o pé na nossa terceira saída e só agora tinha tirado o gesso, então sabia que a qualquer momento podia rolar - o clima surgiu e aí de repente a coisa foi acontecendo e aí... eu brochei! E eu queria TANTO que fosse super especial pra ela, era tão apaixonado por ela... Como toda mulher, ela foi acolhedora, sem se aperriar com o acontecido. Fomos para o jogo, rodada dupla. Primeiro jogo ela assistiu comigo, na Verde. 1x0 pro Flu. Segundo jogo fui pra Amarela com ela. Comecinho da Loucos Pelo Botafogo, nem tinha Legião Tricolor direito ainda - só reparei eles no jogo contra o Bahia na Copa do Brasill; eu nas azuis, achando aquilo lindão. Aí cara, o Madureira tava botando mó jogo duro e no final, empatado, eu torcendo muito pro Botafogo ganhar, porque porra... além da minha brochada, o Botafogo ia fazer isso com ela?! Acabou 2x2 mesmo. Voltamos pra casa dela e lá finalmente deu tudo certo. Pudemos apagar pelo menos parte do que não dera ccrto no dia.
2008 - Sei lá, todos...fui a todos em casa + uns fora
Porra, difícil selecionar um jogo desse ano. Teve meu primeiro jogo de Libertadores da vida, um 6x0 contra o Arsenal de Sarandi com talvez o gol mais bonito que vi ao vivo... Fui com Belga, Keko e Lulu. Energia irada, maraca lindão. Tem o Fla-Flu do Créu, que foi divertido. Tem o Flu x São Paulo que quando o juiz apitou o fim do jogo eu não entendi nada, porque não tava ligado que o gol tinha sido aos 45 do segundo tempo, achava que ainda tinha jogo pra caramba. O Boca e a certeza de que meu time era gigante, a cresnça até o último penalti contra a LDU de que aquilo era só mais um script improvável do Fluminense (e era; só que contra) e eu ficando inerte só me dando conta que era hora de ir embora quando, logo após eles levantarem a taça, um cara com seu filho, alguns metros distante, falou: "epa... tu tem aula amanhã!"
E ainda tem o primeiro jogo que vi fora do Brasil! Flu x Arsenal, ainda na fase de grupo. Foi um ano marcante.
2009 - Fluminense x LDU, Final da Copa Sul-Americana
Aqui não tenho dúvidas. A semi contra o Cerro Porteño foi bem maneira também, a torcida tava cantando muito pesado e a porrada no final com o Muay Thai afiado do Fernando Henrique foi legal também. Mas esse foi o jogo mais foda da torcida do Flu que eu já fui. Visualmente, com aquelas luzes que subiam, conceitualmente, com a faixa que dava a volta e falava "A melhor torcida do mundo" e também no canto. Foi uma pressão muito foda e o time fez o que dava. Diguinho na performance de sua vida e se o Fred não tivesse perdido a cabeça acho que dava pra meter mais um golinho. Time de Guerreiros era foda! Que improvável aquilo tudo que aconteceu no segundo semestre do time.
2010 - Fluminense x Guarani, Campeonato Brasileiro
Meu primeiro título de Campeonato Brasileiro no estádio. Quase não fui! Não pude comprar ingresso porque fiquei a semana toda dedicado à campanha. E aí teve aquele rolo da Luciana inscrevendo os sócios na surdina e eu tava lá e filmei e ficamos vigilantes e minha vida pessoal tava uma loucura, tava no pior momento da briga da Barry Nice no pior ano da minha vida; me conteitei que não ia assistir o título, mas pelo menos tinha ganhado a eleição e seria campeão do mesmo jeito. Mas a vida resolveu me dar uma colher de chá e eu tava em casa quando alguém no Fluonline falou que tinha dado na rádio que um lote maluco de ingressos novos que tinha chegado no Flamengo. Tava de cueca, botei uma roupa e saí correndo. Cheguei da Almirante Guilhem até a Raul Machado em 2 minutos! Comprei! Quando saí de lá, já tinha uma fila giga atrás de mim. Quando cheguei em casa já tinham acabados os ingressos. Era pra ser! Fui com o Nelson. Fiquei de encontrar o Gui no Baixo Gavea ou no Clipper, mas acho que, com tudo que falei, foi uma escarga de adrenalina tão grande, que tive um blackout e não lembro o que aconteceu. "Despertei" as 3h da manhã comendo Haggen Dazs de Doce de Leite e assistindo "Pineapple Express", sem a menor idéia do que neste interim desde as 20h.
2011 - Fluminense x Bangu, primeiro jogo do Champ Carioca
Por que? Pelo simples fato de estar lá, eu, Milho, Nelson, Anna e Mila, primeiro jogo logo após o último que citei e aí, primeiros lances, o Carlinhos erra o cruzamento e um maluco atrás de mim grita a plenos pulmões: "Esse merda não acerta UM cruzamento!!!".
And I'm like: really?! Eu virei pra ele e falei "O último cruzamento que esse cara fez, deu um título que você nunca tinha visto na vida!"(porque o cara tinha menos de 24 anos, com certeza). E completei "Então cala a porra da sua boca que só tá saindo merda daí". Esse jogo fica na minha memória pois sempre lembro dele pra mostrar como nego é mal agradecido, imediatista e utilitarista quanto a sua suposta "paixão" por futebol.
2012 - Fluminense x Palmeiras em Presidente Prudente, jogo do título Brasileirão
Meu segundo título brasileiro in locco. E dessa vez trabalhando pelo Flu. Depois, sendo o Flu. E depois quase morrendo! Já escrevi sobre esse dia aqui também. Esse ano tiveram vários jogos memoráveis que vi no estádio. Fla-Flu do centenário, Flu x Palmeiras do primeiro turno por algum motivo doido, Flu x Gremio...
2013 - Fluminense x Goiás, no Serra Dourada
Esse também foi difícil de escolher. A libertadores em si já foi massa. Vi meu primeiro jogo em São Januário, que acho um puta estádio. Levei a Luisa ao estádio pela primeira vez e foi logo depois do Rio Content Market, o que foi uma pira, porque levei também o Mark Warshaw e uma galera de transmidia! E o Mark elogiou a açã do "Você na liderança" do Decida o Tetr4 e foi surreal o grande nome da transmidia elogiando meu projetinho de transmedia. Vi o Flu no Chile, no Equador, no Paraguai... vivi o tal "Clima Libertadores" em especial nesses últimos dois. Aliás, Quase botei Flu x Olimpia como o jogo a ser lembrado; foi uma experiência antropológica incrível (sobre a qual, adivinha!, também escrevi aqui em dois posts) e fiz altas imagens (que nunca foram vistas, porque perdemos...). Também pensei em colocar Flu e Goiás no Serra Dourada, porque foi uma viagem irada e o Serra Dourada é foda (e, pra variar um pouco nas memórias desse ano, ganhamos essa!), mas não tem como não botar o que foi o meu último jogo pelo Fluminense. Foram dias doidos... eu tinha acabado de ficar 13 dias na China(!) filmando o Conca pra FLU TV e voltei dividindo meu tempo entre o Flu e as filmagens do meu primeiro longa "A esperança é a última que morre" e eu já tava vendo que o Jackson Vasconcellos não ia sair do Flu, então significava que o clube ia para um caminho que eu não queria, que o Peter, que tinha nas mãos a chance de fazer o que era realmente importante, preferiu o ego e a "política" e a Flusócio era frouxa, cabaça e inútil no fim das contas e o Pedro Antônio já "hovering" em cima desse circo todo... o que me fazia saber que aqueles eram os meus últimos dias ali. Nunca esquecerei os segundos onde um filho da puta que merece tudo de mal no mundo falou "O São Paulo fez gol!", logo após o Samuel fazer o nosso gol. Aquilo significava que era o gol da permanência. Abraçados, nos olhamos, os olhos da Mari cheios de lágrimas... Mas o São Paulo nunca fez gol; por que esse babaca - que era tricolor! - inventa isso?! A troco do quê?!
À noite, fomos pra piscina. Eu, Lucas, Mari. Millozs tava também. Amizade boa. Saudades da rotina com uns dos melhores profissionais com os quais trabalhei. Eu falava "porra, tricolor em toda terra no maranhão contra o Sampaio Correia; agora é hora de ganhar o Brasil nas áreas onde não iamos!". Graças a Deus por André Santos e a burrice rubro-negra não caímos!
2014 - Fluminense x Coritiba, Brasileirão
Meu primeiro jogo como civil de novo? Foi o dia que conheci o André! Ele era todo mudo ainda, não era o muleque zoadeiro "carioca" que ele é hoje em dia. Tava competindo numa regata aqui no Brasa e aí eu, Luisa e Olga levamos ele e outros gringos pra conhecer o Maraca.
2015 - Fluminense x Gremio, Brasileirão
A estréia do Ronaldinho Gaucho. Tinha que ver, né? Quase o "quem não viu não vê mais".
2016 - Fluminense x Atletico-PR, final da Primeira Liga em Juiz de Fora
Um mês e pouco antes de eu vir pros Estados Unidos. Minha despedida. Fui de carro com Lucas e Thaissa. Eu tava mega economizando e o Lucas foi bondoso de me dar o ingresso e a carona e a Thaissa de deixar eu dormir no quarto dela no hotel. Chegamos em cima da hora! E o pior, os ingressos tavam lá dentro com a Mari ou com a Talita, não lembro. E aí o Lucas entrou e foi procurá-los, mó rolo. Mas aí conseguimos. Foi show. No final teve aquela palhaçada da polícia, como de costume. Levei muito gás de pimenta, uma bomba estourou do lado da gente e é foda não coçar o olho e tal... fiquei chorando e cheio de meleca, respirando devagarzinho (dica pra quem não sabe o que fazer nessa hora e desespera). O que importa é que foi meu quarto título nacional in locco e depois fomos pro centro, encontramos geral e foi mó divertido, muito bom como despedida. Voltou no carro também o Ufo e lembro bem de tudo isso. Tava pronto pra nova fase da minha vida, longe do Flu.
sábado, dezembro 09, 2017
Lembra do New Radicals?
Daquela música "You get what you give"?
Pois é, é isso que ficou de legado. Uma one hit wonder (embora tenha a outra musiquinha semi sucesso "Someday we'll know"). Lembro que o cara lá, o Billy Corgan cover Gregg Alexander, botou toda uma banca, pegou uma postura meio hip-hop e called out Marylin Manson, Courtney Love, Hanson, Beck... e era todo estrela, se achava o roqueirão com uma música que sonoramente tava muito mais pra Hall & Oates do que pra Motorhead e que tematicamente podia ser um hino para igrejas safadas ("você só consegue o que você dá") num clipe meio vergonhoso onde ele, todo awkward branquelão, tentava se portar como uma figura entre o Kurt Cobain e o DMX. E aí, petulantemente certo de que seu legado estava sedimentado com apenas isso, disse que ia acabar como New Radicals e passar a escrever e produzir outros artistas, porque ele já tinha zerado o jogo do artista.
Pois é, fera... exagerou. Hoje, quase 20 anos depois, o que é o New Radicals para a música? Desculpe-me se pareço grosseiro, mas é uma parada que mexe comigo o grupo de pessoas que não consegue botar o ego em cheque e jogam no lixo algo que, bem ou mal, funciona e agrada tantas pessoas. Não é o caso específico do New Radicals - como disse, 20 anos depois não faz tanta falta, né? - mas o tanto de banda que poderia ter feito tanta coisa incrível e não fez por picuinha boba (The Police, Blink 182, toda uma geração de bandas no início dos anos 2000...). Não dava pra ser profissional, gravar, fazer a turnê cada um no seu ônibus, sem interagir muito?
Você quis dizer que os Novos Radicais são aqueles que chegam cheio de dedos para os outros, mas logo se recolhem porque não querem aguentar as consequências? No final das contas, parça, a melhor coisa da sua banda acabou sendo o nome mesmo.
Daquela música "You get what you give"?
Pois é, é isso que ficou de legado. Uma one hit wonder (embora tenha a outra musiquinha semi sucesso "Someday we'll know"). Lembro que o cara lá, o Billy Corgan cover Gregg Alexander, botou toda uma banca, pegou uma postura meio hip-hop e called out Marylin Manson, Courtney Love, Hanson, Beck... e era todo estrela, se achava o roqueirão com uma música que sonoramente tava muito mais pra Hall & Oates do que pra Motorhead e que tematicamente podia ser um hino para igrejas safadas ("você só consegue o que você dá") num clipe meio vergonhoso onde ele, todo awkward branquelão, tentava se portar como uma figura entre o Kurt Cobain e o DMX. E aí, petulantemente certo de que seu legado estava sedimentado com apenas isso, disse que ia acabar como New Radicals e passar a escrever e produzir outros artistas, porque ele já tinha zerado o jogo do artista.
Pois é, fera... exagerou. Hoje, quase 20 anos depois, o que é o New Radicals para a música? Desculpe-me se pareço grosseiro, mas é uma parada que mexe comigo o grupo de pessoas que não consegue botar o ego em cheque e jogam no lixo algo que, bem ou mal, funciona e agrada tantas pessoas. Não é o caso específico do New Radicals - como disse, 20 anos depois não faz tanta falta, né? - mas o tanto de banda que poderia ter feito tanta coisa incrível e não fez por picuinha boba (The Police, Blink 182, toda uma geração de bandas no início dos anos 2000...). Não dava pra ser profissional, gravar, fazer a turnê cada um no seu ônibus, sem interagir muito?
Você quis dizer que os Novos Radicais são aqueles que chegam cheio de dedos para os outros, mas logo se recolhem porque não querem aguentar as consequências? No final das contas, parça, a melhor coisa da sua banda acabou sendo o nome mesmo.
sábado, novembro 25, 2017
Niterói, 25 de Novembro de 2017
Apesar do Sol estar agindo de forma intermitente, a brisa o faz não ser inconveniente. O cachorro está arredio por algum motivo. Já tentou atacar 2 outros; o que não é do seu feitio. Vou andá-lo para cansá-lo, afinal vou passar o dia em Ipanema e ele só tem dado problema. Tem ruído o sofá e qualquer coisa que tenha ponta. Quanto mais cansado, na teoria, menos apronta.|
No início da praia de Icaraí, como todo sábado, tendas armadas fazendo publicidade por permuta política. Hoje é um hospital em Ingá e, com tudo que vemos no noticiário, não tenho como não pensar que a "ação" é uma das contrapartidas que o político dá em troca do valor que ele leva na licitação, no superfaturamento das obras, dos produtos... Mas como se tocasse um sino, desperto destes pensamentos com o horrível som do violino de uma moça que toca no "evento".
Vou em direção ao Ingá, mas não fujo da política por lá. Um senhor tem um megafone e um adesivo escrito "vovô" no chapéu em seu cuco. Aproveito que o cachorro está cansado pra ficar parado e ouvir o maluco. Ele aproveita a caminhada matinal pra fazer pronunciamentos políticos. Mas vive no passado, fala sobre as pessoas que votaram em "Moreira Franco". Tudo bem que não existe passado na política - os de ontem são so de hoje e os de amanhã sempre - mas ele não estava criticando sua ação atual de ministro e sim sua eleição de prefeito em Niterói há mais de 30 anos atrás. Uma vovó passa por ele e bate palmas, mesmo sem ter ouvido nada do que ele fala. A mera ilusão de um "semelhante" (leia-se um velho) exercendo sua voz e não sendo uma figura decorativa (embora fosse) lhe enchia os brios e a libertava da culpa do comodismo de ser ela própria uma figura decorativa sem responsabilidades com nada que não o passar dos tempos até sua morte.
Nas pedras da praia, tirando uma selfie com sua filha mais nova, uma moça rechonchuda e compacta - com uma calçola grande fazendo a hercúlea missão de segurar dentro todo aquele bundão - tenta mil poses e cliques para que a foto mais tarde renda muitos likes. Essa vive no futuro. E aí não aproveita o presente, se encontra ausente em baixo do sol intermitente, que, por causa da brisa, não se faz inconveniente.
Paro e penso, vendo esses exemplos de pessoas que vivem no passado e no futuro e, sabedor que equilíbrio emocional é viver no presente. me pergunto: como exatamente se vive no agora? Quem nessa praia vive o presente?
Não creio que o presente seja um valor absoluto. Ele não existe. O passado e o futuro tem sempre memórias e esperanças sendo adicionadas a ele. É eterno. Já o presente é sempre um único espaço/momento. E é sempre subtraído, dando lugar a outro. Talvez, o jeito certo de olhar isso, seja imaginar um espectro que contenha os três tempos, tipo um "nível" de construção, o qual temos que balancear para ficar o máximo ao centro/meio. Talvez, escrevendo sobre isso, que já é o meu passado e de alguma forma planta um futuro, eu esteja vivendo da melhor maneira um equilíbrio entre passado, presente e futuro.
Apesar do Sol estar agindo de forma intermitente, a brisa o faz não ser inconveniente. O cachorro está arredio por algum motivo. Já tentou atacar 2 outros; o que não é do seu feitio. Vou andá-lo para cansá-lo, afinal vou passar o dia em Ipanema e ele só tem dado problema. Tem ruído o sofá e qualquer coisa que tenha ponta. Quanto mais cansado, na teoria, menos apronta.|
No início da praia de Icaraí, como todo sábado, tendas armadas fazendo publicidade por permuta política. Hoje é um hospital em Ingá e, com tudo que vemos no noticiário, não tenho como não pensar que a "ação" é uma das contrapartidas que o político dá em troca do valor que ele leva na licitação, no superfaturamento das obras, dos produtos... Mas como se tocasse um sino, desperto destes pensamentos com o horrível som do violino de uma moça que toca no "evento".
Vou em direção ao Ingá, mas não fujo da política por lá. Um senhor tem um megafone e um adesivo escrito "vovô" no chapéu em seu cuco. Aproveito que o cachorro está cansado pra ficar parado e ouvir o maluco. Ele aproveita a caminhada matinal pra fazer pronunciamentos políticos. Mas vive no passado, fala sobre as pessoas que votaram em "Moreira Franco". Tudo bem que não existe passado na política - os de ontem são so de hoje e os de amanhã sempre - mas ele não estava criticando sua ação atual de ministro e sim sua eleição de prefeito em Niterói há mais de 30 anos atrás. Uma vovó passa por ele e bate palmas, mesmo sem ter ouvido nada do que ele fala. A mera ilusão de um "semelhante" (leia-se um velho) exercendo sua voz e não sendo uma figura decorativa (embora fosse) lhe enchia os brios e a libertava da culpa do comodismo de ser ela própria uma figura decorativa sem responsabilidades com nada que não o passar dos tempos até sua morte.
Nas pedras da praia, tirando uma selfie com sua filha mais nova, uma moça rechonchuda e compacta - com uma calçola grande fazendo a hercúlea missão de segurar dentro todo aquele bundão - tenta mil poses e cliques para que a foto mais tarde renda muitos likes. Essa vive no futuro. E aí não aproveita o presente, se encontra ausente em baixo do sol intermitente, que, por causa da brisa, não se faz inconveniente.
Paro e penso, vendo esses exemplos de pessoas que vivem no passado e no futuro e, sabedor que equilíbrio emocional é viver no presente. me pergunto: como exatamente se vive no agora? Quem nessa praia vive o presente?
Não creio que o presente seja um valor absoluto. Ele não existe. O passado e o futuro tem sempre memórias e esperanças sendo adicionadas a ele. É eterno. Já o presente é sempre um único espaço/momento. E é sempre subtraído, dando lugar a outro. Talvez, o jeito certo de olhar isso, seja imaginar um espectro que contenha os três tempos, tipo um "nível" de construção, o qual temos que balancear para ficar o máximo ao centro/meio. Talvez, escrevendo sobre isso, que já é o meu passado e de alguma forma planta um futuro, eu esteja vivendo da melhor maneira um equilíbrio entre passado, presente e futuro.
terça-feira, novembro 21, 2017
Essa história de que cachorro não tem memória longa, de que, pra ele, quando você volta pra casa depois de sair um tempo, é como se não tivesse passado nada... it's a load of crap.
Hoje eu cheguei em casa e o Pastrami tava deitado no sofá e, ao invés de, vir até a mim, chorar loucamente dando pulos de 2 metros de altura até que eu fizesse carinho nele - como é de costume - ele ficou quietinho no sofá, só com os olhinhos me observando, porque tinha comido mais uma capa de CD (daquelas de papelão). Aí eu fiquei falando como ele era um cachorro feio e que eu não aguentava mais isso e que poxa; dessa vez eu tinha deixado brinquedo para ele gastar o dente dele, então ele fez de sacanagem... e ele ficou me ouvindo, quietinho, com cara de cachorro manco.
Eu até sentei no sofá e ele veio botar a cara no meu colo tipo pedindo desculpas. Aí me virei pro outro lado, ficando de costas pra ele... e lá foi Pastrami pro outro lado pra tentar colocar a cara no meu colo de novo.
To falando! Ele sabe que fez merda. Tem nada de poucos minutos. Fez merda e ficou todo "putz, quando ele chegar ele vai ficar bolado. Vou me fazer de santo!". Isso deve ser um mito inventado pelos próprios cachorros pra que a gente não dê bronca neles. Pra que eles continuem fazendo xixi/cocô e quando a gente perceber tarde demais, não poder dar bronca, esfregar o fucinho lá pra dizer que tá errado, porque eles "tem memória curta, então não vão entender porque você tá fazendo isso". Yeah, right. You sneaky dogs.
Ah é... adotamos um cachorro!
(6 meses atrás, actually. O nome dele é Pastrami)
Hoje eu cheguei em casa e o Pastrami tava deitado no sofá e, ao invés de, vir até a mim, chorar loucamente dando pulos de 2 metros de altura até que eu fizesse carinho nele - como é de costume - ele ficou quietinho no sofá, só com os olhinhos me observando, porque tinha comido mais uma capa de CD (daquelas de papelão). Aí eu fiquei falando como ele era um cachorro feio e que eu não aguentava mais isso e que poxa; dessa vez eu tinha deixado brinquedo para ele gastar o dente dele, então ele fez de sacanagem... e ele ficou me ouvindo, quietinho, com cara de cachorro manco.
Eu até sentei no sofá e ele veio botar a cara no meu colo tipo pedindo desculpas. Aí me virei pro outro lado, ficando de costas pra ele... e lá foi Pastrami pro outro lado pra tentar colocar a cara no meu colo de novo.
To falando! Ele sabe que fez merda. Tem nada de poucos minutos. Fez merda e ficou todo "putz, quando ele chegar ele vai ficar bolado. Vou me fazer de santo!". Isso deve ser um mito inventado pelos próprios cachorros pra que a gente não dê bronca neles. Pra que eles continuem fazendo xixi/cocô e quando a gente perceber tarde demais, não poder dar bronca, esfregar o fucinho lá pra dizer que tá errado, porque eles "tem memória curta, então não vão entender porque você tá fazendo isso". Yeah, right. You sneaky dogs.
Ah é... adotamos um cachorro!
(6 meses atrás, actually. O nome dele é Pastrami)
segunda-feira, novembro 20, 2017
3 de Setembro de 2015
Como vocês sabem sou roteirista e no dia 3 de Setembro de 2015, meu primeiro longa foi lançado.
O nome do filme é "A esperança é a última que morre" e, se você tá achando quejá faz muito tempo para eu estar falando sobre isso agora... meu amigo; a história desse filme (e de muitos outros no cinema brasileiro) é assim mesmo... leva MUITO tempo. Não é mais um dos meus devaneios egóicos e/ou depressivos não; desde que eu escrevi o primeiro tratamento até ele chegar às telas MUITA COISA aconteceu.
Sério, em 2008 eu tinha transado com 3 garotas na minha vida toda. Em 2015 eu tinha transado com CINCO garotas!
É um aumento de 40%.
Em 2008 eu ainda morava com a minha mãe! Corta para 2015 e... eu tava morando com a minha mãe de novo, mas DEPOIS de ter saído da casa dela e ido morar sozinho, falhado miseravelmente e voltado pra casa. Viu? Não disse que foi muito tempo?
E não é só na minha vida pessoa. O filme mesmo passou por mil altos e baixos; um tragicamente literal: o prédio onde ficava a produtora do filme desabou no meio do processo todo, adiando a pré-produção por um ano! Juro! Googla "Theatro Municipal 2012 Desabamento Rio de Janeiro"
Aí filmamos em 2013, esperando lançar o filme em 2014, depois da Copa do Mundo, mas aí começou a dança das datas. Era para lançar em Agosto, depois em Dezembro - o mês dos grandes blockbusters - aí foi pra Fevereiro de 2015, Abril, Março e depois Setembro, aí foi adiantado pra Agosto e finalmente foi para 3 de Setembro, data na qual estreou mesmo.
Enquanto isso tudo acontecia, eu ficava sempre olhando pro título do filme e pensando "'cê tá de sacanagem com a minha cara, né?". Toda vez que algo adiava o lançamento e eu lia "A esperança é a última que morre" era de trincar o pênis. Próximo filme eu vou dar o título de "O roteirista milionário"
Enfim...
Depois de muitas mudanças de data, finalmente chegou a hora. Na noite anterior eu vou pra cama e, surpreendentemente, durmo bem tranquilo. Sem preocupações. Eu estava em paz. Todas aquelas mudanças de datas não me incomodavam mais. 3 de Setembro estava na esquina e era pra ter sido. Era perfeito. Finalmente meu dia tinha chegado.
Mas aí, por volta de 3 da manhã da madrugada de 3 de Setembro... eu acordo.
Com um grande estrondo e luzes lá fora. Muito alto e muito intenso. Dura um pouquinho, intermitente, até que cessa e eu volto a dormir.
Quando eu acordo e entro no Twitter pra twittar "YEAH, FINALMENTE! MEU FILME ESTÁ NOS CINEMAS!" e todo mundo tá lá twittando sobre o estrondo e as luzes. Pessoas de até 3 bairros de distância. Eu pensei comigo "uau, eles também? crazy stuff- enfim...MEU FILME!!!"
Eu corro até a cozinha para a mesa do café; é hora de ler a crítica no jornal! Minha primeira!
Eu chego à mesa e minha Avó está lá. Ela acorda e lê o jornal todo e as notícias na TV antes de todo mundo, então eu pergunto:
“Então... você viu?”
“SIM.”
“e? ai meu deus...quantas estrelas?”
“estrelas? Eu acho que foi uma explosão! mas a Marinha tá dizendo que não lançou nenhum míssil ontem a noite"
argh... ela tava falando dos barulhos de ontem à noite também. Que tal falar sobre o MEU FILME, MINHA SENHORA??!
Eu olho para a TV e vejo um cara com óculos falando à câmera. Atrás dele, uma tela de computador. E uma persiana fazendo aquela sombra filme noir na parede atrás dele, saca?
Foi ali que eu me dei conta de que estava fudido.
Fucking 3 de Setembro seria para sempre lembrado NÃO PELA ESTREIA DO MEU FILME, mas para uma porra de um caso de OVNI.
Quer dizer; um caso de um SUPOSTO OVNI. Mas o lance é que o SUPOSTO da frase não importa para esses dodóis, esses nerds, peter pan, tarados por disco voador, BARBADOS que não tem nada pra fazer da vida.
E é isso. No futuro, quando as pessoas olharem no "esse dia na história", em 3 de setembro de 2015 não vai estar o lançamento do meu filme, que demorou uma vida para nascer. Vão estar luzes e barulhos que pessoas - que não conseguiram definir a origem real dos mesmos - decidiram acreditar ser atividade extraterreste.
E dane-se também, sabe. Eu estou em paz com isso. Mas não consigo não rir disso também. Tipo... Eu tava lendo um artigo sobre e... meu Deus, tem tanta coisa pra dizer...
Primeiro, uma passagem do texto diz: "o acontecido gerou tanta curiosidade que um renomado especialista de OVNIs foi chamado para investigar o caso"
A piada não tá na palavra "especialista". Porque ser um especialista... não significa que você é bom ou ruim'só significa que é a coisa que você passa mais tempo fazendo. Tipo, minha especialiadade é provavelmente masturbação. É o que mais faço. Não significa que eu sou bom nisso ou o que seja. Só significa que é o que é mais especial pra mim. Assim como, tenho certeza, OVNIs são provavelmente a ÚNICA coisa especial nas patéticas vidas dos supostos especialistas de OVNIs.
E você sabe que o que é o mais triste é que eles provavelmente *conhecem* masturbação e MESMO ASSIM preferem OVNIS.
Né? Fico pensando se alguns deles, inclusive, não combinam as duas coisas.
Enfim...
O que é reeeealmente engraçado é a palavra RENOMADOS!!
RENOMADOS especialistas em OVNIS. Sério? Por que eles são renomados exatamente?
Eles resolveram algum caso de OVNI? Eles provaram a existência de alguma forma de vida extra-terreste voando sobre o nosso planeta?
No meu entendimento, renomado significa que você ganha reconhecimento por algo bem feito, certo?
Como é isso exatamente quando você é um especialista de OVNI, ou seja, de um Objeto Voador Não Identificado?
"Bom, após muitas considerações, estudos profundos e pesquisa, eu posso facilmente dizer que nós NÃO pudemos identificar o objeto voador, classificando-o, portanto, como um OVNI"
"uau, esse cara... ele é bom"
"Tenho de reconhecer seu renomado trabalho"
E o que é mais triste para mim pessoalmente é que esse... é o meu trabalho dos sonhos!
Você recebe dinheiro pra FALHAR!
(Quer dizer... eles recebem pra isso, né?)
Se forem, por favor! Alguém me contrata que eu quero também! Estou cansado de falhar e ser demitido por isso.
Imagina só! Ao invés de pedir perdão por não ser capaz de fazer seu trabalho, você dá entrevista na TV, ganha uhu high five parabéns!
“Então...Eu não sei ao certo o que é aquilo. Não posso provar se é uma nave e não posso dizer também se é um avião ou o que diabos é. então eu vou chamar de OVNI"
“bom trabalho, cara!”
“você é pica”
Agora, imagina um médico dizendo para um paciente que ele não pode dizer se é uma mancha na impressão da ressonância magnética ou um câncer?!?
E po, eu entendo que é uma história que eles querem acreditar, mas... qual é. Aliens sobrevoando o BRASIL?! É uma história que eles PRECISAM acreditar, né?
Por que os aliens iriam sobrevoar a porra do Brasil?! Pra que? O que eles gostariam de aprender sobre o ser humano que nós podemos ensinar? Como furar fila e roubar? Futebol não era, porque era 2015 e o 7x1 tinha acabado de acontecer. E você não pode dizer também que eles tavam só passando por ali, à caminho de outro lugar, porque essa desculpa já foi usada em Varginha, o primeiro (e único) grande caso de OVNI registrado no Brasil lá pelo ano 1996.
Aliás, falando em Varginha... argh.
Uhum. Aliens na Terra... podiam ir pra Grécia estudar mitologia. Egito, até as antigas civilizações peruanas, Macchu Pichu e tal... mas não. Eles foram pra "Varginha", uma cidade do interior da rural Minas Gerais deste país de 500 anos de idade.
Por que, Senhor?!
Mas ei! Espera um pouco! Acabei de notar uma parada aí. Um padrão!
Roswell... era uma cidade pequena também, certo? Rural, até.
Claro, agora é famosa mundialmente, mas naquela época era provavelmente igualzinha a Varginha.
Eu não sei o que os renomados especialistas de OVNI diriam sobre o porquê dos Aliens terem escolhido esses lugares. Logicamente, eles diriam que estariam evitando lugares com muita gente (testemunha); para o que eu responderia "Sabe o que não é lógico? ALIENS!"
Então, eu vou arriscar e dizer que os Aliens são tipo fazendeiros de outro planeta, um planeta que alcançou o pico de urbanização, então eles vieram para a Terra à procura de um lugar rural onde eles possam fumar maconha e enrolar feno de boas. Tudo que eles querem é ficar na deles e seguir a vida.
Então... DEIXEM ELES EM PAZ E DEIXE 3 DE SETEMBRO DE 2015 SER A DATA DE ESTRÉIA DO MEU PRIMEIRO FILME E NÃO DOS POBRES FAZENDEIROS ALIENÍGENAS!
Beleza? Beleza.
Como vocês sabem sou roteirista e no dia 3 de Setembro de 2015, meu primeiro longa foi lançado.
O nome do filme é "A esperança é a última que morre" e, se você tá achando quejá faz muito tempo para eu estar falando sobre isso agora... meu amigo; a história desse filme (e de muitos outros no cinema brasileiro) é assim mesmo... leva MUITO tempo. Não é mais um dos meus devaneios egóicos e/ou depressivos não; desde que eu escrevi o primeiro tratamento até ele chegar às telas MUITA COISA aconteceu.
Sério, em 2008 eu tinha transado com 3 garotas na minha vida toda. Em 2015 eu tinha transado com CINCO garotas!
É um aumento de 40%.
Em 2008 eu ainda morava com a minha mãe! Corta para 2015 e... eu tava morando com a minha mãe de novo, mas DEPOIS de ter saído da casa dela e ido morar sozinho, falhado miseravelmente e voltado pra casa. Viu? Não disse que foi muito tempo?
E não é só na minha vida pessoa. O filme mesmo passou por mil altos e baixos; um tragicamente literal: o prédio onde ficava a produtora do filme desabou no meio do processo todo, adiando a pré-produção por um ano! Juro! Googla "Theatro Municipal 2012 Desabamento Rio de Janeiro"
Aí filmamos em 2013, esperando lançar o filme em 2014, depois da Copa do Mundo, mas aí começou a dança das datas. Era para lançar em Agosto, depois em Dezembro - o mês dos grandes blockbusters - aí foi pra Fevereiro de 2015, Abril, Março e depois Setembro, aí foi adiantado pra Agosto e finalmente foi para 3 de Setembro, data na qual estreou mesmo.
Enquanto isso tudo acontecia, eu ficava sempre olhando pro título do filme e pensando "'cê tá de sacanagem com a minha cara, né?". Toda vez que algo adiava o lançamento e eu lia "A esperança é a última que morre" era de trincar o pênis. Próximo filme eu vou dar o título de "O roteirista milionário"
Enfim...
Depois de muitas mudanças de data, finalmente chegou a hora. Na noite anterior eu vou pra cama e, surpreendentemente, durmo bem tranquilo. Sem preocupações. Eu estava em paz. Todas aquelas mudanças de datas não me incomodavam mais. 3 de Setembro estava na esquina e era pra ter sido. Era perfeito. Finalmente meu dia tinha chegado.
Mas aí, por volta de 3 da manhã da madrugada de 3 de Setembro... eu acordo.
Com um grande estrondo e luzes lá fora. Muito alto e muito intenso. Dura um pouquinho, intermitente, até que cessa e eu volto a dormir.
Quando eu acordo e entro no Twitter pra twittar "YEAH, FINALMENTE! MEU FILME ESTÁ NOS CINEMAS!" e todo mundo tá lá twittando sobre o estrondo e as luzes. Pessoas de até 3 bairros de distância. Eu pensei comigo "uau, eles também? crazy stuff- enfim...MEU FILME!!!"
Eu corro até a cozinha para a mesa do café; é hora de ler a crítica no jornal! Minha primeira!
Eu chego à mesa e minha Avó está lá. Ela acorda e lê o jornal todo e as notícias na TV antes de todo mundo, então eu pergunto:
“Então... você viu?”
“SIM.”
“e? ai meu deus...quantas estrelas?”
“estrelas? Eu acho que foi uma explosão! mas a Marinha tá dizendo que não lançou nenhum míssil ontem a noite"
argh... ela tava falando dos barulhos de ontem à noite também. Que tal falar sobre o MEU FILME, MINHA SENHORA??!
Eu olho para a TV e vejo um cara com óculos falando à câmera. Atrás dele, uma tela de computador. E uma persiana fazendo aquela sombra filme noir na parede atrás dele, saca?
Foi ali que eu me dei conta de que estava fudido.
Fucking 3 de Setembro seria para sempre lembrado NÃO PELA ESTREIA DO MEU FILME, mas para uma porra de um caso de OVNI.
Quer dizer; um caso de um SUPOSTO OVNI. Mas o lance é que o SUPOSTO da frase não importa para esses dodóis, esses nerds, peter pan, tarados por disco voador, BARBADOS que não tem nada pra fazer da vida.
E é isso. No futuro, quando as pessoas olharem no "esse dia na história", em 3 de setembro de 2015 não vai estar o lançamento do meu filme, que demorou uma vida para nascer. Vão estar luzes e barulhos que pessoas - que não conseguiram definir a origem real dos mesmos - decidiram acreditar ser atividade extraterreste.
E dane-se também, sabe. Eu estou em paz com isso. Mas não consigo não rir disso também. Tipo... Eu tava lendo um artigo sobre e... meu Deus, tem tanta coisa pra dizer...
Primeiro, uma passagem do texto diz: "o acontecido gerou tanta curiosidade que um renomado especialista de OVNIs foi chamado para investigar o caso"
A piada não tá na palavra "especialista". Porque ser um especialista... não significa que você é bom ou ruim'só significa que é a coisa que você passa mais tempo fazendo. Tipo, minha especialiadade é provavelmente masturbação. É o que mais faço. Não significa que eu sou bom nisso ou o que seja. Só significa que é o que é mais especial pra mim. Assim como, tenho certeza, OVNIs são provavelmente a ÚNICA coisa especial nas patéticas vidas dos supostos especialistas de OVNIs.
E você sabe que o que é o mais triste é que eles provavelmente *conhecem* masturbação e MESMO ASSIM preferem OVNIS.
Né? Fico pensando se alguns deles, inclusive, não combinam as duas coisas.
Enfim...
O que é reeeealmente engraçado é a palavra RENOMADOS!!
RENOMADOS especialistas em OVNIS. Sério? Por que eles são renomados exatamente?
Eles resolveram algum caso de OVNI? Eles provaram a existência de alguma forma de vida extra-terreste voando sobre o nosso planeta?
No meu entendimento, renomado significa que você ganha reconhecimento por algo bem feito, certo?
Como é isso exatamente quando você é um especialista de OVNI, ou seja, de um Objeto Voador Não Identificado?
"Bom, após muitas considerações, estudos profundos e pesquisa, eu posso facilmente dizer que nós NÃO pudemos identificar o objeto voador, classificando-o, portanto, como um OVNI"
"uau, esse cara... ele é bom"
"Tenho de reconhecer seu renomado trabalho"
E o que é mais triste para mim pessoalmente é que esse... é o meu trabalho dos sonhos!
Você recebe dinheiro pra FALHAR!
(Quer dizer... eles recebem pra isso, né?)
Se forem, por favor! Alguém me contrata que eu quero também! Estou cansado de falhar e ser demitido por isso.
Imagina só! Ao invés de pedir perdão por não ser capaz de fazer seu trabalho, você dá entrevista na TV, ganha uhu high five parabéns!
“Então...Eu não sei ao certo o que é aquilo. Não posso provar se é uma nave e não posso dizer também se é um avião ou o que diabos é. então eu vou chamar de OVNI"
“bom trabalho, cara!”
“você é pica”
Agora, imagina um médico dizendo para um paciente que ele não pode dizer se é uma mancha na impressão da ressonância magnética ou um câncer?!?
E po, eu entendo que é uma história que eles querem acreditar, mas... qual é. Aliens sobrevoando o BRASIL?! É uma história que eles PRECISAM acreditar, né?
Por que os aliens iriam sobrevoar a porra do Brasil?! Pra que? O que eles gostariam de aprender sobre o ser humano que nós podemos ensinar? Como furar fila e roubar? Futebol não era, porque era 2015 e o 7x1 tinha acabado de acontecer. E você não pode dizer também que eles tavam só passando por ali, à caminho de outro lugar, porque essa desculpa já foi usada em Varginha, o primeiro (e único) grande caso de OVNI registrado no Brasil lá pelo ano 1996.
Aliás, falando em Varginha... argh.
Uhum. Aliens na Terra... podiam ir pra Grécia estudar mitologia. Egito, até as antigas civilizações peruanas, Macchu Pichu e tal... mas não. Eles foram pra "Varginha", uma cidade do interior da rural Minas Gerais deste país de 500 anos de idade.
Por que, Senhor?!
Mas ei! Espera um pouco! Acabei de notar uma parada aí. Um padrão!
Roswell... era uma cidade pequena também, certo? Rural, até.
Claro, agora é famosa mundialmente, mas naquela época era provavelmente igualzinha a Varginha.
Eu não sei o que os renomados especialistas de OVNI diriam sobre o porquê dos Aliens terem escolhido esses lugares. Logicamente, eles diriam que estariam evitando lugares com muita gente (testemunha); para o que eu responderia "Sabe o que não é lógico? ALIENS!"
Então, eu vou arriscar e dizer que os Aliens são tipo fazendeiros de outro planeta, um planeta que alcançou o pico de urbanização, então eles vieram para a Terra à procura de um lugar rural onde eles possam fumar maconha e enrolar feno de boas. Tudo que eles querem é ficar na deles e seguir a vida.
Então... DEIXEM ELES EM PAZ E DEIXE 3 DE SETEMBRO DE 2015 SER A DATA DE ESTRÉIA DO MEU PRIMEIRO FILME E NÃO DOS POBRES FAZENDEIROS ALIENÍGENAS!
Beleza? Beleza.
quarta-feira, novembro 15, 2017
Você já sonhou em ter um superpoder? Claro que já. Todo mundo já.
Eu descobri que tinha um superpoder bem cedo. Tinha 6 ou 7 anos. Era o meio de um jogo de futebol, tava caindo um toró lá no jogo e também em casa, de onde eu assistia, pela TV. Foi quando o meio campista lançou a bola na área adversária: o atacante saiu correndo para cabecear a bola, mas o goleiro o empurrou e ele caiu no chão; Pênalti! uhu! Vamos ganhar!
Eu fico de joelhos, pego um pequeno crucifixo, fecho os olhos e começo a rezar. Enquanto a câmera foca no atacante se preparando para chutar o pênalti, um raio cai por perto e o trovão ruge TÃO PESADO que a minha televisão treme. E foi ali... naquele momento eu descobri que tinha o superpoder... de prever se o jogador vai acertar ou perder o pênalti.
Não é voar... mas pelo menos eu tenho um superpoder; o que é tão especial sobre você?! Hein? Você tem visão raio-x? Se teletransporta pro outro lado do mundo em 2 segundos? Não, né? Então, chupa.
Enfim, desde aquele momento, eu passei a conseguir dizer se o cara ia errar ou acertar. E sabendo que eu tinha tanto poder e responsabilidade... eu fiz o que qualquer um faria nessa situação: explorei esse dom para ganhar dinheiro.
Mas era difícil, sabe? O jeito mais óbvio, é claro: apostando. Mas você tem que ir assistir um jogo e esperar acontecer um pênalti (e isso não acontece em todo jogo, a não ser que tenha o Vasco ou o Corinthians em campo) e tipo... tem que achar alguém pra apostar contra você.
E é perigoso também. Eu fui a um bar assistir um jogo e tava lá estendido um corpo no chão: pênalti! Tinha um broder lá muito feliz pela marcação do pênalti. O time dele precisava desesperadamente de um gol. Eu olhei pra cara do atacante e era bem óbvio que ele não ia acertar. Eu desafiei o broder. O resultado? Eu ganhei... um olho roxo. Porque ele ficou puto que eu acertei.
Então apostar não rolava. Eu tentei fazer de uma maneira mais profissional e ofereci meus serviços para times profissionais. Meu cargo era: Diretor de Penalidades Máximas. Sempre que tinha um pênalti eu era chamado. O batedor oficial ficava lá, parado perto da marca de cal, pronto para chutar. Se eu olhasse para a cara dele e previsse que ele ia errar, eu sinalizava pro Técnico, que ia e trocava o batedor.
No entanto, como em muitas histórias de super-heróis, eu me embriaguei de poder. Subiu à cabeça. E de repente eu passei a prostituir meu poder. Era tipo um leilão; eu trabalhava oficialmente para um clube, mas se um adversário me oferecesse mais dinheiro ali no momento do pênalti, eu não avisava o Técnico; deixava o cara que perderia o pênalti chutar.
Eventualmente a FIFA decidiu me banir do esporte, porque, não só eu estava atrasando o jogo com tudo isso; mas também porque eles não ganhavam em cima dessa transação. É... não pra cima de mim, seus ladrões de gravata!
Daí, decidi me focar nos jogadores. Se eu ensinasse-os a "aparentar" como se fossem converter o pênalti, então talvez eles conseguissem enganar o destino. Mas sei lá; parece que eles nunca colocaram os corações deles de verdade nisso, porque toda vez que eles tentavam eu conseguia ver que eles não iam acertar. Eu acho que eles nunca deram o melhor deles, sabe? Jogadores mimados.
Mas não desisti. Eu tentei trabalhar um outro ângulo. Não era mais enganar o destino, mas confundir o oponente! Se eles parecessem que iam perder o pênalti, talvez o goleiro ia relaxar e pensar que tava tranquilo e aí ia ficar mais fácil para eles acertarem, entende?
Então comecei a aconselhar os Técnicos a sempre ter jogadores que fingissem ser péssimos jogadores entre os 11 titulares. Quanto pior, melhor. E funcionou muito! Em certo momento, um Técnico tinha um jogador com apenas UMA PERNA em campo! Ele converteu sozinho 11 pênaltis naquela temporada. Só perdeu um, porque estava escorregadio e no último pulo dele em direção à marca de pênalti, ele escorregou e a bola foi pra fora.
Obviamente eu previ isso antes dele escorregar.
Eu era famoso em toda comunidade futebolística. A FIFA me queria morto (ou aliado a ela), jogadores e técnicos e torcedores me queriam ao seu lado.
Era uma alegria o poder que possuía? Claro. O mundo estava aos meus pés. Pensava que, sabendo o que iria acontecer, eu podia, no mínimo, shapear para fazer como se eu tivesse sido o cara que fez aquilo aparentar ser o que estava prestes a acontecer ser o que eu queria. Fez sentido? Tenho certeza que não. Era o tanto que eu estava embriagado de poder.
Até que, um dia, algo aconteceu que realmente mudou tudo para mim.
Era um jogo da Copa do Mundo e eu estava lá na torcida. Eu não estava trabalhando porque era Holanda vs. Angola. E, bom... coisas que você tem que saber sobre mim: eu odeio a Holanda! Eu sei que você deve estar tipo "por que diabos você odeia a Holanda, cara?!". Na real tem vários motivos, mas o principal é que a Belgica é muito foda e a Holanda é tipo o maior inimigo deles. E a Angola, a oponente do dia... bom, eles não tinham o dinheiro para me pagar, sabe? Eles são uma nação pobre e é um serviço caro. Fora que eles são vermelho e preto, que é a cor do Flamengo, então eu também não sou lá muito fã deles. Por que diabos eu estava no jogo, então, você pergunta. Porque o ingresso tava barato e era a Copa do Mundo, po...
Enfim; eu não estava trabalhando para nenhum dos dois times/países. Mas assim que o Holandês foi ao chão e o juiz assoprou o apito sinalizando o pênalti, todos os jogadores - os de Angola e os da Holanda - eles meio que fizeram um círculo ao redor do Angolano que iria chutar. Eu não conseguia ver além deles e, momentos depois, todos desbandaram em direções diferentes e foi aí que percebi... tinha uma MÁSCARA na face do cobrador do pênalti!
Ele coloca a bola na marca, eu tento olhar os olhos do batedor dentro do buraquinho da máscara, mas não consigo! Não dá pra dizer se ele vai acertar ou perder o pênalti!
Minha mente corre, meu coração bate... que.diabos.vai.acontecer.agora?!
Eu fecho meus olhos e começo a ouvir apenas barulhos. Sem dizer o que iria acontecer.
O batedor mascarado corre até a bola...
a torcida vai à loucura...
ele chuta a bola...
E no meio do caminho...
A bola vira uma pomba, que vira uma bomba, que destrói Israel e inicia a Terceira Guerra Mundial, que eventualmente destroi o mundo e só um Homem sobrevive e ele se masturba até o fim dos seus dias, que acontece por causa de uma hérnia fatal.
Ou então foi gol e foi tão incrível que eu decidi nunca mais usar meus superpoderes de novo.
Eu descobri que tinha um superpoder bem cedo. Tinha 6 ou 7 anos. Era o meio de um jogo de futebol, tava caindo um toró lá no jogo e também em casa, de onde eu assistia, pela TV. Foi quando o meio campista lançou a bola na área adversária: o atacante saiu correndo para cabecear a bola, mas o goleiro o empurrou e ele caiu no chão; Pênalti! uhu! Vamos ganhar!
Eu fico de joelhos, pego um pequeno crucifixo, fecho os olhos e começo a rezar. Enquanto a câmera foca no atacante se preparando para chutar o pênalti, um raio cai por perto e o trovão ruge TÃO PESADO que a minha televisão treme. E foi ali... naquele momento eu descobri que tinha o superpoder... de prever se o jogador vai acertar ou perder o pênalti.
Não é voar... mas pelo menos eu tenho um superpoder; o que é tão especial sobre você?! Hein? Você tem visão raio-x? Se teletransporta pro outro lado do mundo em 2 segundos? Não, né? Então, chupa.
Enfim, desde aquele momento, eu passei a conseguir dizer se o cara ia errar ou acertar. E sabendo que eu tinha tanto poder e responsabilidade... eu fiz o que qualquer um faria nessa situação: explorei esse dom para ganhar dinheiro.
Mas era difícil, sabe? O jeito mais óbvio, é claro: apostando. Mas você tem que ir assistir um jogo e esperar acontecer um pênalti (e isso não acontece em todo jogo, a não ser que tenha o Vasco ou o Corinthians em campo) e tipo... tem que achar alguém pra apostar contra você.
E é perigoso também. Eu fui a um bar assistir um jogo e tava lá estendido um corpo no chão: pênalti! Tinha um broder lá muito feliz pela marcação do pênalti. O time dele precisava desesperadamente de um gol. Eu olhei pra cara do atacante e era bem óbvio que ele não ia acertar. Eu desafiei o broder. O resultado? Eu ganhei... um olho roxo. Porque ele ficou puto que eu acertei.
Então apostar não rolava. Eu tentei fazer de uma maneira mais profissional e ofereci meus serviços para times profissionais. Meu cargo era: Diretor de Penalidades Máximas. Sempre que tinha um pênalti eu era chamado. O batedor oficial ficava lá, parado perto da marca de cal, pronto para chutar. Se eu olhasse para a cara dele e previsse que ele ia errar, eu sinalizava pro Técnico, que ia e trocava o batedor.
No entanto, como em muitas histórias de super-heróis, eu me embriaguei de poder. Subiu à cabeça. E de repente eu passei a prostituir meu poder. Era tipo um leilão; eu trabalhava oficialmente para um clube, mas se um adversário me oferecesse mais dinheiro ali no momento do pênalti, eu não avisava o Técnico; deixava o cara que perderia o pênalti chutar.
Eventualmente a FIFA decidiu me banir do esporte, porque, não só eu estava atrasando o jogo com tudo isso; mas também porque eles não ganhavam em cima dessa transação. É... não pra cima de mim, seus ladrões de gravata!
Daí, decidi me focar nos jogadores. Se eu ensinasse-os a "aparentar" como se fossem converter o pênalti, então talvez eles conseguissem enganar o destino. Mas sei lá; parece que eles nunca colocaram os corações deles de verdade nisso, porque toda vez que eles tentavam eu conseguia ver que eles não iam acertar. Eu acho que eles nunca deram o melhor deles, sabe? Jogadores mimados.
Mas não desisti. Eu tentei trabalhar um outro ângulo. Não era mais enganar o destino, mas confundir o oponente! Se eles parecessem que iam perder o pênalti, talvez o goleiro ia relaxar e pensar que tava tranquilo e aí ia ficar mais fácil para eles acertarem, entende?
Então comecei a aconselhar os Técnicos a sempre ter jogadores que fingissem ser péssimos jogadores entre os 11 titulares. Quanto pior, melhor. E funcionou muito! Em certo momento, um Técnico tinha um jogador com apenas UMA PERNA em campo! Ele converteu sozinho 11 pênaltis naquela temporada. Só perdeu um, porque estava escorregadio e no último pulo dele em direção à marca de pênalti, ele escorregou e a bola foi pra fora.
Obviamente eu previ isso antes dele escorregar.
Eu era famoso em toda comunidade futebolística. A FIFA me queria morto (ou aliado a ela), jogadores e técnicos e torcedores me queriam ao seu lado.
Era uma alegria o poder que possuía? Claro. O mundo estava aos meus pés. Pensava que, sabendo o que iria acontecer, eu podia, no mínimo, shapear para fazer como se eu tivesse sido o cara que fez aquilo aparentar ser o que estava prestes a acontecer ser o que eu queria. Fez sentido? Tenho certeza que não. Era o tanto que eu estava embriagado de poder.
Até que, um dia, algo aconteceu que realmente mudou tudo para mim.
Era um jogo da Copa do Mundo e eu estava lá na torcida. Eu não estava trabalhando porque era Holanda vs. Angola. E, bom... coisas que você tem que saber sobre mim: eu odeio a Holanda! Eu sei que você deve estar tipo "por que diabos você odeia a Holanda, cara?!". Na real tem vários motivos, mas o principal é que a Belgica é muito foda e a Holanda é tipo o maior inimigo deles. E a Angola, a oponente do dia... bom, eles não tinham o dinheiro para me pagar, sabe? Eles são uma nação pobre e é um serviço caro. Fora que eles são vermelho e preto, que é a cor do Flamengo, então eu também não sou lá muito fã deles. Por que diabos eu estava no jogo, então, você pergunta. Porque o ingresso tava barato e era a Copa do Mundo, po...
Enfim; eu não estava trabalhando para nenhum dos dois times/países. Mas assim que o Holandês foi ao chão e o juiz assoprou o apito sinalizando o pênalti, todos os jogadores - os de Angola e os da Holanda - eles meio que fizeram um círculo ao redor do Angolano que iria chutar. Eu não conseguia ver além deles e, momentos depois, todos desbandaram em direções diferentes e foi aí que percebi... tinha uma MÁSCARA na face do cobrador do pênalti!
Ele coloca a bola na marca, eu tento olhar os olhos do batedor dentro do buraquinho da máscara, mas não consigo! Não dá pra dizer se ele vai acertar ou perder o pênalti!
Minha mente corre, meu coração bate... que.diabos.vai.acontecer.agora?!
Eu fecho meus olhos e começo a ouvir apenas barulhos. Sem dizer o que iria acontecer.
O batedor mascarado corre até a bola...
a torcida vai à loucura...
ele chuta a bola...
E no meio do caminho...
A bola vira uma pomba, que vira uma bomba, que destrói Israel e inicia a Terceira Guerra Mundial, que eventualmente destroi o mundo e só um Homem sobrevive e ele se masturba até o fim dos seus dias, que acontece por causa de uma hérnia fatal.
Ou então foi gol e foi tão incrível que eu decidi nunca mais usar meus superpoderes de novo.
terça-feira, novembro 14, 2017
A "Bavaria" é a prova da superestimação da publicidade e o "top of mind".
Nego investiu milhões na contratação do Leandro & Leonardo, Zeze DiCamargo & Luciano, Chitãozinho & Chororó, botou o comercial em heavy rotation na época, o jingle ficou (e ainda está) onipresente em nossa cabeça. Inclusive quando se fala em sexta-feira lembra-se do mesmo e até cantamos... (ou é só eu?)
E mesmo assim... quem bebe Bavaria?
Vou te falar... acho que nunca nem VI uma Bavaria "em pessoa". Alguém já? Ou é tipo chester, escudo e outra coisa que não lembro o que era que ninguém nunca viu em pessoa?
E não é questão de "ah, mas já passou muito tempo!". Nem na época você via a cerva nos bares.
Se você não tem um bom produto e boa distribuição, do que adianta geral lembrar de você?
Não tem jeito. A essência é mais importante que a embalagem. E que bom que seja assim.
Nego investiu milhões na contratação do Leandro & Leonardo, Zeze DiCamargo & Luciano, Chitãozinho & Chororó, botou o comercial em heavy rotation na época, o jingle ficou (e ainda está) onipresente em nossa cabeça. Inclusive quando se fala em sexta-feira lembra-se do mesmo e até cantamos... (ou é só eu?)
E mesmo assim... quem bebe Bavaria?
Vou te falar... acho que nunca nem VI uma Bavaria "em pessoa". Alguém já? Ou é tipo chester, escudo e outra coisa que não lembro o que era que ninguém nunca viu em pessoa?
E não é questão de "ah, mas já passou muito tempo!". Nem na época você via a cerva nos bares.
Se você não tem um bom produto e boa distribuição, do que adianta geral lembrar de você?
Não tem jeito. A essência é mais importante que a embalagem. E que bom que seja assim.
quinta-feira, novembro 02, 2017
(Originalmente Setembro de 2015)
Semana passada foi aniversário da minha namorada e fomos no Zaza Bistrô, um pequeno restaurante em Ipanema. É um daqueles lugares bonitinhos, bem decorados, cheio de pequenos detalhes "sacados" dos nomes no cardápio até os azulejos do banheiro. E fica a um quarteirão da praia, a comida é ótima, os garçons atenciosos... nota 8 de 10.
Éramos 5; eu, Luisa (minha namorada), a mãe e o pai e avó dela. O almoço foi ótimo até que a conta chegou.
Veio num baldinho azul bebê. Meu sogro pegou a conta tão rapidamente que eu não consegui nem fazer aquele jogo de "Oh, eu ía pagar, mas se você vai...tudo bem"
Porém, enquanto eu reclinava de volta, reparei que tinha algo dentro do baldinho além da conta: pequenos pergaminhos amarrados com fitas azul marinho. Tão fofa, pareciam tão... inofensivas.
Então falei "Ei, pessoal, olha só... eu acho que é tipo um biscoito da sorte, mas sem biscoito; só a sorte!"
Por que eu fiz isso...? Por que eu sempre falo quando devia ficar calado? Eu juro por Deus, eu tenho medo de ir a casamentos, porque eu SEI que quando o padre falar "Se alguém tiver algo contra que fale agora ou cale-se para sempre", eu simplesmente vou falar alguma coisa. É certo.
Enfim... Todo mundo achou muito fofo e minha namorada pegou todos os pergaminhos e distribuiu para cada um na mesa.
Eu abri o meu e dizia:
“Sério, cara. É hora de você fazer alguma coisa sobre sua vida."
...
Eu não lembro direito a ordem das minhas reações... mas tinha vergonha, raiva e medo rolando. Em retrospecto essas são algumas das minhas mais emoções/reações mais recorrentes MAS elas eram tão fortes, que me surprendi que ninguém tenha notado o treco que eu estava tendo.
Tudo aconteceu em segundos, mas de repente eu tava tipo
“Isso é uma piada? Eu to no Candid Camera? Deveria eu, portanto, sorrir?"
Sem zoação? Eu de fato comecei a sorrir por tipo 3 segundos pensando que TALVEZ este fosse o caso. Mas pelo segundo 4 eu pensei quão surreal seria o Candid Camera estar gravando no Brasil. No segundo 5 eu argumentei comigo mesmo que talvez fosse algo tipo um "Candid Camera World Edition" e aí pelo segundo 6 eu comeceu a scanear o lugar procurando câmeras escondidas até decidir que não era nada disso.
Sim, eu perdi muitos segundos nisso.
E aí a Luisa "Olha o que meu diz: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"- Fernando Pessoa. Isso é TÃO eu!" e eu conseguiu sentir que ia dar merda mesmo antes dela completar dizendo "O que o seu fala, baby?"
Eu entrei em pânico.
Graças a Deus minha sogra foi rápida no gatilho e começou a ler o pergaminho dela. Eu não saberia dizer o que tava escrito porque, apesar de estar olhando para ela, eu simplesmente fechei completamente todos os meus sentidos. Tinha uma guerra acontecendo dentro da minha cabeça.
A parte direita do meu cérebro tava tipo “Yo, man... tem uma conspiração acontecendo aqui. Você tem que descobrir quem mandou essa mensagem! Isso é uma piada doentia da qual a gente deveria tá achando graça? Ou tem alguém por aí que SABE o quanto de um fracassado você é? A hostess na porta... deve ser ela. Ela viu você olhando pro decote dela e babando. Por que você sempre faz isso, cara? Por que você não consegue se controlar?! É patético, sabe? Você tem 31, mano. Pelo amor de Deus, toma tenência, deixa dentro da calça, seu tarado! Ou ENTÃO... peraí; é isso! Fato! Foi seu sogro! Ele tá puto porque você não pediu a mão da filha dele ainda!"
Já a parte esquerda do meu cérebro tava tipo: "'Cê tá doido, filho da puta? Foda-se essa porra de QUEM mandou a mensagem. Claro; você é um fracassado. Enorme. E, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai se dar conta disso. Mas não hoje, não agora! Você tem que reverter essa parada, cara, mas tem que ser rápido, senão você tá fodido!"
Eu decidi ouvir o lado esquerdo... principalmente porque ele foi bem mais sucinto e, mesmo que ela tenha sido mais áspero, ele o foi com boas intenções, então decidi que ia fazer o que é o esquerdo com o direito-- quer dizer; o que era direito com o esquerdo.
“Amor? O que o seu diz?”
“ah... Eu não sei. Eu não peguei um.”
Saída brilhante, né?
O problema é que essa ação só me comprou um pouco de tempo, porque Luisa rapidamente pegou um pergaminho sobressalente no baldinho enquanto sua avó lia o dela.
Eu abri o sobressalente, que dizia:
“Você não pode esconder a verdade. Conta pra eles que seu filme é um fracasso comercial e como todas as partes menos horrorosas do filme foram idéia de outras pessoas! Conta pra eles sobre como você tá prendendo todo mundo no seu próximo projeto porque você é tão merda no que faz! E aproveita e corta esse cabelo; quem você acha que tá enganando com essas franjas? Todo mundo consegue ver essas suas entradas ficando cada vez maiores: você tá ficando careca, meu amigo!"
Eu consultei o Lado Direito e o Lado Esquerdo do cérebro mais uma vez, mas foi direto para a caixa postal, onde uma mensagem gravada pelos dois dizia que eles foram de férias para a Península do Maraú. Eu me senti um pouco mal que eu só me dei conta que eles eram gays a esse ponto, 30 e tantos anos da minha vida... e, além disso, pensei se isso me fazia gay também.
Não teve tempo de chegar a uma conclusão, porque logo depois Luisa perguntou:
“Então, o que o seu diz?!”
Olhei todos nos olhos rapidamente. Eles estavam esperando, interessados. E isso é bem triste, porque geralmente ninguém se interessa em nada que vem de mim. A única coisa que eles esperam é que eu saia logo do lugar e os deixe sozinhos.
Todos na mesa já tinham lido os deles. Eu olhei para o papel de novo, respirei fundo e disse:
“A habilidade de falar não te faz inteligente - Qui Gon Jin”
...
“Qui Gon Quem? Que diabo é isso?”
“É um poeta do oriente médio... você não conhece ele?”
“hmmm...não”
“é, ele morreu cedo. lutando esgrima. uma pena. E esse Donald Trump, hein?”
E foi assim que o Star Wars salvou minha vida mais uma vez.
Semana passada foi aniversário da minha namorada e fomos no Zaza Bistrô, um pequeno restaurante em Ipanema. É um daqueles lugares bonitinhos, bem decorados, cheio de pequenos detalhes "sacados" dos nomes no cardápio até os azulejos do banheiro. E fica a um quarteirão da praia, a comida é ótima, os garçons atenciosos... nota 8 de 10.
Éramos 5; eu, Luisa (minha namorada), a mãe e o pai e avó dela. O almoço foi ótimo até que a conta chegou.
Veio num baldinho azul bebê. Meu sogro pegou a conta tão rapidamente que eu não consegui nem fazer aquele jogo de "Oh, eu ía pagar, mas se você vai...tudo bem"
Porém, enquanto eu reclinava de volta, reparei que tinha algo dentro do baldinho além da conta: pequenos pergaminhos amarrados com fitas azul marinho. Tão fofa, pareciam tão... inofensivas.
Então falei "Ei, pessoal, olha só... eu acho que é tipo um biscoito da sorte, mas sem biscoito; só a sorte!"
Por que eu fiz isso...? Por que eu sempre falo quando devia ficar calado? Eu juro por Deus, eu tenho medo de ir a casamentos, porque eu SEI que quando o padre falar "Se alguém tiver algo contra que fale agora ou cale-se para sempre", eu simplesmente vou falar alguma coisa. É certo.
Enfim... Todo mundo achou muito fofo e minha namorada pegou todos os pergaminhos e distribuiu para cada um na mesa.
Eu abri o meu e dizia:
“Sério, cara. É hora de você fazer alguma coisa sobre sua vida."
...
Eu não lembro direito a ordem das minhas reações... mas tinha vergonha, raiva e medo rolando. Em retrospecto essas são algumas das minhas mais emoções/reações mais recorrentes MAS elas eram tão fortes, que me surprendi que ninguém tenha notado o treco que eu estava tendo.
Tudo aconteceu em segundos, mas de repente eu tava tipo
“Isso é uma piada? Eu to no Candid Camera? Deveria eu, portanto, sorrir?"
Sem zoação? Eu de fato comecei a sorrir por tipo 3 segundos pensando que TALVEZ este fosse o caso. Mas pelo segundo 4 eu pensei quão surreal seria o Candid Camera estar gravando no Brasil. No segundo 5 eu argumentei comigo mesmo que talvez fosse algo tipo um "Candid Camera World Edition" e aí pelo segundo 6 eu comeceu a scanear o lugar procurando câmeras escondidas até decidir que não era nada disso.
Sim, eu perdi muitos segundos nisso.
E aí a Luisa "Olha o que meu diz: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"- Fernando Pessoa. Isso é TÃO eu!" e eu conseguiu sentir que ia dar merda mesmo antes dela completar dizendo "O que o seu fala, baby?"
Eu entrei em pânico.
Graças a Deus minha sogra foi rápida no gatilho e começou a ler o pergaminho dela. Eu não saberia dizer o que tava escrito porque, apesar de estar olhando para ela, eu simplesmente fechei completamente todos os meus sentidos. Tinha uma guerra acontecendo dentro da minha cabeça.
A parte direita do meu cérebro tava tipo “Yo, man... tem uma conspiração acontecendo aqui. Você tem que descobrir quem mandou essa mensagem! Isso é uma piada doentia da qual a gente deveria tá achando graça? Ou tem alguém por aí que SABE o quanto de um fracassado você é? A hostess na porta... deve ser ela. Ela viu você olhando pro decote dela e babando. Por que você sempre faz isso, cara? Por que você não consegue se controlar?! É patético, sabe? Você tem 31, mano. Pelo amor de Deus, toma tenência, deixa dentro da calça, seu tarado! Ou ENTÃO... peraí; é isso! Fato! Foi seu sogro! Ele tá puto porque você não pediu a mão da filha dele ainda!"
Já a parte esquerda do meu cérebro tava tipo: "'Cê tá doido, filho da puta? Foda-se essa porra de QUEM mandou a mensagem. Claro; você é um fracassado. Enorme. E, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai se dar conta disso. Mas não hoje, não agora! Você tem que reverter essa parada, cara, mas tem que ser rápido, senão você tá fodido!"
Eu decidi ouvir o lado esquerdo... principalmente porque ele foi bem mais sucinto e, mesmo que ela tenha sido mais áspero, ele o foi com boas intenções, então decidi que ia fazer o que é o esquerdo com o direito-- quer dizer; o que era direito com o esquerdo.
“Amor? O que o seu diz?”
“ah... Eu não sei. Eu não peguei um.”
Saída brilhante, né?
O problema é que essa ação só me comprou um pouco de tempo, porque Luisa rapidamente pegou um pergaminho sobressalente no baldinho enquanto sua avó lia o dela.
Eu abri o sobressalente, que dizia:
“Você não pode esconder a verdade. Conta pra eles que seu filme é um fracasso comercial e como todas as partes menos horrorosas do filme foram idéia de outras pessoas! Conta pra eles sobre como você tá prendendo todo mundo no seu próximo projeto porque você é tão merda no que faz! E aproveita e corta esse cabelo; quem você acha que tá enganando com essas franjas? Todo mundo consegue ver essas suas entradas ficando cada vez maiores: você tá ficando careca, meu amigo!"
Eu consultei o Lado Direito e o Lado Esquerdo do cérebro mais uma vez, mas foi direto para a caixa postal, onde uma mensagem gravada pelos dois dizia que eles foram de férias para a Península do Maraú. Eu me senti um pouco mal que eu só me dei conta que eles eram gays a esse ponto, 30 e tantos anos da minha vida... e, além disso, pensei se isso me fazia gay também.
Não teve tempo de chegar a uma conclusão, porque logo depois Luisa perguntou:
“Então, o que o seu diz?!”
Olhei todos nos olhos rapidamente. Eles estavam esperando, interessados. E isso é bem triste, porque geralmente ninguém se interessa em nada que vem de mim. A única coisa que eles esperam é que eu saia logo do lugar e os deixe sozinhos.
Todos na mesa já tinham lido os deles. Eu olhei para o papel de novo, respirei fundo e disse:
“A habilidade de falar não te faz inteligente - Qui Gon Jin”
...
“Qui Gon Quem? Que diabo é isso?”
“É um poeta do oriente médio... você não conhece ele?”
“hmmm...não”
“é, ele morreu cedo. lutando esgrima. uma pena. E esse Donald Trump, hein?”
E foi assim que o Star Wars salvou minha vida mais uma vez.
sábado, outubro 21, 2017
Vejo uma luz
cruzo portais
Será que eu morri?
Não aguento mais...
Eu vivo enjoado, frio, tenso e sem cinto.
Sonho e calor,
traços iguais;
cortado ao meio eu só escuto vogais.
Confuso isso tudo; eu acho que ainda não sou sábio.
Do que vale o amor?
Eu juro; não sei!
Não acredito que isso aqui
é o fim de um Rei.
Viajo a rota dos planetas da sua testa
Esqueço então os 23,
como eu esqueci os 16,
esqueço o meu primeiro amor como eu esqueço um sonho.
Com os amigos radicais passei tempos bem legais
que vão ficando para trás como um Playstation.
cruzo portais
Será que eu morri?
Não aguento mais...
Eu vivo enjoado, frio, tenso e sem cinto.
Sonho e calor,
traços iguais;
cortado ao meio eu só escuto vogais.
Confuso isso tudo; eu acho que ainda não sou sábio.
Do que vale o amor?
Eu juro; não sei!
Não acredito que isso aqui
é o fim de um Rei.
Viajo a rota dos planetas da sua testa
Esqueço então os 23,
como eu esqueci os 16,
esqueço o meu primeiro amor como eu esqueço um sonho.
Com os amigos radicais passei tempos bem legais
que vão ficando para trás como um Playstation.
sábado, dezembro 31, 2016
2016 merece mesmo ser o ano com menos postagem da sua vida, Artur.
Nos vemos em 2017, que vai ser irado!
Nos vemos em 2017, que vai ser irado!
sábado, novembro 26, 2016
Hoje lá no Brasil acontece a eleição presidencial pro triênio 2017-2018-2019 do Fluminense Football Club. É a primeira eleição desde 2007 que eu assisto de longe, apenas como espectador, sem participar de nada.
Tem sido muito legal. Acho que é a primeira vez que eu fiquei "poooo, queria estar lá!". Ver a apuração, papear, depois comer no Lamas, ou no Satts ou Adega Portugalia...
Confesso que esperava que tivessem mais pessoas votando. Até agora pouco mais de 2 mil pessoas votaram e historicamente as eleições no Flu tem o maior turnout no começo do dia mesmo. Se bem que talvez essa noção do "historicamente" não se aplique mais, né? A história, uma nova história, tá sendo construída agora. E mesmo eu não estando lá, e o número de votantes não ser tão expressivo como eu imaginei (pelo andar da carruagem eu diria que vai passar a última eleição em pouco mais de 2 mil votantes...) estou feliz de ver isso tudo acontecer. Sem possessão, porque tudo que lutei para que a eleição se democratizasse (pra ser feita o que quiser dela, inclusive não votar...) não era sobre mim e sim sobre o Fluminense. Então to feliz, daqui, sem poder participar, curtindo o que me cabe, tudo isso. Pelos relatos o clima está sendo positivo também, civilizado. Tem uma foto muito legal do Peter, com camisa do Abad, abraçado com o Celso. Achei demais. Que seja verdadeira e, se não for, que extraiamos dela o significado certo e não nos embuamos do erro. Até porque, se for, é problema deles. Continuemos no (e lutando pelo) caminho do bem.
Que o vencedor tenha serenidade e sorte. E caráter, porque não faz mal a ninguém.
Tem sido muito legal. Acho que é a primeira vez que eu fiquei "poooo, queria estar lá!". Ver a apuração, papear, depois comer no Lamas, ou no Satts ou Adega Portugalia...
Confesso que esperava que tivessem mais pessoas votando. Até agora pouco mais de 2 mil pessoas votaram e historicamente as eleições no Flu tem o maior turnout no começo do dia mesmo. Se bem que talvez essa noção do "historicamente" não se aplique mais, né? A história, uma nova história, tá sendo construída agora. E mesmo eu não estando lá, e o número de votantes não ser tão expressivo como eu imaginei (pelo andar da carruagem eu diria que vai passar a última eleição em pouco mais de 2 mil votantes...) estou feliz de ver isso tudo acontecer. Sem possessão, porque tudo que lutei para que a eleição se democratizasse (pra ser feita o que quiser dela, inclusive não votar...) não era sobre mim e sim sobre o Fluminense. Então to feliz, daqui, sem poder participar, curtindo o que me cabe, tudo isso. Pelos relatos o clima está sendo positivo também, civilizado. Tem uma foto muito legal do Peter, com camisa do Abad, abraçado com o Celso. Achei demais. Que seja verdadeira e, se não for, que extraiamos dela o significado certo e não nos embuamos do erro. Até porque, se for, é problema deles. Continuemos no (e lutando pelo) caminho do bem.
Que o vencedor tenha serenidade e sorte. E caráter, porque não faz mal a ninguém.
terça-feira, agosto 30, 2016
Quase uma "parte 2" do meu último sonho:
Dessa vez sonhava que estava em Cachoeiras do Macacú e a Anitta me dava muito mole e no sonho até considerei que seria maneiro pegá-la, mas de repente Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro sequestravam a casa, que não mais contava com a presença de Anitta e sim com vários amiguinhos de esquerda. Tudo que os Bolsonaros queriam era que todos ouvissem o jingle da campanha deles, tocado por Flavio em meu violão. Ele começou a tocar sofrivelmente e, ao acabar a performance musical, fez um patético ato de destruição do meu violão, ao qual eu intervi tipo "perai, tudo bem sequestrar a casa e nos fazer ouvir essa música, mas danificar o meu violão é um pouco demais!". Tomado de assalto com a minha macheza, Flavio desmaia e Jair pega uma faca e diz que vai provar que sua família é forte ao dirijí-la à minha glote, me despertando, assim, do pesadelo. São 7 horas horário de Miami e tenho muito trabalho pela frente.
Vlw flws!
Dessa vez sonhava que estava em Cachoeiras do Macacú e a Anitta me dava muito mole e no sonho até considerei que seria maneiro pegá-la, mas de repente Jair Bolsonaro e Flavio Bolsonaro sequestravam a casa, que não mais contava com a presença de Anitta e sim com vários amiguinhos de esquerda. Tudo que os Bolsonaros queriam era que todos ouvissem o jingle da campanha deles, tocado por Flavio em meu violão. Ele começou a tocar sofrivelmente e, ao acabar a performance musical, fez um patético ato de destruição do meu violão, ao qual eu intervi tipo "perai, tudo bem sequestrar a casa e nos fazer ouvir essa música, mas danificar o meu violão é um pouco demais!". Tomado de assalto com a minha macheza, Flavio desmaia e Jair pega uma faca e diz que vai provar que sua família é forte ao dirijí-la à minha glote, me despertando, assim, do pesadelo. São 7 horas horário de Miami e tenho muito trabalho pela frente.
Vlw flws!
domingo, abril 17, 2016
Esses dias tive uns sonhos horríveis. Num deles, rolava a votação do Impeachment e eu tava assistindo na tv com a minha avó. O impeachment não saía e, aí, os à favor, revoltados, começavam a se irritar e armas eram sacadas e em rede nacional um atirava no outro e era um banho de sangue enquanto eu lamentava o horror que acontecia. Era uma sensação horrível, um desgosto misturado com lamento. Espero que tenha sido o único a experimentar isso enquanto dormia e que o máximo de imagens lamentáveis sejam essas do desentendimento e empurra-empurra da abertura do processo (e todo o lamentável teatro habitual da câmara e o jeito de se portar dos "excelentíssimos" parlamentares)...
MAS, caso degringole e chegue lá (não me surprenderia) fica registrado o post premonitório pra eu poder usar como prova e dizer:
OLHA EU NO G1, MÃE!
MAS, caso degringole e chegue lá (não me surprenderia) fica registrado o post premonitório pra eu poder usar como prova e dizer:
OLHA EU NO G1, MÃE!
sábado, fevereiro 27, 2016
Minha amiga Paula me deu a letra do que é o "What do you mean?". O Justin Bieber paga o John Leguizamo pra ele e a namorada serem sequestrados because... that's fun. Eu contestei. Ela apostou que isso era inspirado em alguma coisa real. Bastou alguns segundos para o Google comprovar: apparently that's actually a thing. Nego paga pra ser sequestrado porque não tem louça em casa pra lavar, contas pra pagar. O John Leguizamo falando que quem brinca com fogo se queima é algo tipo "cara, não vamos machucá-la, mas... a parada é real, né? Se ela resistir muito pode acabar sobrando um braço, arranhando etc."
Conclusões: Nego é maluco e a Paula é gênia.
Conclusões: Nego é maluco e a Paula é gênia.
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
I just don't understand Justin Bieber's video for "What do you mean?"
I wanted to ask people on Twitter and Facebook, but I'm ashamed to do it. Not because of Justin; he's awesome and I have enjoyed his work since "Baby"... the recent "Sorry" bandwagon is just late; he has like 5 other GREAT songs like "U Smile", "Never say never", "Boyfriend"... I'm ashamed because somehow people look up to me and think I'm intelligent or something. And I'm a screenwriter, I should understand a basic plot from a video. But maybe this one is just too complex. I don't know.
Anyways, it starts with JB talking to John Leguizamo(!). He gets a lighter from John and ask him not to hurt the girl. He says something like "if you play with fire you'll get burned". Bieber goes to a motel and fucks XENIA DELI (It's the place where princess warriors go to get sandwich). Midway hot looks, abs, boobs and a Calvin Klein product placement... masked guys come inside the motel room and hijack them! They are bonded with ropes and Justin sets them free using the lighter John Leguizamo gave them. But the masked guys are right behind them...so Justin stops and ask Xenia Deli "Do you trust me?". He gets her by the hand and they jump... into a sort of a bouncer that gets deflated afterwards. And now they are inside a party with several skaters and then Justin comes up to a guy with a mask and he is... JOHN LEGUIZAMO! And he asks "Do you got what's mine?" and JB gives him back the lighter and they all have fun.
What the fuck!
Was this a plan from Justin to see if the girl really "liked" and "trusted" him? Like that saying that goes like "you only know someone when you get kidnapped together and put inside of a trunk tied by a rope?". And if that's what it is... maaaan, talk about someone with trust issues!
And why does Justin Bieber ask John Leguizamo in the beggining not to hurt her? If it's fake... of course he will not.
I'm confused.
Maybe it's a meta thing with the title of the song...
What do YOU mean, Bieber?
I wanted to ask people on Twitter and Facebook, but I'm ashamed to do it. Not because of Justin; he's awesome and I have enjoyed his work since "Baby"... the recent "Sorry" bandwagon is just late; he has like 5 other GREAT songs like "U Smile", "Never say never", "Boyfriend"... I'm ashamed because somehow people look up to me and think I'm intelligent or something. And I'm a screenwriter, I should understand a basic plot from a video. But maybe this one is just too complex. I don't know.
Anyways, it starts with JB talking to John Leguizamo(!). He gets a lighter from John and ask him not to hurt the girl. He says something like "if you play with fire you'll get burned". Bieber goes to a motel and fucks XENIA DELI (It's the place where princess warriors go to get sandwich). Midway hot looks, abs, boobs and a Calvin Klein product placement... masked guys come inside the motel room and hijack them! They are bonded with ropes and Justin sets them free using the lighter John Leguizamo gave them. But the masked guys are right behind them...so Justin stops and ask Xenia Deli "Do you trust me?". He gets her by the hand and they jump... into a sort of a bouncer that gets deflated afterwards. And now they are inside a party with several skaters and then Justin comes up to a guy with a mask and he is... JOHN LEGUIZAMO! And he asks "Do you got what's mine?" and JB gives him back the lighter and they all have fun.
What the fuck!
Was this a plan from Justin to see if the girl really "liked" and "trusted" him? Like that saying that goes like "you only know someone when you get kidnapped together and put inside of a trunk tied by a rope?". And if that's what it is... maaaan, talk about someone with trust issues!
And why does Justin Bieber ask John Leguizamo in the beggining not to hurt her? If it's fake... of course he will not.
I'm confused.
Maybe it's a meta thing with the title of the song...
What do YOU mean, Bieber?
domingo, fevereiro 07, 2016
Tem uma casa que eu visito volta e meia nos meus sonhos. Já estive nela à noite e também de dia. Nunca a vi pelo lado de fora, apenas por dentro. Estou sempre no primeiro andar dela, que tem, eu acho, 3 andares. Térreo, primeiro e segundo andar. Tem um corredorzinho que pra direita tem um quarto que volta e meia entro. Atrás dele uma escada que dá lá pra fora/garagem, com um murinho. Na rua há sempre perigo. Ladrões que vão assaltar a casa, pessoas estranhas à espreita; até um tigre já me inspirou cuidados. Na parte que dá pra rua, com grandes janelas, há dois quartos, divididos por uma passagenzinha. Há um closet no da direita. Houve uma vez que segui o corredor e deu numa espécie de varanda que circundava a casa, mas aí a casa parecia outra. Meio aquelas coisas de sonho que você entra por um lugar e sai em outro diferente. Nunca estive no segundo andar, eu acho. O piso da casa é todo de taco daqueles mais claros e super lustrados. As paredes todas brancas. No térreo onde fica o murinho e tal; chão de pedra.
Fico pensando se um dia vou conhecer essa casa ou se eu deveria construí-la porque maybe there's something there. Build and it will come. But do I want tigers, thiefs and lurkers to come? Bom... é uma bela casa, pelo menos.
quinta-feira, dezembro 31, 2015
Não quero acabar o ano com o último post, sendo negativo. Se tem uma lição que acho que 2015 sedimentou para mim é que não há tempo a perder com essas coisas. O que mais quero (não de 2016, mas pro resto da minha vida) é nunca viver a vida dos outros; sempre viver a minha vida. Então vamo nessa. Diversificando, provando coisas boas, cultivando coisas melhores ainda e executando o que me parecer necessário, perdendo o mínimo de tempo possível com o que não me cabe. Life is good! Let's live it.
segunda-feira, dezembro 28, 2015
"2016, o ano que vem pra ficar"
Este é o slogan da prefeitura (eu acho) do Rio para a virada do ano e eu simplesmente não entendo ele. É meio apavorante. Ele vem pra ficar? Pra sempre?! Vai rolar um "Feitiço do Tempo" e todo dia acordaremos em 2016?! Nunca mais trocaremos para um novo ano?!
Idéias de "gênios" como essa sempre me fascinam. Não tanto por quem as dá; brainstorm é assim mesmo... você fala um bando de merda; faz parte do processo jogar tudo que tem de tosco fora até chegar a uma idéia maneira. O que me deixa fascinado é quem ouve uma asneira dessa e fala "Taí! É isso!". Será cansaço, impaciencia com o processo ou nível fraco mesmo? E o pior é que esse broder que aprovou isso provavelmente ganha uma baba pra fazer esse serviço, pra dizer que "o ano que vem pra ficar" é o melhor slogan que eles poderiam criar!
Eu entendo que slogans são quase fins em si mesmos; se espremidos nem sempre farão muito sentido. Mas esse tá de parabéns. Tipo "Um ano como nunca antes visto" é redudante, né? Vazio até. Mas tudo bem. Agora, um ano que vem pra ficar é apenas confuso, pois se é pra dizer que ele vai marcar época você apenas fala "Um ano que vai entrar pra história" ou algo assim. É redundante, mas é sonoro, positivo e plausível, cientificamente possivel e artisticamente viável. O ano que vem pra ficar é desconcertante num jeito errado, tira sua atenção da missão e te encaminha a sentimento opostos aos desejados.
Mas pelo menos vão usar em 2016. Fato que se usassem em 2019, iam dizer que era uma estrategema da Dilma e do PT tentando trabalhar na população a legitimização de um golpe para que nunca houvesse eleição e eles se perpetuassem no poder e Zzzzzzzzzzzzzz...
Este é o slogan da prefeitura (eu acho) do Rio para a virada do ano e eu simplesmente não entendo ele. É meio apavorante. Ele vem pra ficar? Pra sempre?! Vai rolar um "Feitiço do Tempo" e todo dia acordaremos em 2016?! Nunca mais trocaremos para um novo ano?!
Idéias de "gênios" como essa sempre me fascinam. Não tanto por quem as dá; brainstorm é assim mesmo... você fala um bando de merda; faz parte do processo jogar tudo que tem de tosco fora até chegar a uma idéia maneira. O que me deixa fascinado é quem ouve uma asneira dessa e fala "Taí! É isso!". Será cansaço, impaciencia com o processo ou nível fraco mesmo? E o pior é que esse broder que aprovou isso provavelmente ganha uma baba pra fazer esse serviço, pra dizer que "o ano que vem pra ficar" é o melhor slogan que eles poderiam criar!
Eu entendo que slogans são quase fins em si mesmos; se espremidos nem sempre farão muito sentido. Mas esse tá de parabéns. Tipo "Um ano como nunca antes visto" é redudante, né? Vazio até. Mas tudo bem. Agora, um ano que vem pra ficar é apenas confuso, pois se é pra dizer que ele vai marcar época você apenas fala "Um ano que vai entrar pra história" ou algo assim. É redundante, mas é sonoro, positivo e plausível, cientificamente possivel e artisticamente viável. O ano que vem pra ficar é desconcertante num jeito errado, tira sua atenção da missão e te encaminha a sentimento opostos aos desejados.
Mas pelo menos vão usar em 2016. Fato que se usassem em 2019, iam dizer que era uma estrategema da Dilma e do PT tentando trabalhar na população a legitimização de um golpe para que nunca houvesse eleição e eles se perpetuassem no poder e Zzzzzzzzzzzzzz...
quarta-feira, dezembro 09, 2015
Fico pensando como é a logística de gravação desses mil programas das Kardashians... Que pesadelo! Será que tem tipo um supervisor desse "shared universe"? As equipes de cada show se conversam? Porque imagina... a Caitlin Jenner vai ser homenageada e chama a Kim Kardashian pra assistir. A cerimônia vai ser num jogo de basquete com Lamar Odom. Aí tem três seriados diferentes; qual camera crew de quem que vai cobrir? Será que chegam no lugar várias e elas se estranham e de repente rola porrada tipo a guerra dos News Teams de "O âncora"?
segunda-feira, dezembro 07, 2015
Como eu marco médico/dentista? Procuro quais ficam no mesmo bairro que eu e vejo qual o nome que me chama mais atenção. Mas não encerro aí: se não atender ou o horário for muito ruim e longe, eu ligo pro próximo seguindo os dois primeiros critério (localização e nome). Triste pensar que o caboclo faz mil cursos de especialização e tralala lalala e o decisivo pra o escolherem é um misto de preguiça com sorte e gosto pessoal por nomes.
sexta-feira, dezembro 04, 2015
Impeachment, desemprego, pouca perspectativa, atraso, nada que não possa piorar mais... agora sim; esse é o Brasil que eu conheço.
segunda-feira, novembro 30, 2015
Eu odeio Domingo. Podia existir um pílula que acelera o domingo, que faz logo chegar a segunda. Modinha ridícula de falar que se odeia segunda. Segunda é começo, a maior dádiva. Você vê pessoas. Tem som. As coisas acontecem. "Então! E Domingo é o fim; melhor ainda". Não. Sabádo é o fim. Domingo não é nada. Domingo é o limbo. Domingo é só inércia. Nada pode ser resolvido num Domingo. Nada de bom pode acontecer num Domingo. Domingo é tão ruim que eu enrolei escrevendo pra quando postasse já fosse segunda. Porque escrever é criar e nada se cria num Domingo, só a destruição.
Eu acho que nunca vou morrer. Mas se um dia acontecer, aposto que vai ser num Domingo. Eu sentirei minha barriga queimar, meu sorriso minguar, o som diminuir e o tempo parecerá não passar... E eu não vou saber distinguir se morri ou se é só mais um Domingo.
Eu acho que nunca vou morrer. Mas se um dia acontecer, aposto que vai ser num Domingo. Eu sentirei minha barriga queimar, meu sorriso minguar, o som diminuir e o tempo parecerá não passar... E eu não vou saber distinguir se morri ou se é só mais um Domingo.
quinta-feira, novembro 19, 2015
Minha geração sofreu grande publicidade dos malefícios de se tomar drogas, beber alcool, ouvir pagode etc. mas nunca houve o outro lado, o existencial, fazendo propaganda dos malefícios de NÃO fazer essas coisas. Essas coisas todas matam, dão câncer, mas equilibram um pouco o vazio, fazem a vida ser suportável por alguns momentos. Ou pelo menos eu imagino que sim. Não sei, fui programado pra refutar tudo isso e, como bom menino, assim o faço.
quinta-feira, setembro 24, 2015
Tem umas séries/filmes/revistas em quadrinho que você sabe do potencial de ser foda (seja pela premissa, pelas pessoas envolvidas, pelo que pessoas respeitadas andam falando sobre...), mas sei la, vários motivos, você acaba não assistindo, protelando até por não ter disponibilidade (temporal, emocional...) pra se dedicar à esse viewership. Esse é o caso do "Louie".
Eu conheci o Louis C.K. numa época onde o Youtube era o melhor site do mundo (os anúncios e algoritmos destruiram um pouco ele, que ainda é foda, mas não fico mais com ele aberto o tempo todo) vendo pequenos trechos de stand up, participação no Conan etc. e pensei "nossa, esse cara é... diferente". Fresh. Quando rolou série dele parecia pule de 10 pra acontecer isso, mas nem deu tempo porque a HBO cancelou com uma temporada só o "Lucky Louie". Fiquei até aliviado, tipo "não preciso embarcar nessa". Se apaixonar e aficcionar por alguma coisa só é legal quando você já tá dentor da parada. Antes é necessário evitar. Ainda mais pra quem trabalha com isso. A gente se influencia muito. E é necessário e é bom, mas po, também ficar toda hora bolado com isso, sem sedimentar, mudando o tempo todo não dá. Então, haha que bom que você "falhou"! Menos uma série para me dedicar.
Aí ele foi pra FX fazer o "Louie" e po, a premissa é "Seinfeld" nos anos 2010... nada novo. E não deu certo a primeira vez no Lucky louie. Ah, deixa... essa aí nem vou ver.
Mas as temporadas foram passando, as pessoas falando que era muito bom... começou a entrar naquela zona que você não pode ignorar. Ok, lá vamos nós. Com a cara amarrada, sem saco, torcendo pra não clicar.
E pqp, não é tipo "uau, essa pode ser uma das melhores comédias de todos os tempos, hein?", acho que está acima disso. É papo de ser contender de melhor série de drama também. E de melhor filme, embora não seja filme. Acho que está acima das amarras de gênero, formato e até da arte. É vida. É necessário, é aula... é meio a sensação que tenho com The Wire. Acho que todo mundo tem que assistir isso, pra conseguir lidar com a vida melhor e ser uma pessoa melhor. Estou convencido que se o mundo assistir "Louie" conseguiremos alcançar a paz mundial. Tem que passar nas escolas e nas igrejas, nos canais de sacanagem e no horário político.
Acho foda como Louie é super realista e usa de artifícios surrealistas volta e meia (e eu amo) e não vende um conceito de felicidade impossível no mundo real. Louie não tem photoshop, saca? E sou um cara"o storyteller tem que dar esperança pras pessoas", mas como outcome da história, saca? Tipo, não tem porquê você contar uma história onde o cara vai, se esforça e no final se fode. Pra quê? A vida já é uma bosta. Pra quê dar essa liçãozinha? Vai se fuder! Mas eu (e a maioria dos storytellers e cultura como um todo) estamos sempre partindo de um mundo comum "bom, porém incompleto", onde algo acontece e muda tudo e o cara tem que lutar pra se melhorar. As "regras" são positivas, o outcome possivel. O irado do Louie é que o prêmio não vai ser super grana, uma gata gostosa, uma promoção. Life is shitty... but thats ok! Everyone's is. E também não deve ser levada tão a sério. É meio Schopenhauer com bossa. Não há mentira. Há surreal. O entorno todo é verdade pura, é o que vemos na vida e não o que é visto nos filmes, video clipes, ensaios fotográficos das musas e whatever else que a sociedade inventou para se satisfazer, mas nem precebe que, por ser inatingível, só a faz mais insatisfeita.
Geez... Pra alguém que supostamente deveria ganhar a vida com palavras eu sou muito ruim com elas, né? Mas enfim, whatever, aqui é só pra mim, eu não preciso voltar, revisar, re-escrever e tentar melhorar, me fazer entendido. Eu sei o que sinto e tal. Yeah. Louie. Sinistro. Mudando a minha vida. Achando tudo incrível. E o bizarro é que a parada que falei do Seinfeld se mantem, não era erro não. Tipo... não tem nada de novo, mas é tudo novo. Conceito teoricamente é a parada mais importante, mas na prática não, porque não tem conceito que aguente um delivery fraco, mas foda-se o conceito se o delivery for muito foda. O que a gente consome é o delivery e não o conceito. O conceito só existe pra fisgar a atenção e aí nessa guerra por eyeballs as emissoras e produtores audiovisuais (e os pretensos ~artistas~ também) acabam esquecendo disso e só se concentrando em "chamar atenção" dos espectadores que, quando se viram pra eles, percebem; putz, não tenho nada pra falar.
Louie tem MUITO a falar e isso que é o doido. Como é que as pessoas tem algo a falar numa época onde parece que tudo já foi falado. Eu pelo menos só tenho vontade de ver e ouvir - vê-se pela quantidade de posts que faço ultimamente, né? - então dá licença que vou put my money where my mouth is e ver a nova melhor parada do mundo pra mim: Louie.
Eu conheci o Louis C.K. numa época onde o Youtube era o melhor site do mundo (os anúncios e algoritmos destruiram um pouco ele, que ainda é foda, mas não fico mais com ele aberto o tempo todo) vendo pequenos trechos de stand up, participação no Conan etc. e pensei "nossa, esse cara é... diferente". Fresh. Quando rolou série dele parecia pule de 10 pra acontecer isso, mas nem deu tempo porque a HBO cancelou com uma temporada só o "Lucky Louie". Fiquei até aliviado, tipo "não preciso embarcar nessa". Se apaixonar e aficcionar por alguma coisa só é legal quando você já tá dentor da parada. Antes é necessário evitar. Ainda mais pra quem trabalha com isso. A gente se influencia muito. E é necessário e é bom, mas po, também ficar toda hora bolado com isso, sem sedimentar, mudando o tempo todo não dá. Então, haha que bom que você "falhou"! Menos uma série para me dedicar.
Aí ele foi pra FX fazer o "Louie" e po, a premissa é "Seinfeld" nos anos 2010... nada novo. E não deu certo a primeira vez no Lucky louie. Ah, deixa... essa aí nem vou ver.
Mas as temporadas foram passando, as pessoas falando que era muito bom... começou a entrar naquela zona que você não pode ignorar. Ok, lá vamos nós. Com a cara amarrada, sem saco, torcendo pra não clicar.
E pqp, não é tipo "uau, essa pode ser uma das melhores comédias de todos os tempos, hein?", acho que está acima disso. É papo de ser contender de melhor série de drama também. E de melhor filme, embora não seja filme. Acho que está acima das amarras de gênero, formato e até da arte. É vida. É necessário, é aula... é meio a sensação que tenho com The Wire. Acho que todo mundo tem que assistir isso, pra conseguir lidar com a vida melhor e ser uma pessoa melhor. Estou convencido que se o mundo assistir "Louie" conseguiremos alcançar a paz mundial. Tem que passar nas escolas e nas igrejas, nos canais de sacanagem e no horário político.
Acho foda como Louie é super realista e usa de artifícios surrealistas volta e meia (e eu amo) e não vende um conceito de felicidade impossível no mundo real. Louie não tem photoshop, saca? E sou um cara"o storyteller tem que dar esperança pras pessoas", mas como outcome da história, saca? Tipo, não tem porquê você contar uma história onde o cara vai, se esforça e no final se fode. Pra quê? A vida já é uma bosta. Pra quê dar essa liçãozinha? Vai se fuder! Mas eu (e a maioria dos storytellers e cultura como um todo) estamos sempre partindo de um mundo comum "bom, porém incompleto", onde algo acontece e muda tudo e o cara tem que lutar pra se melhorar. As "regras" são positivas, o outcome possivel. O irado do Louie é que o prêmio não vai ser super grana, uma gata gostosa, uma promoção. Life is shitty... but thats ok! Everyone's is. E também não deve ser levada tão a sério. É meio Schopenhauer com bossa. Não há mentira. Há surreal. O entorno todo é verdade pura, é o que vemos na vida e não o que é visto nos filmes, video clipes, ensaios fotográficos das musas e whatever else que a sociedade inventou para se satisfazer, mas nem precebe que, por ser inatingível, só a faz mais insatisfeita.
Geez... Pra alguém que supostamente deveria ganhar a vida com palavras eu sou muito ruim com elas, né? Mas enfim, whatever, aqui é só pra mim, eu não preciso voltar, revisar, re-escrever e tentar melhorar, me fazer entendido. Eu sei o que sinto e tal. Yeah. Louie. Sinistro. Mudando a minha vida. Achando tudo incrível. E o bizarro é que a parada que falei do Seinfeld se mantem, não era erro não. Tipo... não tem nada de novo, mas é tudo novo. Conceito teoricamente é a parada mais importante, mas na prática não, porque não tem conceito que aguente um delivery fraco, mas foda-se o conceito se o delivery for muito foda. O que a gente consome é o delivery e não o conceito. O conceito só existe pra fisgar a atenção e aí nessa guerra por eyeballs as emissoras e produtores audiovisuais (e os pretensos ~artistas~ também) acabam esquecendo disso e só se concentrando em "chamar atenção" dos espectadores que, quando se viram pra eles, percebem; putz, não tenho nada pra falar.
Louie tem MUITO a falar e isso que é o doido. Como é que as pessoas tem algo a falar numa época onde parece que tudo já foi falado. Eu pelo menos só tenho vontade de ver e ouvir - vê-se pela quantidade de posts que faço ultimamente, né? - então dá licença que vou put my money where my mouth is e ver a nova melhor parada do mundo pra mim: Louie.
quinta-feira, julho 30, 2015
Estou sem vontade pra nada, morto, going through the motions, zombie-like, fucking fighting my way through all that needs to be done, including this post. I feel like I've done too much, now the world needs to do it to me. I want it easy. I'm a big fucking baby. Fuck this post. Fuck you.
---
Este foi o último post que escrevi e nunca postei. Me deparei com ele quando entrei no blog pra escrever algo não muito diferente do que está escrito nele. There's nothing that I can say that I haven't thought before. Mas eu continuo pensando. Falando, talvez, menos.
Viver é um constante ato de teimosia.
---
Este foi o último post que escrevi e nunca postei. Me deparei com ele quando entrei no blog pra escrever algo não muito diferente do que está escrito nele. There's nothing that I can say that I haven't thought before. Mas eu continuo pensando. Falando, talvez, menos.
Viver é um constante ato de teimosia.
sexta-feira, maio 15, 2015
08/12/2013. Eu, Lucas, Alexandre, talvez o Millosz também. Chegando ao hotel já noite adentro. Diversos momentos de muita falação, xingamentos, lamentações. Muitos outros mais de silêncio.
Este era um desses. Talvez até por precaução. Não de vergonha de ouvir alguma gracinha; quem é Fluminense bota o escudo sobre o coração sem qualquer embaraço. Faz questão, tem orgulho em qualquer situação (e já vivemos todas elas). Precaução por cansaço mesmo.
Foi um ano longo e conturbado, que, para nós do Marketing, havia começado pouco depois de 11/11/2012, quando, logo após sermos campeões dentro e fora de campo, com a primeira campanha de marketing planejada que desafiou todos os sensos comuns politicamente corretos do futebol e do povo brasileiro (o "Decida o Tetr4") e, de peito aberto, bem à moda Fluminense, bancou um título lá de trás, perseverou e deu certo, ouvimos do Presidente e do Jackson - em uma reunião que achávamos que seria para apresentar nossos belos resultados; afinal era a primeira vez que fomos chamados pra conversar com a presidência, que deixava-nos sem qualquer intervenção (e apoio, mas estou focando na parte boa)! - que éramos acéfalos e tudo tava errado e tudo que tinha que mudar.
Após meia semana de "why even bother?", de uma Peterzada clássica de trazer de volta alguém só pra mandar embora de novo, foi uma chuva de trabalho intenso. Com as próprias minúsculas pernas - por 10 meses o Marketing se resumia a Eu, Alex, Lucas e Mari - sem ajuda do "poder", contra tudo e contra todos, de novo à moda Fluminense, fomos indo. Madrugadas bem gastas pra fazer em 2 semanas a então maior ação de marketing do futebol Brasileiro... que se tornou um "fiasco" graças aos joguinhos de poder ("Ocupação 41") do Jackson, à inoperância política da Flusócio, a maluquice do Peter e a nossa cabacice também.
Mas tudo bem, seguimos em frente. Fizemos Tricolor em toda Terra em diversos novos lugares. Estreitamos de vez os laços com o Departamento de futebol, cada vez mais aberto ao Marketing, mesmo com toda a dificuldade imposta pelo Jackson, que nos travou de novo por uns bons 3 meses com o Mickey e seu comercial de 110 mil (ou mais, estipulo) que mobilizou todo o time (literalmente) e nunca ganhou a luz do dia. Mas a gente era teimoso e fez um novo com o Fred, recém artilheiro e campeão da Copa das Confederações, no novo Maracanã (o primeiro clube a fazer e assim seguir o plano de "apropriação" da nova casa) por quase metade do preço (65 mil), verba que arrecadamos por meio das ginásticas financeiras GENIAIS que só a Mari consegue fazer. Fomos tirar "férias remuneradas" nos EUA, segundo o Jackson, para construir este caminho, hoje tão natural, de time mais conhecido na terra do Tio Sam. Sendo que as "férias remuneradas" não saíram de caixa ordinário do clube, afinal o Marketing nunca teve verba para trabalhar, todos projetos tinham os custos embutidos no orçamento, ou seja, partiam do zero-a-zero ou do lucro garantido. Nas viagens, e 2013 foi pródigo nisso, - eu sozinho viajei pra 5 países e 3 continentes - nem diárias de alimentação tínhamos. Tudo do nosso bolso pessoal. Mesmo assim ele era contra a ida do marketing pra essa intertemporada americana (que era só marketing, né?) e também contra a transmissão do amistoso contra o Orlando City. "Eis uma área claramente associada com a Flusócio. Seu sucesso significa meu fracasso", provavelmente pensava o Chefe da Casa Civil do Fluminense "pois o clube todo tem que perceber que tanto faz o presidente ou a corrente política: eu sou a peça chave que faz tudo funcionar. Travo e libero. Crio a dificuldade pra resolvê-la".
Neste caso, ele tinha assegurado um dinheiro para pagar a re-transmissão local para o SporTV poder passar o amistoso. Era uma daquelas transações "príncipe da Nigéria". Você dava 5 mil (uma fortuna) para retransmitirem de lá e o SporTV pagava 35 mil pelos direitos de passar esse feed aqui. Saímos do Brasil com tudo acertado entre as partes. Show. Aí, um dia antes, eles retiraram a verba para nos derrubar de novo, presumo. O "marketing marajá", viajando pros EUA só na curtição e nada pra torcida. Mas... tem o fator "não desistiremos da oportunidade, pois amamos o Fluminense" que fazia a diferença. Tavam acostumados com muita gente que estava na melhor situação profissional DA VIDA e não ía largar aquele osso por vontade própria nunca. A gente preferia se fuder do que fuder o Fluminense e os alicerces que podiam sustentar um Fluminense forte. Graças ao relacionamento, e a genero$idade/(in)sanidade do Rodrigo Caetano, o ex-Diretor Executivo de Futebol tirou do bolso a verba e o amistoso passou ao vivo pro Brasil, enquanto nenhum outro clube aparecia na mídia.
Enfim, tudo isso (e muito mais) pra dizer que... estávamos cansados. Por isso em silêncio.
Nos últimos 30 dias anteriores a este eu fui e voltei pra China pra fazer o especial da volta do Conca, fui pra São Paulo por conta das filmagens do meu longa "A esperança é a última que morre", o qual comecei a conciliar entre as duas ocupações e por fim fui pra Bahia para o jogo final, onde esperávamos filmar um desfecho épico de permanência do Fluminense na série A. Talvez tudo se salvasse aos 48 minutos. Não seria a primeira vez. Talvez existissem conexões entre o título do meu filme e o time no Campeonato Brasileiro. Talvez o roteiro deste ano de muito trabalho bom e bem feito, pudesse ser avaliado assim, pois, no mundo da bola, independente do que você faça, o trabalho fora de campo é tão bom quanto a quantidade de bolas que entram.
Mas não foi o que aconteceu. Samuel fez o gol que precisávamos, nos olhamos com os olhos cheios d'água, mas logo o jogo acabou e era mentira o que algum filho da puta falou no meio da excitação; não tinha gol do São Paulo. O jogo contra o Coritiba tinha acabado. O Fluminense tinha sido rebaixado.
A porta do elevador está quase se fechando. Eu penso que a piscina vai cair muito bem. Tudo que quero é flutuar. A gravidade tá bem pesada.
Uma mão interrompe o cessar da porta.
"Opa!"
Parece o Sorin. E não é porque eu estereotipo as pessoas. Era um argentino e parecia muito o Sorin. Mas não era.
Ele olha para nossos uniformes. Reconhece o escudo. Óbvio. Começa a reverenciar.
"El Flu! Soy de Boca!"
Qualquer tricolor - metido como só - sempre se anima quando ouve isso. Mas tudo que ele tirou da gente foram cumprimentos via sobrancelhas e sorriso de boca fechada. Amigável, mas... sem papo, ok?
Ele pergunta como tá o Flu. Ele tá de sacanagem? Ok, lá vamos nós ter que dar uma zoadinha no freguês e entrar naquela batalha tão do futebol entre "presente" x "passado". Mas... não. Ele genuinamente não tem idéia do que se passa. Caiu de para-quedas. Pergunta se temos chance de título. Explicamos o que aconteceu, só para pensarmos de novo: como é possível isso acontecer, sendo que há 12 meses atrás éramos campeões brasileiros?! Jogamos Libertadores até as quartas! What the fuck?!
O argentino xeneize diz ao abrir a porta do elevador "No, no puede. Muy grande para eso!" e completa "Se fosse con Boca, la hinchada invadia la cancha! Matava los jugadores. No puede cair." ou algo que minha habilidade espanhola não permite escrever, dizendo enfaticamente que se o Boca tivesse a chance de cair ou vacilar feiamente, eles não permitiriam acontecer. Invadiriam o campo e terminariam o jogo. Uma espécie de "lalalala não to vendo! não to ouvindo! lalala" ou, pra ficar no campo tricolor um "pior pros fatos" Rodriguiano.
A porta se fechou, demos tchau. Encontramos a Mari e flutuamos na piscina noturna. Fizemos planos para que o Flu re-encontrasse partes do Brasil que há anos não frequentava (Sampaio Correa e ABC-RNl! Copa do Brasil!). Mal sabíamos que 48 do segundo tempo tinha se tornado "pouco" drama pra quem já viveu tanto disso. O gol (contra) do Flamengo e da Portuguesa, só entrou 48 horas depois quando foi descoberto que ambos haviam escalado jogadores irregularmente. O Fluminense não caiu.
Duas semanas depois, eu pedi pra não renovar meu contrato com o Flu. Tinha cansado daquela vida. Acho que não tinha mais nada pra contribuir e oxigenar seria bom. Fui me dedicar a ser roteirista apenas. Não estou mais no Fluminense, mas o Fluminense está sempre em mim. E uma lição que ele me ensinou é a sempre se levantar após caír. Tipo Rocky. Chin up, você não deve nada a ninguém.
15/05/2015. Vendo o que aconteceu ontem no superclássico Boca x River, penso no hincha do elevador. Penso que o Boca não caiu até hoje. Penso que ele não estava de brincadeira no que falou; os torcedores não vão deixar cair. Nem mesmo tropeçar. Penso também que, assim, eles estão deixando de conhecer a verdadeira grandeza de seu time. Penso que não é qualquer um que consegue se levantar. E levantar. E levantar. Penso que amo o Fluminense. E pra sempre vou amar.
Este era um desses. Talvez até por precaução. Não de vergonha de ouvir alguma gracinha; quem é Fluminense bota o escudo sobre o coração sem qualquer embaraço. Faz questão, tem orgulho em qualquer situação (e já vivemos todas elas). Precaução por cansaço mesmo.
Foi um ano longo e conturbado, que, para nós do Marketing, havia começado pouco depois de 11/11/2012, quando, logo após sermos campeões dentro e fora de campo, com a primeira campanha de marketing planejada que desafiou todos os sensos comuns politicamente corretos do futebol e do povo brasileiro (o "Decida o Tetr4") e, de peito aberto, bem à moda Fluminense, bancou um título lá de trás, perseverou e deu certo, ouvimos do Presidente e do Jackson - em uma reunião que achávamos que seria para apresentar nossos belos resultados; afinal era a primeira vez que fomos chamados pra conversar com a presidência, que deixava-nos sem qualquer intervenção (e apoio, mas estou focando na parte boa)! - que éramos acéfalos e tudo tava errado e tudo que tinha que mudar.
Após meia semana de "why even bother?", de uma Peterzada clássica de trazer de volta alguém só pra mandar embora de novo, foi uma chuva de trabalho intenso. Com as próprias minúsculas pernas - por 10 meses o Marketing se resumia a Eu, Alex, Lucas e Mari - sem ajuda do "poder", contra tudo e contra todos, de novo à moda Fluminense, fomos indo. Madrugadas bem gastas pra fazer em 2 semanas a então maior ação de marketing do futebol Brasileiro... que se tornou um "fiasco" graças aos joguinhos de poder ("Ocupação 41") do Jackson, à inoperância política da Flusócio, a maluquice do Peter e a nossa cabacice também.
Mas tudo bem, seguimos em frente. Fizemos Tricolor em toda Terra em diversos novos lugares. Estreitamos de vez os laços com o Departamento de futebol, cada vez mais aberto ao Marketing, mesmo com toda a dificuldade imposta pelo Jackson, que nos travou de novo por uns bons 3 meses com o Mickey e seu comercial de 110 mil (ou mais, estipulo) que mobilizou todo o time (literalmente) e nunca ganhou a luz do dia. Mas a gente era teimoso e fez um novo com o Fred, recém artilheiro e campeão da Copa das Confederações, no novo Maracanã (o primeiro clube a fazer e assim seguir o plano de "apropriação" da nova casa) por quase metade do preço (65 mil), verba que arrecadamos por meio das ginásticas financeiras GENIAIS que só a Mari consegue fazer. Fomos tirar "férias remuneradas" nos EUA, segundo o Jackson, para construir este caminho, hoje tão natural, de time mais conhecido na terra do Tio Sam. Sendo que as "férias remuneradas" não saíram de caixa ordinário do clube, afinal o Marketing nunca teve verba para trabalhar, todos projetos tinham os custos embutidos no orçamento, ou seja, partiam do zero-a-zero ou do lucro garantido. Nas viagens, e 2013 foi pródigo nisso, - eu sozinho viajei pra 5 países e 3 continentes - nem diárias de alimentação tínhamos. Tudo do nosso bolso pessoal. Mesmo assim ele era contra a ida do marketing pra essa intertemporada americana (que era só marketing, né?) e também contra a transmissão do amistoso contra o Orlando City. "Eis uma área claramente associada com a Flusócio. Seu sucesso significa meu fracasso", provavelmente pensava o Chefe da Casa Civil do Fluminense "pois o clube todo tem que perceber que tanto faz o presidente ou a corrente política: eu sou a peça chave que faz tudo funcionar. Travo e libero. Crio a dificuldade pra resolvê-la".
Neste caso, ele tinha assegurado um dinheiro para pagar a re-transmissão local para o SporTV poder passar o amistoso. Era uma daquelas transações "príncipe da Nigéria". Você dava 5 mil (uma fortuna) para retransmitirem de lá e o SporTV pagava 35 mil pelos direitos de passar esse feed aqui. Saímos do Brasil com tudo acertado entre as partes. Show. Aí, um dia antes, eles retiraram a verba para nos derrubar de novo, presumo. O "marketing marajá", viajando pros EUA só na curtição e nada pra torcida. Mas... tem o fator "não desistiremos da oportunidade, pois amamos o Fluminense" que fazia a diferença. Tavam acostumados com muita gente que estava na melhor situação profissional DA VIDA e não ía largar aquele osso por vontade própria nunca. A gente preferia se fuder do que fuder o Fluminense e os alicerces que podiam sustentar um Fluminense forte. Graças ao relacionamento, e a genero$idade/(in)sanidade do Rodrigo Caetano, o ex-Diretor Executivo de Futebol tirou do bolso a verba e o amistoso passou ao vivo pro Brasil, enquanto nenhum outro clube aparecia na mídia.
Enfim, tudo isso (e muito mais) pra dizer que... estávamos cansados. Por isso em silêncio.
Nos últimos 30 dias anteriores a este eu fui e voltei pra China pra fazer o especial da volta do Conca, fui pra São Paulo por conta das filmagens do meu longa "A esperança é a última que morre", o qual comecei a conciliar entre as duas ocupações e por fim fui pra Bahia para o jogo final, onde esperávamos filmar um desfecho épico de permanência do Fluminense na série A. Talvez tudo se salvasse aos 48 minutos. Não seria a primeira vez. Talvez existissem conexões entre o título do meu filme e o time no Campeonato Brasileiro. Talvez o roteiro deste ano de muito trabalho bom e bem feito, pudesse ser avaliado assim, pois, no mundo da bola, independente do que você faça, o trabalho fora de campo é tão bom quanto a quantidade de bolas que entram.
Mas não foi o que aconteceu. Samuel fez o gol que precisávamos, nos olhamos com os olhos cheios d'água, mas logo o jogo acabou e era mentira o que algum filho da puta falou no meio da excitação; não tinha gol do São Paulo. O jogo contra o Coritiba tinha acabado. O Fluminense tinha sido rebaixado.
A porta do elevador está quase se fechando. Eu penso que a piscina vai cair muito bem. Tudo que quero é flutuar. A gravidade tá bem pesada.
Uma mão interrompe o cessar da porta.
"Opa!"
Parece o Sorin. E não é porque eu estereotipo as pessoas. Era um argentino e parecia muito o Sorin. Mas não era.
Ele olha para nossos uniformes. Reconhece o escudo. Óbvio. Começa a reverenciar.
"El Flu! Soy de Boca!"
Qualquer tricolor - metido como só - sempre se anima quando ouve isso. Mas tudo que ele tirou da gente foram cumprimentos via sobrancelhas e sorriso de boca fechada. Amigável, mas... sem papo, ok?
Ele pergunta como tá o Flu. Ele tá de sacanagem? Ok, lá vamos nós ter que dar uma zoadinha no freguês e entrar naquela batalha tão do futebol entre "presente" x "passado". Mas... não. Ele genuinamente não tem idéia do que se passa. Caiu de para-quedas. Pergunta se temos chance de título. Explicamos o que aconteceu, só para pensarmos de novo: como é possível isso acontecer, sendo que há 12 meses atrás éramos campeões brasileiros?! Jogamos Libertadores até as quartas! What the fuck?!
O argentino xeneize diz ao abrir a porta do elevador "No, no puede. Muy grande para eso!" e completa "Se fosse con Boca, la hinchada invadia la cancha! Matava los jugadores. No puede cair." ou algo que minha habilidade espanhola não permite escrever, dizendo enfaticamente que se o Boca tivesse a chance de cair ou vacilar feiamente, eles não permitiriam acontecer. Invadiriam o campo e terminariam o jogo. Uma espécie de "lalalala não to vendo! não to ouvindo! lalala" ou, pra ficar no campo tricolor um "pior pros fatos" Rodriguiano.
A porta se fechou, demos tchau. Encontramos a Mari e flutuamos na piscina noturna. Fizemos planos para que o Flu re-encontrasse partes do Brasil que há anos não frequentava (Sampaio Correa e ABC-RNl! Copa do Brasil!). Mal sabíamos que 48 do segundo tempo tinha se tornado "pouco" drama pra quem já viveu tanto disso. O gol (contra) do Flamengo e da Portuguesa, só entrou 48 horas depois quando foi descoberto que ambos haviam escalado jogadores irregularmente. O Fluminense não caiu.
Duas semanas depois, eu pedi pra não renovar meu contrato com o Flu. Tinha cansado daquela vida. Acho que não tinha mais nada pra contribuir e oxigenar seria bom. Fui me dedicar a ser roteirista apenas. Não estou mais no Fluminense, mas o Fluminense está sempre em mim. E uma lição que ele me ensinou é a sempre se levantar após caír. Tipo Rocky. Chin up, você não deve nada a ninguém.
15/05/2015. Vendo o que aconteceu ontem no superclássico Boca x River, penso no hincha do elevador. Penso que o Boca não caiu até hoje. Penso que ele não estava de brincadeira no que falou; os torcedores não vão deixar cair. Nem mesmo tropeçar. Penso também que, assim, eles estão deixando de conhecer a verdadeira grandeza de seu time. Penso que não é qualquer um que consegue se levantar. E levantar. E levantar. Penso que amo o Fluminense. E pra sempre vou amar.
quarta-feira, março 04, 2015
Tem uns sensos-comuns por aí que prestam um desserviço tão grande...
Minha implicância da semana é com o "o inferno está cheio de boas intenções". Cara, no estado que o nosso mundo está, as pessoas deveriam levar em consideração a boa intenção sim. Somos seres humanos; parem de esperar que todo mundo seja perfeito e falem exatamente o que você acha que deveria ser dito e valorizem o que está tentando ser feito através daquela ação.
Vi que houve grupos que maldizeram o discurso da Patricia Arquette no Oscar porque ela não falou exatamente correto o que deveria ser dito. Argh. Ela poderia ter cagado pra isso, agradecido o agente dela, que garante contra-cheques altos (qual a diferença de um homem ganhar +x que ela, quando ela ganha mais do que o necessário de x's?) e pronto. Ela resolveu, da melhor maneira que conseguiu (eloquência e nervos no momento), jogar luz sobre um assunto importante, que raramente tem vez naquele determinado lugar. Não deveria ser elogiada por isso? Diferente dela, que "criou" algo do zero; há boa intenção em quem critica uma boa ação (independente de sua eficácia)?
É tudo muito complicado no ao vivo, na relação com o mundo, seja em uma conversa entre amigos, onde deslizes acontecem... imagina em frente à milhões de pessoas! O uso apropriado das palavras, os termos (politicamente) "corretos", o vocabulário adequado que está em constante mudança ... mostremos mais compaixão! Quando alguém faz isso comigo, eu tento rapidamente tirar a pessoa da forca, talvez até "corrigir", mas entrar na piada e na boa aliviar o clima. A não ser que seja intencional a "ofensa", a pessoa não faz por mal... é tudo muito complicado e o ser humano está muito suscetível à ofensa nesses tempos. Mas tem gente que não; que parece que fala "Opa! Agora eu posso cobrar uma injustiça!" e se embui no papel de paladino da moral, com uma espécie paradoxal de "direito a resposta" (pra não dizer sessão de punição vexatória) em cima da ignorância desajeitada de alguém. Já escrevi sobre isso aqui e cada vez mais penso isso: não ensinemos nossos filhos a serem "críticos" e sim a serem gentis.
Minha implicância da semana é com o "o inferno está cheio de boas intenções". Cara, no estado que o nosso mundo está, as pessoas deveriam levar em consideração a boa intenção sim. Somos seres humanos; parem de esperar que todo mundo seja perfeito e falem exatamente o que você acha que deveria ser dito e valorizem o que está tentando ser feito através daquela ação.
Vi que houve grupos que maldizeram o discurso da Patricia Arquette no Oscar porque ela não falou exatamente correto o que deveria ser dito. Argh. Ela poderia ter cagado pra isso, agradecido o agente dela, que garante contra-cheques altos (qual a diferença de um homem ganhar +x que ela, quando ela ganha mais do que o necessário de x's?) e pronto. Ela resolveu, da melhor maneira que conseguiu (eloquência e nervos no momento), jogar luz sobre um assunto importante, que raramente tem vez naquele determinado lugar. Não deveria ser elogiada por isso? Diferente dela, que "criou" algo do zero; há boa intenção em quem critica uma boa ação (independente de sua eficácia)?
É tudo muito complicado no ao vivo, na relação com o mundo, seja em uma conversa entre amigos, onde deslizes acontecem... imagina em frente à milhões de pessoas! O uso apropriado das palavras, os termos (politicamente) "corretos", o vocabulário adequado que está em constante mudança ... mostremos mais compaixão! Quando alguém faz isso comigo, eu tento rapidamente tirar a pessoa da forca, talvez até "corrigir", mas entrar na piada e na boa aliviar o clima. A não ser que seja intencional a "ofensa", a pessoa não faz por mal... é tudo muito complicado e o ser humano está muito suscetível à ofensa nesses tempos. Mas tem gente que não; que parece que fala "Opa! Agora eu posso cobrar uma injustiça!" e se embui no papel de paladino da moral, com uma espécie paradoxal de "direito a resposta" (pra não dizer sessão de punição vexatória) em cima da ignorância desajeitada de alguém. Já escrevi sobre isso aqui e cada vez mais penso isso: não ensinemos nossos filhos a serem "críticos" e sim a serem gentis.
segunda-feira, março 02, 2015
Não sei a quanto tempo que venho batalhando contra a depressão. Talvez se analisar pode já ter aparecido antes (ou sei la, se nasce assim?), mas só a reparei/a aceitei há 5 anos, mais ou menos. É um sentimento tão devastadoramente vazio. Fico pensando o que é melhor; ser plenamente consciente desta patologia ou ignorante a ela. Ou; qual a diferença entre bosta e merda?
Acho que todo mundo que sofre deste mal tem essa impressão de que nada pode de fato curá-lo. E acho que não pode mesmo. Só terminá-la; morrendo. Mas morrer é estúpido. Então é apenas um grande e inútil saco. Talvez você administre ou até esqueça por alguns momentos. Mas o corpo/mente tem um jeito escroto de te cutucar e falar "just so you know; still here, not leaving. Ever".
E ainda tem as outras pessoas. Como é ruim envolver as outras pessoas. AIDS se não sabem a cura, sabem a causa. E nessa nossa necessidade humana de entender tudo, de fazer relações entre coisas (a gente liga tres pontos e faz formas humanas; fofo e patetico, nao?) não saber NADA é desesperador. Depressão simplesmente não sabemos NADA. Todo mundo é diferente. Os outros ficam vendidos sem saber como ajudar, e ai se cobram e se não internaliza e os aproxima deste sentimento de (auto)desprezo, acaba saindo pela culatra e virando cobrança com o depremido. É simplesmente um ciclo de destruição de tudo ao seu redor. Um furacão, onde o deprimido estâ no olho do furacão e quem não correr será sugado e arremessado.
É possível sim felicidade co-existir com depressão. Pra mim depressão é tipo um parasita. Ele está alojado em algum lugar, agindo sempre que dá (as vezes ate produtivamente). Mas vende-se o preto e branco. E aí os outros acham que não são bons o suficiente, que o que eles dão de "amor" nao é o suficiente. É, mas são registros diferentes. E ai so ficamos mais depres com tudo e os outros também e olha aí o furacão e....
É apenas MUITO cansativo.
Acho que todo mundo que sofre deste mal tem essa impressão de que nada pode de fato curá-lo. E acho que não pode mesmo. Só terminá-la; morrendo. Mas morrer é estúpido. Então é apenas um grande e inútil saco. Talvez você administre ou até esqueça por alguns momentos. Mas o corpo/mente tem um jeito escroto de te cutucar e falar "just so you know; still here, not leaving. Ever".
E ainda tem as outras pessoas. Como é ruim envolver as outras pessoas. AIDS se não sabem a cura, sabem a causa. E nessa nossa necessidade humana de entender tudo, de fazer relações entre coisas (a gente liga tres pontos e faz formas humanas; fofo e patetico, nao?) não saber NADA é desesperador. Depressão simplesmente não sabemos NADA. Todo mundo é diferente. Os outros ficam vendidos sem saber como ajudar, e ai se cobram e se não internaliza e os aproxima deste sentimento de (auto)desprezo, acaba saindo pela culatra e virando cobrança com o depremido. É simplesmente um ciclo de destruição de tudo ao seu redor. Um furacão, onde o deprimido estâ no olho do furacão e quem não correr será sugado e arremessado.
É possível sim felicidade co-existir com depressão. Pra mim depressão é tipo um parasita. Ele está alojado em algum lugar, agindo sempre que dá (as vezes ate produtivamente). Mas vende-se o preto e branco. E aí os outros acham que não são bons o suficiente, que o que eles dão de "amor" nao é o suficiente. É, mas são registros diferentes. E ai so ficamos mais depres com tudo e os outros também e olha aí o furacão e....
É apenas MUITO cansativo.
domingo, fevereiro 08, 2015
Saudade daquela sensação de ir deitar sem se preocupar com quando acordar, com o dia de amanhã. E de dormir de tarde, de bobeira, vendo tv. E ninguém se importar - especialmente você mesmo não se importar - de estar "perdendo" tempo ao não fazer nada. Você tem sua vida toda pela frente.
Tenho a sensação que estas sensações nunca mais vão voltar.
Talvez apenas a da tv a tarde.
Talvez apenas a da tv a tarde.
terça-feira, janeiro 06, 2015
Essa vida é muito boa.
Mas o que é essa euforia? É felicidade ou é colateral de depressão/bipolaridade?
É o corpo humano ativando mecanismos de auto-defesa? Ou de auto-destruição? Quando que a chavinha vira de instinto animal para racionalidade humana?
Eu não sei e essa é a beleza. Aproveito enquanto sinto o que sinto, pois no final das contas sou muito pequeno; é sempre o sentimento que me possui e não o contrário.
Mas o que é essa euforia? É felicidade ou é colateral de depressão/bipolaridade?
É o corpo humano ativando mecanismos de auto-defesa? Ou de auto-destruição? Quando que a chavinha vira de instinto animal para racionalidade humana?
Eu não sei e essa é a beleza. Aproveito enquanto sinto o que sinto, pois no final das contas sou muito pequeno; é sempre o sentimento que me possui e não o contrário.
quinta-feira, dezembro 18, 2014
Como alguém que divide a vida com uma pessoa de família Cubana fiquei extremamente tocado com a notícia da retomada de relações diplomáticas entre EUA e Cuba. Cada um com suas convicções à distância, mas eu percebo de perto o quanto a Ditadura Castro e o consequente embargo influíram negativamente pra história da família dela. Não que isso os tenha impedido de nada. Guerreiros, pegaram todos os limões azedos que a vida deu e tomaram limonada e caipirinha pra caramba. Se bobear, de tão especiais que são, fizeram também umas tortas de limão (com um toque de banana, pois eles colocam banana em tudo que é comida).
Na empolgação da notícia, acordei Luisa pra dar os parabéns. Ela apenas reclamou que eu tinha a acordado. Disse que soubera mais cedo. Eu, que fiquei o dia todo na rua, só vi agora de noite ao abrir o Twitter. Perguntei se ela tinha noção do que aquilo representava. Ela ficou um longo tempo em silêncio até que percebi que ela já estava dormindo de novo. Sorri, dei-lhe um beijinho e fiquei pensando “mas afinal, O QUE isso representa?”.
Sempre me fascinou o quanto minha namorada conhece a si própria. Ela sabe quem é; seus limites, forças e fraquezas. E percebo isso em cada um dos Acostas que conheci e – pra você entender como é triste isso tudo - eu conheço TODOS os Acosta. Mas há uma parte de si que alguns deles não conhecem e, de certa forma, não tinham o “direito” de (re)conhecer sem culpa, sem mágoa, sem medo: a sua origem. Agora eles podem. Se vão ter vontade ou se vão preferir dormir é escolha deles, ninguém tem nada com isso. Mas graças a revisão dessa briga cinqüentenária, o lugar de onde eles vieram não está mais isolado e não os isola mais. Cuba livre. Acosta livre.
Muita gente vai perder um time de futebol com esse acontecimento – não sem antes assegurar que quem saiu vitorioso foi o time dele e não o adversário! – mas minha família ganhou exatamente a paz do fim de uma briga. A paz de saber que não há mal que dure pra sempre. Que boa fé e pouco orgulho fazem uma boa dupla tal qual banana e basicamente qualquer outro ingrediente que você tiver na cozinha.
Na empolgação da notícia, acordei Luisa pra dar os parabéns. Ela apenas reclamou que eu tinha a acordado. Disse que soubera mais cedo. Eu, que fiquei o dia todo na rua, só vi agora de noite ao abrir o Twitter. Perguntei se ela tinha noção do que aquilo representava. Ela ficou um longo tempo em silêncio até que percebi que ela já estava dormindo de novo. Sorri, dei-lhe um beijinho e fiquei pensando “mas afinal, O QUE isso representa?”.
Sempre me fascinou o quanto minha namorada conhece a si própria. Ela sabe quem é; seus limites, forças e fraquezas. E percebo isso em cada um dos Acostas que conheci e – pra você entender como é triste isso tudo - eu conheço TODOS os Acosta. Mas há uma parte de si que alguns deles não conhecem e, de certa forma, não tinham o “direito” de (re)conhecer sem culpa, sem mágoa, sem medo: a sua origem. Agora eles podem. Se vão ter vontade ou se vão preferir dormir é escolha deles, ninguém tem nada com isso. Mas graças a revisão dessa briga cinqüentenária, o lugar de onde eles vieram não está mais isolado e não os isola mais. Cuba livre. Acosta livre.
Muita gente vai perder um time de futebol com esse acontecimento – não sem antes assegurar que quem saiu vitorioso foi o time dele e não o adversário! – mas minha família ganhou exatamente a paz do fim de uma briga. A paz de saber que não há mal que dure pra sempre. Que boa fé e pouco orgulho fazem uma boa dupla tal qual banana e basicamente qualquer outro ingrediente que você tiver na cozinha.
sábado, dezembro 13, 2014
Artur, não fique com ciúmes, mas estou começando outro blog. Você sempre foi tranqui com ciúmes, nunca foi meu único blog e esse novo só vai ao ar no começo do próximo ano, mas achei melhor te avisar, uma vez que (já estou dando e) darei mais atenção a ele do que a você.
Sei lá, resolvi avisar, você tá ficando velho e bobo, de repente fica achando que eu devia dar mais atenção pra você. É verdade que este novo blog terá sim postagens que te farão inveja, uma vez que serão quase diárias, possivelmente superando até mesmo o seu segundo ano de vida (2003).
Acontece que o blog novo é uma necessidade profissional, pois meu meio é muito complicado, então bolei esta idéia de criar um blog para que construamos(!) um ponto de congregação de roteiristas, de nivelação de práticas - não pautadas por mim, mas pela discussão propiciada por este encontro -; um blog sobre a indústria audiovisual brasileira sob a ótica do roteirista. Baseada nas minhas experiências etc. Janeiro de 2015! Estou botando muita fé e me empenhando muito para fornecer um conteúdo maneiro sobre roteiro e audiovisual e lances e vai ser muito legal! Se bobear legal até para a nossa relação, pois, entrando todo dia no blogger, posso acabar olhando pra você ali na mesma árvore genealógica e falar "Sabe de uma coisa? Só meu primogênito vai me entender nessa questão pessoal. Vou falar com ele, que não me cobra pesquisa, não me cobra escrita perfeita, sequenciamento de idéias lógico... he's my guy!".
Olha que doideira! É tipo a descida da montanha de Abraão e seu filho, não mais pai e filho e sim amigos! Que nem no nosso momento/post mais legal, back in 2004! Mas não é full circle! Nunca será. Quando eu me for, você continuará aqui e me eternizará!
FMZ? BLZ!
Sei lá, resolvi avisar, você tá ficando velho e bobo, de repente fica achando que eu devia dar mais atenção pra você. É verdade que este novo blog terá sim postagens que te farão inveja, uma vez que serão quase diárias, possivelmente superando até mesmo o seu segundo ano de vida (2003).
Acontece que o blog novo é uma necessidade profissional, pois meu meio é muito complicado, então bolei esta idéia de criar um blog para que construamos(!) um ponto de congregação de roteiristas, de nivelação de práticas - não pautadas por mim, mas pela discussão propiciada por este encontro -; um blog sobre a indústria audiovisual brasileira sob a ótica do roteirista. Baseada nas minhas experiências etc. Janeiro de 2015! Estou botando muita fé e me empenhando muito para fornecer um conteúdo maneiro sobre roteiro e audiovisual e lances e vai ser muito legal! Se bobear legal até para a nossa relação, pois, entrando todo dia no blogger, posso acabar olhando pra você ali na mesma árvore genealógica e falar "Sabe de uma coisa? Só meu primogênito vai me entender nessa questão pessoal. Vou falar com ele, que não me cobra pesquisa, não me cobra escrita perfeita, sequenciamento de idéias lógico... he's my guy!".
Olha que doideira! É tipo a descida da montanha de Abraão e seu filho, não mais pai e filho e sim amigos! Que nem no nosso momento/post mais legal, back in 2004! Mas não é full circle! Nunca será. Quando eu me for, você continuará aqui e me eternizará!
FMZ? BLZ!
quinta-feira, dezembro 11, 2014
Eu sigo no instagram um Chinês que conheci em frente ao Tian He Stadium quando estava fazendo o especial da volta de Dario Conca em Guangzhou e me intriga muito o fato de que ele tem apenas 21 seguidores. VINTE UM! E eu sou um deles!
Ele é tipo o Flamengo do Instagram. He's in fucking China, man! Como pode só ter 21 seguidores?! Eu tenho certeza que ele conhece mais gente que isso! Cada vez que ele posta uma foto e vem só 3 likes (meu incluso) me dá um nervoso. Este blog que eu nunca divulguei tem centenas de hit a mais que isso. Por que, Deus? Por que?! Eu não consigo entender e fico tentando encontrar motivos que expliquem o misterioso instagram minguado de Zhang Better.
O feed não é horrível; tem uma porção de gente (feia) que só posta selfie e chapolim sincero e mesmo assim tem mais seguidores que ele. Pra dizer a verdade, é até interessante; tem fotos dele com jogadores/treinadores famosos (já que ele é repórter de um grande site de esportes da China). Rola umas fotos de comidas interessantes (talvez pra mim que seja ocidental, mas enfim... de toda forma aqui no Brasil também seguimos e curtimos pessoas que tiram fotos de sua comida ocidental; então qual é a desculpa pros amigos chineses não seguirem/curtirem?) Também não é o fato dele ser uma pessoa desinteressante, com dificuldade social - embora até ache, pelo breve tempo que conversamos aquele dia, que ele seja -afinal de contas, eu, por exemplo, tenho alguns seguidores que não conheço e não me conhecem, possíveis bots, até. Porra, não tem nenhum bot na China? Nenhum "troco likes", "sdv"?!
Será que a China é um caso daqueles de "sozinho na multidão"?
Não consigo nem filosofar tamanha a minha angústia; I wanna make a better Zhang Better instagram profile! Esse vai ser meu criança esperança do fim do ano! Ajudem-me!
Vamos popularizar este pobre chinês! Sigam ele em @zbetter17
Ele é tipo o Flamengo do Instagram. He's in fucking China, man! Como pode só ter 21 seguidores?! Eu tenho certeza que ele conhece mais gente que isso! Cada vez que ele posta uma foto e vem só 3 likes (meu incluso) me dá um nervoso. Este blog que eu nunca divulguei tem centenas de hit a mais que isso. Por que, Deus? Por que?! Eu não consigo entender e fico tentando encontrar motivos que expliquem o misterioso instagram minguado de Zhang Better.
O feed não é horrível; tem uma porção de gente (feia) que só posta selfie e chapolim sincero e mesmo assim tem mais seguidores que ele. Pra dizer a verdade, é até interessante; tem fotos dele com jogadores/treinadores famosos (já que ele é repórter de um grande site de esportes da China). Rola umas fotos de comidas interessantes (talvez pra mim que seja ocidental, mas enfim... de toda forma aqui no Brasil também seguimos e curtimos pessoas que tiram fotos de sua comida ocidental; então qual é a desculpa pros amigos chineses não seguirem/curtirem?) Também não é o fato dele ser uma pessoa desinteressante, com dificuldade social - embora até ache, pelo breve tempo que conversamos aquele dia, que ele seja -afinal de contas, eu, por exemplo, tenho alguns seguidores que não conheço e não me conhecem, possíveis bots, até. Porra, não tem nenhum bot na China? Nenhum "troco likes", "sdv"?!
Será que a China é um caso daqueles de "sozinho na multidão"?
Não consigo nem filosofar tamanha a minha angústia; I wanna make a better Zhang Better instagram profile! Esse vai ser meu criança esperança do fim do ano! Ajudem-me!
Vamos popularizar este pobre chinês! Sigam ele em @zbetter17
quarta-feira, novembro 26, 2014
Pode ser a neura natural do prazo alinhado ao calor e o fato que não saio de casa (por causa do prazo) e o contador é o contador, e tem um ventilador no meu saco porque tá muito úmido e não consigo não ficar suado nessa área (gross but true) e o maldito banco não manda um email e toda hora brigo com a Luisa e os dois lados tem razão e eu tenho até sexta pro contador mandar os cálculos pra eu poder agitar isso com o Calvito e isso atrapalha a escritura do roteiro e o prazo é dia 12 e dia 5 tem o casamento do meu irmão e é em São Luiz e 25 mil não vai dar pra nada porque eu tenho aluguel atrasado e esse prédio/apartamento não vale o custo do aluguel, mas começou a chuver aquela chuva de verão que refresca quase nada e eu não consigo pensar outra coisa que não:
A vida é um milagre
A vida é um milagre
sábado, setembro 27, 2014
Trintão, Trintão: todo bichado, corno, brocha e babão.
Claro que é ingênuo falar com tão pouco tempo decorrido, mas to achando muito tranquilo, quase legal, ser um trintão.
A dificuldade, para mim, foi um período que se iniciou forte nos 26 e foi suavizando até chegar a esse ponto (30), no qual estou achando tudo sôci-tranqui. Um alívio, até...
Ok, talvez essa época tenha sido acentuada por conta de coisas que aconteceram na minha vida e não seja uma coisa de fato da idade em si, mas pensando bem tem uma lógica: até os 25 quase todas as idades "adultas" tem carisma:
18 - dur.
19 - você já não é um novato em ser maior de idade.
20 - wow, tipo, você é de fato um adulto! Acabou o Teen. Duas decádas. Número cheio.
21 - em qualquer lugar do mundo você já pode ser preso.
22 - dois patinhos na lagoa, a idade do louco etc.
23 - a única idade que é repetida, que nego quer ter duas vezes (ver próximo)
24 - ahhhh viadooo! (também conhecido como 23# ou 23+1)
25 - irado. número cheio.
E aí chega o 26... putz, agora é uma contagem para os 30. Você está mais próximo dos 30 do que dos 20. É aqui que a quarterlife crisis reside forte. Você saca que há uma responsabilidade real e o mundo não te leva a sério o suficiente ainda. Você corta um dobrado pra que te incluam/considerem em algumas coisas. Estou sozinho ou alguém se identifica?
E, pior, no meu caso: eu tenho muita cara de criança. 26-29, mesmo sendo "velho" ou "experiente" para uma porção de coisas, não era forte o suficiente para vencer alguns preconceitos. "Você é muito novo pra entender isso", "onde você estudou isso?". Mesmo que eu já estivesse no mercado de trabalho há 20 anos (mais do que vários interlocutores), mesmo que eu morasse sozinho e soubesse o que é prover pra mim e pra outros há anos...
Agora, com 30, parece diferente. Sinto uma imponência sim. Eu tenho 30 anos. Eu sei o que to falando. A cara de garoto é finalmente um trunfo. O interlocutor fica "Caceta! 30 anos e conservado..."; uma mistura de fascínio/desejo com respeito. É um pouco aquela história de que o pior lugar para você estar é a um passo do fim do poço, porque quando você está no fundo do poço, não há nada pra fazer além de subir. Então, the cat is out of the bag. You are officially old (haha que exagero, mas é pra get the point). Sinto-me mais tranquilo, na real. Agora é só aproveitar, não tem o que fazer.
Enfim, é legal porque estou aqui, mas em verdade acho uma puta babaquice a importância que se dá a "cabelos brancos". Tem gente que vive há muito e não viveu nada. Que ficou velho antes de ficar sábio. O filho tem que matar o pai, ainda acho disso.
Claro que é ingênuo falar com tão pouco tempo decorrido, mas to achando muito tranquilo, quase legal, ser um trintão.
A dificuldade, para mim, foi um período que se iniciou forte nos 26 e foi suavizando até chegar a esse ponto (30), no qual estou achando tudo sôci-tranqui. Um alívio, até...
Ok, talvez essa época tenha sido acentuada por conta de coisas que aconteceram na minha vida e não seja uma coisa de fato da idade em si, mas pensando bem tem uma lógica: até os 25 quase todas as idades "adultas" tem carisma:
18 - dur.
19 - você já não é um novato em ser maior de idade.
20 - wow, tipo, você é de fato um adulto! Acabou o Teen. Duas decádas. Número cheio.
21 - em qualquer lugar do mundo você já pode ser preso.
22 - dois patinhos na lagoa, a idade do louco etc.
23 - a única idade que é repetida, que nego quer ter duas vezes (ver próximo)
24 - ahhhh viadooo! (também conhecido como 23# ou 23+1)
25 - irado. número cheio.
E aí chega o 26... putz, agora é uma contagem para os 30. Você está mais próximo dos 30 do que dos 20. É aqui que a quarterlife crisis reside forte. Você saca que há uma responsabilidade real e o mundo não te leva a sério o suficiente ainda. Você corta um dobrado pra que te incluam/considerem em algumas coisas. Estou sozinho ou alguém se identifica?
E, pior, no meu caso: eu tenho muita cara de criança. 26-29, mesmo sendo "velho" ou "experiente" para uma porção de coisas, não era forte o suficiente para vencer alguns preconceitos. "Você é muito novo pra entender isso", "onde você estudou isso?". Mesmo que eu já estivesse no mercado de trabalho há 20 anos (mais do que vários interlocutores), mesmo que eu morasse sozinho e soubesse o que é prover pra mim e pra outros há anos...
Agora, com 30, parece diferente. Sinto uma imponência sim. Eu tenho 30 anos. Eu sei o que to falando. A cara de garoto é finalmente um trunfo. O interlocutor fica "Caceta! 30 anos e conservado..."; uma mistura de fascínio/desejo com respeito. É um pouco aquela história de que o pior lugar para você estar é a um passo do fim do poço, porque quando você está no fundo do poço, não há nada pra fazer além de subir. Então, the cat is out of the bag. You are officially old (haha que exagero, mas é pra get the point). Sinto-me mais tranquilo, na real. Agora é só aproveitar, não tem o que fazer.
Enfim, é legal porque estou aqui, mas em verdade acho uma puta babaquice a importância que se dá a "cabelos brancos". Tem gente que vive há muito e não viveu nada. Que ficou velho antes de ficar sábio. O filho tem que matar o pai, ainda acho disso.
sexta-feira, setembro 12, 2014
Oh Fortuna,
como a lua, és mutável.
Sempre crescendo e minguando.
Oh Vida odiosa,
primeiro oprime
depois cura.
Pra brincar com a mente,
a miséria e o poder,
como gelo, ela os funde.
como a lua, és mutável.
Sempre crescendo e minguando.
Oh Vida odiosa,
primeiro oprime
depois cura.
Pra brincar com a mente,
a miséria e o poder,
como gelo, ela os funde.
Oh Destino,
monstruoso e vazio.
Você, roda volúvel, é maldoso.
A felicidade é vã
e sempre dissolve-se a nada,
nebulosa e velada,
a mim você empesteou também.
Agora, por prazer,
me entrego a ti, despido, para vossa perversidade.
monstruoso e vazio.
Você, roda volúvel, é maldoso.
A felicidade é vã
e sempre dissolve-se a nada,
nebulosa e velada,
a mim você empesteou também.
Agora, por prazer,
me entrego a ti, despido, para vossa perversidade.
Oh Sorte,
na saúde e na virtude,
estás contra mim.
Dá e tira, me escraviza.
Então, à essa hora, sem demora
tange a corda vibrante;
já que a sorte abate o forte,
todos lacrimejarão comigo.
sexta-feira, agosto 08, 2014
Passando pela praça um grupo de meninos e meninas joga um jogo tipo salada mista. Um fala: "porra! mas eu só beijei homem até agora!".
Sei que deve ser foda não poder viver isso "em vida", mas é o que sempre digo: a aceitação/liberdade de preferência sexual é inevitável. Já não é uma questão para a geração mais nova. Cedo ou tarde vai estar em todos os lugares, em todas as camadas geracionais.
Há que se entender as gerações mais velhas. Eles quase can't help themselves. Forçá-los a "aceitar" não é certo. Tem que se colocar acima disso. Afinal, carinho e compreensão impostos também não são carinho e compreensão. And hey; they'll die. Pretty soon.
Eu sei, eu sei... é errado! Por que você deveria se beijar escondido quando casais héteros beijam sem embaraço numa rua movimentada? Eu acho que vocês deviam, mas pra mim é fácil porque não seria eu que sofreria diretamente com as infelizes consequências disso. Quanta coisa que obviamente é errada já foi certo? Aliás, beijar em rua movimentada já foi considerado errado (sem ser pelo gênero e sim pelo ato). É muito difícil rever algo que foi passado como certo. Imagina se falam que na verdade azul é amarelo. Niggaz would FREAK OUT!
O que quero dizer é: há que se entender o estado do mundo e viver de acordo com ele. Não to falando que não se deve lutar por isso. Aliás, não estou falando para ninguém o que fazer, apenas refletinho. Minhas convicções são minhas, não gosto de força-las à ninguém: liberdade é liberdade pra sim e pra não, pra qualquer opção (e não to querendo dar indireta com isso. Curiosamente a la Reverendo ela podia servir para o pró-gay e pro contra). Sei lá, na verdade o que quero dizer. Pros meus amigos, que sei que sofrem em pequena escala o que mais gente sofre e para os quais torço muito (pois sou o maior torcedor de qualquer tipo de liberdade) que sirva nem que seja como um "Há esperança. Há luz. Se não há hoje para todos, haverá amanhã".
Sei que deve ser foda não poder viver isso "em vida", mas é o que sempre digo: a aceitação/liberdade de preferência sexual é inevitável. Já não é uma questão para a geração mais nova. Cedo ou tarde vai estar em todos os lugares, em todas as camadas geracionais.
Há que se entender as gerações mais velhas. Eles quase can't help themselves. Forçá-los a "aceitar" não é certo. Tem que se colocar acima disso. Afinal, carinho e compreensão impostos também não são carinho e compreensão. And hey; they'll die. Pretty soon.
Eu sei, eu sei... é errado! Por que você deveria se beijar escondido quando casais héteros beijam sem embaraço numa rua movimentada? Eu acho que vocês deviam, mas pra mim é fácil porque não seria eu que sofreria diretamente com as infelizes consequências disso. Quanta coisa que obviamente é errada já foi certo? Aliás, beijar em rua movimentada já foi considerado errado (sem ser pelo gênero e sim pelo ato). É muito difícil rever algo que foi passado como certo. Imagina se falam que na verdade azul é amarelo. Niggaz would FREAK OUT!
O que quero dizer é: há que se entender o estado do mundo e viver de acordo com ele. Não to falando que não se deve lutar por isso. Aliás, não estou falando para ninguém o que fazer, apenas refletinho. Minhas convicções são minhas, não gosto de força-las à ninguém: liberdade é liberdade pra sim e pra não, pra qualquer opção (e não to querendo dar indireta com isso. Curiosamente a la Reverendo ela podia servir para o pró-gay e pro contra). Sei lá, na verdade o que quero dizer. Pros meus amigos, que sei que sofrem em pequena escala o que mais gente sofre e para os quais torço muito (pois sou o maior torcedor de qualquer tipo de liberdade) que sirva nem que seja como um "Há esperança. Há luz. Se não há hoje para todos, haverá amanhã".